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Foi em 1854 que o Dr. Martinho da Silva Prado introduziu o café no município de Casa Branca, mas essa lavoura só ganharia importância a partir de 1878, com o advento da Estrada de Ferro Mogiana, que garantiu o escoamento da produção e a introdução da mão-de-obra estrangeira mais especializada. É nesse período que Casa Branca passou por uma fase verdadeiramente revolucionária. Casa Branca torna-se o posto mais avançado da estrada de ferro e o problema do transporte e da mão-de-obra é resolvido.

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Estação da Mogiana – Ramal com a rotunda e Casa de Maquinas e a Plataforma de embarque.

Com isso, a função agrícola domina a vida na cidade, complementada pela função comercial. A influência da estrada de ferro também se faz notar no crescimento da cidade: o povoamento, detido até a Praça Barão de Mogi Guaçu, junto à Igreja Matriz, começa a se estender colina acima, para atingir a estação da estrada de ferro, localizada na parte alta da cidade. Ao mesmo tempo, o comércio desloca-se para a Rua Coronel José Júlio (a Rua da Estação), caminho mais curto para atingir a estação. A cidade alcança seu desenvolvimento máximo em comprimento e começa a crescer em largura.

 

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Igreja Matriz anos 10 do século XX, nota-se as torres frontais com diferença no estilo, aparentemente existia dois relógios e as duas torres sustentavam os sinos, atualmente o relógio somente no da esquerda e os sinos permanecem á direita.

A cultura cafeeira manteve-se até 1924, quando começa a diminuir sua produção em consequência do esgotamento dos solos, da praga da broca e da concorrência das novas áreas abertas ao café, e cai em completa estagnação com a crise de 1929. Criação de gado, cereais, hortaliças e o algodão substituíram o café.

Diante dessa crise, a sociedade brasileira encaminha-se para um novo modelo de crescimento, baseado numa produção voltada para o mercado interno e sob a liderança do setor industrial. O processo de industrialização emergente coloca em cena novos atores sociais e novas relações de trabalho, expandindo o assalariamento e a residência urbana. A cidade e a indústria exercem grande atração sobre os moradores do campo e a migração rural-urbana toma vulto sem precedentes.

Nesse processo de industrialização do país, os problemas econômicos que já existiam em Casa Branca agravam-se com o desequilíbrio entre a produção agrária e a comercialização desses produtos ou a sua industrialização. Casa Branca nunca foi uma cidade industrial: tanto no passado como no presente, as iniciativas industriais nesse município foram, marcantemente, inconstantes.

 

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus - PMSP

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus – PMSP

 

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus - PMSP

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus – PMSP

Plantas originais da Escola Normal de Casa Branca – 1918/1919 projeto de Cesar Marchisio somente inaugurado em 1933.

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Mas a cidade destacou-se em outro ramo. Na década de 1910, Casa Branca teve grande destaque no ramo educacional, que se transformou num fator de desenvolvimento econômico. A partir de 1912, graças à ação do Dr. Francisco Thomaz de Carvalho, foi criada a Escola Normal de Casa Branca, cuja função foi essencial à vida da cidade. Casa Branca, transformada em capital-escola, possuía amplo raio de ação, que alcançava, principalmente, Itobi, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Vargem Grande do Sul, São João da Boa Vista, Mococa, Cajuru, Palmeiras, Tambaú, São Simão, Cravinhos, Aguaí e o Sul de Minas. Numerosas famílias fixaram-se em Casa Branca para educar seus filhos, o que constituiu importantíssimo fator, ao lado da cultura cafeeira e da ferrovia, na determinação do índice populacional de 26.397 habitantes, em 1920, somente superado no ano de 2000, com 26.800 habitantes.

 

Foto de Maria Clara Lira

Foto de Maria Clara Lira

Formatura Normal de 1950 – O Professor Luiz Guerreiro e o segundo da frente da direita.

Foto de Orpheu Puglia

Foto de Orpheu Puglia

Década de 50 –  Festa de Formatura. Diretor João dos Santos Bispo – Paraninfos: Professora Iolanda e Silvestre Francisco Puglia então prefeito.

 

Com a crise do café, em 1929, salientou-se o papel da Escola Normal como suporte vital do contexto funcional da cidade, garantindo-lhe sua sobrevivência após a época de ouro daquele produto. Mas, com a expansão da rede escolar estadual, a partir da década de 1940, Casa Branca perdeu sua expressiva posição de polo educacional, o que refletiu incisivamente em seu desenvolvimento.

Hoje, Casa Branca não possui nenhum destaque econômico. Casa Branca foi importante entroncamento rodoferroviário, mas, hoje, resguarda apenas sua condição de nó rodoviário, dada a desativação da malha ferroviária. A indústria não se desenvolveu, havendo poucos estabelecimentos desse setor secundário, e a economia gira em torno do funcionalismo público, do presídio estadual e da agricultura.

A agricultura, no entanto, atividade histórica empreendida desde a vinda dos açorianos e intensificada com a imigração mineira é uma atividade que não traz divisas econômicas para o município esse problema ainda persiste, pois Casa Branca é um dos maiores municípios irrigado do Estado de São Paulo, grande produtor de batata, de cebola e cana. O primeiro produto é todo desviado para Vargem Grande do Sul, por uma decisão do prefeito Prof. Magela que não deixou instalar aqui os lavadores de batata, que foi instalado em Vargem Grande do Sul, que veio a ser considerada a terra da Batata, pois é lá que se recolhem todos os impostos da produção; o segundo produto a cebola, foi para São José do Rio Pardo e Itobi, o terceiro a cana vai para Palmeiras onde tem a Usina. Em Casa Branca não fica nada, até a mão de obra vem de fora (dessas cidades).

 

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Foto dos anos inicio dos anos 70 ao fundo a Vila Industrial ou Vila Borzani mais a frente a antiga Agência da Volkswagen e Hotel Coesa empreendimentos do empresário Sr. José de Araujo, bem a frente a estrada Palmeiras – São José do Rio Pardo fica entre dois trevos um para São Paulo o outro para Sul de Minas Gerais.

 

Quanto às indústrias Casa Branca tem duas grandes a da “Loucura” e a do “Crime” (o Cocais e a Penitenciaria),  agora com o AME que cuida da saúde da região toda e de difícil acesso a população casa-branquense, que também utiliza, mas tem um numero certo  de atendimento. Realmente, a economia da cidade gira entorno do funcionalismo publico até hoje. Casa Branca tem uma cultura que empresa que instala aqui reclama, mesmo no setor agrícola, os funcionários logo que são admitidos tiram licença médica, uma pratica do vício de funcionário publico, que vem a ser a reclamação de todo empresariado e a fama do povo já pegou.

E tem mais a Saúde tem uma verba federal para atender o numero de habitantes do município, e não inclui os presos que somam 1.500 presos em média e mais seus familiares que por vez usam o sistema de saúde,  ainda atende a Renovias que tem  polo aqui em Casa Branca,  todo atendimento de emergência vem para a saúde do município. Então se gasta muito com pessoas de fora o que seria para os moradores da cidade.   A situação da Santa Casa é caótica deve até a alma.

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Quanto ao número de habitantes esse número todos os municípios do país mentem, Casa Branca deve estar por volta de uns 18.000 habitantes na real,  igual ao censo de 1920 no auge da Escola Normal e da Mogiana. Por tanto nada mudou nesse quase um século.

Quando Dr. Francisco Thomáz de Carvalho como deputado quis fazer Casa Branca desenvolver o único meio que viu foi a educação, e ele estava certo. Na mesma época passou por Casa Branca a Caravana Pereira Barreto que quis trazer a industrialização para Casa Branca, os políticos da época acharam que misturar educação com operários seria mal para cidade e enviaram junto com a Caravana Perreira Barreto Partindo de Jacareí, os Barrettos passaram por Camanducaia e Ouro Fino, em Minas Gerais e Espírito Santo do Pinhal, já na província de São Paulo. Depois chegaram a Casa Branca. A partir daí, foram guiados pelo coronel Hipólito de Carvalho, que conheceram naquela cidade. O entusiasmo para com as terras paulistas era tão notório que o Dr.Luiz disse ao guia Hipólito, enquanto descansavam num hotel: “Estamos maravilhados… São Paulo dentro de poucos anos será o maior empório cafeeiro do mundo. Para isso, só lhe faltam fáceis meios de transporte. Felizmente o paulista é inteligente e empreendedor e, em breve, fará com que estradas de ferro rasguem todos os seus sertões. Assim, a imigração virá!”. (Trecho do livro Caravana Pereira Barreto); para Cravinhos e Ribeirão Preto onde fundaram a cidade de Cravinhos e a Antártica em Ribeirão Preto industrializando a cidade quem os levou indicado pela Câmara foi o Sr. José Ferreira de Silos um dos filhos do Barão de Casa Branca.

Depois disso nos anos 50 para os anos 60 o Solon Borges dos Reis quis instalar em Casa Branca a USP, segundo consta que o prefeito da época o Dr. Theofilo Siqueira informou que não podia e não tinha dois alqueires de terra para doar ou dinheiro para desapropriar as terras que era a única exigência do governador do estado de São Paulo Sr. Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto e pela urgência e demora do prefeito o Solon Borges dos Reis levou para São Carlos onde era diretor da escola Normal daquela cidade. Mais uma vez Casa Branca deixou passar entre os dedos sua oportunidade de crescer.

Hoje com um distrito industrial bem localizado, mas sem infraestrutura de asfalto e água Casa Branca está estagnada. E vai acabar em boçoroca mesmo, cheia de aposentados e funcionários públicos que mal ganham para sustento de suas famílias.

Terminando com um dos imóveis mais antigo de Casa Branca.

Arquitetura/Histórico

 

Casarão dos Guerreiros – Estilo Colonial – Ano 1842 – Praça Ministro Costa Manso.

Foi o primeiro sobrado colonial construído no município era sede de uma fazenda. O casarão assobradado de construção mista do séc. XIX com estilo colonial mineiro, que segundo informações colhidas pertenceu ao major José Pedro Leão. Levantada inicialmente uma pequena construção em 1856 (livro de Registro da Intendência nº 2 e em 1886 teve inicio a construção atual.

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O terreno inicialmente tinha como limite a passagem de Goiás até a bacia do Coronel Castro, conforme o tempo esse terreno vai diminuindo que hoje faz limite com a praça ministro Costa Manso até  a Av. Ganymédes José. Aproximadamente no ano de 1886 foi levantada uma pequena construção que servia como sede, logo após é edificada a residência principal.

Foto de Hélia Legnaro

Largo da Boa Morte, o Casarão dos Guerreiros no Canto esquerdo – Foto de Hélia Legnaro

 

Segundo documentação do cartório de registros de imóvel da comarca de  Casa Branca no livro 3M pg. 245 de 4 de julho de 1929, consta que o casarão possuía 22 cômodos sendo no andar térreo 5 cômodos assoalhados, 3 cimentados e atualmente praticamente todos os cômodos são de piso hidráulico menos a sala de jantar que continua. E no andar de cima 6 assoalhados, mas atualmente o andar de cima possui 6 cômodos, 5 assoalhados e um de 1 de piso hidráulico. Sua fachada possui 8 janelas sendo que em sua extensão contem a medida de 15,20M com entrada lateral por um portão de ferro, e um jardim  na sua lateral direita do casarão de estilo clássico lateral gradeado em toda sua extensão medindo 17,30M de frente.

Foto de Hélia Legnaro

Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, no mesmo loca que leva seu nome. Foto de Hélia Legnaro

 

E  na sua esquerda possuía uma Capela lateral dedicada a Nossa Senhora da Boa Morte, esta antes se localizava na praça a frente do casarão onde hoje se encontra o Fórum. Por este motivo o largo era referenciado como Largo da Boa morte que depois passa a se chamar praça Rodrigues Alves e hoje se chama Praça Ministro Costa Manso. Neste mesmo local durante o período de 1906 até 1940 ocorria apresentações  de filmes e também festa populares, nesse tempo a igreja já tinha sido demolida e para não “perder-la” eles a reconstroem uma capela em homenagem na lateral esquerda do casarão. Sua estrutura contem paredes de alvenaria onde cada tijolo mede aproximadamente 0,8 cm por 0,24cm, e de pau-a-pique. Como era uma construção de senhorio a parte de vidraçaria foi toda trazida da Europa em sua maioria colorido, como pode se ver nos vitrais contidos nas janelas do andar superior.

 

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Localizada na praça onde hoje se encontra o Fórum e cadeia em vermelho. Em lilás toda área do Casarão, 2009 data.

 

Antônio Moreira e seus filhos vendem o casarão há Luiz Guerreiro em 7 de outubro de 1933, segundo consta no livro 3P pg.195 do cartório de registro de imóveis da comarca de  Casa Branca. Com o falecimento de D. Palmira no ano de 1952, o casarão passa a pertencer a seu marido Luiz Guerreiro e a seu filho Edgar Alcântara de Oliveira Guerreiro. E em 1960 com o falecimento do doutor e professor Luiz Guerreiro o casarão passa a ser integrado ao patrimônio de seu único filho Edgar Alcântara de Oliveira Guerreiro.

 

Foto de Hélia Legnaro

Foto de Hélia Legnaro

 

Já na década 60, Edgar Alcântara de Oliveira Guerreiro resolve fazer algumas modificações no casarão, como a mudança do piso de assoalho para piso hidráulico, removem algumas paredes  do andar superior, transformando um cômodo do mesmo em banheiro e por estar em estado precário e condenada em sua estrutura  a capela foi removida.

No ano de 1994 o casarão recebe mais algumas alterações como, a remodelagem do jardim onde é incluída mais algumas estátuas, e nas paredes internas da sala de entrada e da sala de jantar que recebe a pintura de painéis. No ano de 2000 Edgar Guerreiro doa em herança o casarão para o Sr. Norberto José Pereira, em 2004 ele vende no valor de 120 mil reais para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores.

Em 2005 a Igreja devasta o pomar para a construção de um salão para encontros religiosos (que não foi construído) e neste mesmo período eles ameaçam demolir até o próprio casarão.

Esta ação deixa a população perplexa, que luta contra e clama pela lei n°1548 que foi promulgada em 19 de julho de 1990 assinada pelo então prefeito Geraldo Majella Furlani. A população indignada resolve entrar com um pedido de doação do casarão para o poder publico, podendo assim restaurá-lo e transformá-lo no museu de Casa Branca.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Está desativado desde 1998, nunca teve ninguém ou melhor dizendo todas as vezes que tentei reativar encontrei obstáculos políticos e publico. Muitos consideram um mal, visto o que acontece com o casarão dos Guerreiros, tombado quando a 1ª criação do CONSELHO em 1985, Casa Branca se arrasta quanto a preservação de sua história e de seu patrimônio (entrevista com o Professor Adolpho Legnaro Filho).

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

Por meu portão sempre aberto para os amigos que vinham rindo e felizes para um novo encontro de artes, musicas e literaturas. Hoje se encontra fechado proibindo a alegria.

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

Agora estou no terceiro passo para minha queda, o primeiro foi o abandono, a segunda a invasão,  agora me cercam para que eu não caia na cabeça de alguém.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Mural Pintado pelo Dr. Prof. Edgar Guerreiro representando a 1º Missa no Brasil.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Porta de acesso a Sala de Jantar e área de serviços.

Quem me viu nos bons tempos, que de mim se ouviam vozes de amigos pintores, amigos músicos, amigos literários, amigos simples que animavam meus corredores, minhas salas ficarão nas lembranças, pena que novas gerações me vê assim degradado.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Neste Salão tantas musicas se ouviu de um belo piano de calda que era o orgulho de meu dono nele grande mestres tocaram se fixar os olhos poderá ouvir vozes, risos, cheiro de tinta de quadro, pincéis espalhados e acima de tudo a MUSICA.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Neste canto entre o Salão e área de serviços podem contemplar somente em fotos, pois não existe mais esta bucólica paisagem pintada pelo meu senhor e dono, minhas entranhas estão mais a mostra o pau-a-pique mais aparente como neles passassem minhas artérias, nesta sala de jantar pode-se sentir a visão de um banquete servido em porcelanas inglesas com talheres de prata e até sentir o cheiro de uma boa ceia.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Vou-me, e levo comigo suas lembranças e fico na mente daqueles que convivi. Mas sou forte ainda vou resistir, por quanto tempo ainda não sei.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Minhas janelas estão caídas mas olham para quem passa e me admira ou de mim tem dó.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 Meu vaso não tem mais planta mas ainda impera majestoso.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

De minhas amigas constantes somente a primavera continua a contemplar o meu jardim. Éramos uni presentes sempre a olhar para quem nos contemplavam.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Minha outra amiga jaz no corredor lateral, ela não queria mas tentaram levá-la como as outras que se foram ou se quebraram.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Todos os caminhos que levavam para o centro da fonte, que jorrava o frescor para todos os cantos, o pergolado com suas flores embrenhadas juntavam com as outras flores que perfumavam o ar.

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

Este é a principal via de acesso a todo complexo desde a entrada para a residência, o jardim e la no fundo o portão que separava a casa para a natureza um belo pomar com jabuticabeiras, mangueiras, limoeiros, laranjeiras, cajueiros… Uma verdadeira obra de Deus que se perdeu e deixou em terra nua abandonada, OH! Deus quanto era maravilhoso contemplar sua obra.

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

Hoje meu jardim esta limpo, literalmente limpo. Ervas daninha ocupam o que outrora só dava alegria, estou me sentindo fraco resisto e vou resistindo com todas as minhas forças. Com FÉ ainda voltarei assim como a FENIX voltou das cinzas irei imperar. Mesmo que meu destino for ao contrario ainda estarei para sempre na mente e nas almas de quem me conheceu, farei falta a esta praça e no imaginário dos meus amigos que lutam por mim.

 

Dia 06 de maio passado o Ministério Publico cobrou a restauração do casarão conforme matéria do G1:

06/05/2015 09h01 – Atualizado em 06/05/2015 09h01

MP cobra restauração de casarão que tem risco de desabar em Casa Branca

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/05/mp-cobra-restauracao-de-casarao-que-tem-risco-de-desabar-em-casa-branca.html

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Termino esta série “Salve sua Memória Casa Branca” com um comentário de  Ana Cláudia Costa Zanchetta:

“Todo mundo deve saber já….mas lembrando de que há três anos um grupo de pessoas de Casa Branca daqui e os que estão em São Paulo mas que amam nossa cidade…. Reuniram-se com o propósito de investir na cidade aproveitando o mote dos 200 anos….um projeto foi feito com profissionais de todas as áreas e muita gente para trabalhar pela cidade em todos os setores….seria uma comemoração que marcaria a cidade e a traria de volta ao mapa, com investimentos e um tratamento pontual a autoestima da cidade que anda quase zero!!! Publicitários, engenheiros, educadores, advogados e investidores estavam muito animados!!! Este projeto foi apresentado ao prefeito e alguns assessores, foram algumas reuniões…eu estive em umas três junto com a atual administração!!! O prefeito não aceitou a ajuda da sociedade civil, ainda não entendi se por ciúmes de alguém da equipe ou simplesmente por que iria fazer melhor… Os 200 anos passaram e nada foi feito…continuamos com as quermesseszinhas de cidadezinha…rsrsrs…enfim as ideias e projetos eram incríveis…até o replantio das palmeiras imperiais com direito a vinda do atual príncipe Orleãns e Bragança para um remake de quando as palmeiras foram plantadas tínhamos conseguido…pras crianças e seu imaginário…reviver a história e aprender sobre a cidade com projetos com gibi nas salas de aula…começar a entender para gostar da cidade….isso é só um exemplo e a custo praticamente zero para a prefeitura!!! Não quiseram… o Guto Gossi e a Regina Teixeira Araújo  sabem os detalhes porque participaram!!! Enfim, é pra desanimar mesmo!!! Acho que falta carinho para com a cidade!!!”

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo. O texto poético sobre o Casarão dos Guerreiros também são de autoria do Professor Adolpho Legnaro Filho.

Através dessa série de 7 “Post” tivemos o intuito de mostrar para a população de Casa Branca que ela precisa se unir e tomar providências para que o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade não seja totalmente destruído.

” O tempo corre mais para o passado do que para o futuro. É preciso segurar o passado porque de suas luzes dependemos todos em todos os tempos.” (Erasmo de Roterdam )

 

Um grande abraço.

 Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer ao  Orpheu Puglia, Hélia Legnaro,  Adolpho Legnaro Filho, Ademar Madureira, Selma Dourador e o Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico por cederem fotos de seus arquivos para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

“A cultura, no amplo conceito antropológico, é o elemento identificador das sociedades humanas e engloba tanto a linguagem na qual o povo se comunica, conta suas histórias e faz seus poemas, como a forma como prepara seus alimentos, suas crenças, sua religião, o saber e o saber fazer as coisas, seu direito. Os instrumentos de trabalho, as armas e as técnicas agrícolas são resultados da cultura de um povo, tanto quanto suas lendas, adornos e canções.” (Souza Filho, Carlos Frederico – Mares de. Bens culturais e proteção jurídica. Porto Alegre, EU/ Porto Alegre. 140p. p.9)

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

 

“A memória ignora a decadência e a morte; a memória ergue-se contra as faces do tempo e alisa suas rugas físicas e conceituais; levanta-se como obstáculo à continuidade da consciência e dificulta a possibilidade de regredir para além das necessidades do destino atual tanto quanto propõe matéria-prima à inteligência analítica e corrosiva. É a memória um dos instrumentos de melhoramento do mundo por dotar o passado, quer dizer, a essência da infância, de uma aura idealizante…” (Dicionário Crítico de Política Cultural. Teixeira Coelho. Fapes p/ Iluminuras, 2ª ed. , 1999, pág. 249, 250)

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

A cultura e a memória de um povo são os principais fatores de sua coesão e identidade, os responsáveis pelos liames que unem as pessoas em torno de uma noção comum de compartilhamento e identidade, noção básica para o senso de cidadania.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

 

O patrimônio histórico e artístico materializa e torna visível esse sentimento evocado pela cultura e pela memória e, assim, permite a construção das identidades coletivas, fortalecendo os elos das origens comuns, passo decisivo para a continuidade e a sobrevivência de uma comunidade.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Além desse aspecto de construção de identidades, a noção de patrimônio cultural diz respeito à herança coletiva que deve ser transmitida às futuras gerações, de forma a possibilitar relacionar o passado e o presente, permitindo a visão do futuro, dentro do conceito de desenvolvimento sustentável.

 

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

46- Sobrado da Da. Izete Horta – Rua Altino Arantes.

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

A loja ao lado foi construída na garagem, agora demoliram o terraço para dar continuidade.

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Há muitos anos atrás ela recebeu um corte no seu quintal para o comércio,  no ano passado foi a vez da garagem descoberta, agora a sua frente que nunca mais veremos.

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Uma pena, mais uma casa estilo antigo sendo reformulada, uma casa linda e charmosa. Aos poucos Casa Branca vai descaracterizando construções e perdendo sua história.

 

 

47– Horto Florestal – Criado nos anos 60.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Por volta dos anos 60 foi criado o Horto Florestal na Rua Capitão Castro perto da ACCPPE, como um experimento de contenção de Boçoroca e para reproduzir plantas nativas. A primeira fase foi o manejo de eucaliptos e pinhos por terem raízes profundas e serem excelentes consumidores de água mas não deu muito certo e mesmo assim ainda continuou a erosão do solo, hoje continua em atividade na parte de cima (Av. Renato Pistelli) e é ocupada pela Policia Florestal.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

48 – Polícia Florestal – Avenida Renato Pistelli.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015


49- Bosque Municipal – construído em área preservada no final da década de 60 – Administração Carlos dos Santos Bastos.

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As fotos acima do Bosque Municipal  de Casa Branca aparece o Prefeito Carlos Bastos dos Santos, são do processo da Administração dele e estavam em poder do Arquivo Documental do Museu H. P. Alfredo e Afonso de Taunay – Na administração passada tiraram tudo do Museu e misturaram com o Arquivo Municipal, uma heresia desvincular os arquivos Históricos do Museu e ajuntar com Arquivo Municipal, falta de tato (conhecimento) administrativo e um crime contra o patrimônio do acervo do Museu ( entrevista com o Prof. Adolpho Legnaro Filho).

 

Foto de Silvia Cristina Bozeda - 1981

Foto de Silvia Cristina Bozeda – 1981

 

Foto de Silvia Cristina Bozeda - 1981

Foto de Silvia Cristina Bozeda – 1981

 

Entrada do Bosque reestruturação da Administração Dr. Antônio Carlos Saran (Nê Saran) – 2008

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Maria Clara Lira - 2011

Foto de  Maria Clara Lira – 2011

 

Foto Maria Clara Lira - 2011

Foto de Maria Clara Lira – 2011

 

Foto de Maria Clara Lira - 2011

Foto de Maria Clara Lira – 2011

 

Foto de Maria Clara Lira - 2011

Foto de Maria Clara Lira – 2011

 

 

48– Marco Comemorativo da Guerra do Paraguai – Monumento em comemoração a Passagem das Tropas do Capitão Drago com o Tenente Alfredo de Taunay, que se deu a retirada da Laguna.  Foi erigido em 1938 pelos alunos da Escola Normal.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Monumento em granito, localizado originalmente no local onde acamparam os soldados que participaram da célebre Retirada da Laguna, episódio da Guerra do Paraguai ocorrido em 1865.  Transferido para a Praça Honório de Sylos. Homenageia a figura do Visconde de Taunay.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Esta  placas foram colocadas no lugar das originais  que eram de bronze e foram roubadas.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Trajeto da Companhia da Marcha da Força gravada no próprio Monumento.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Em 2004 em evento que se refez o trajeto da Companhia das Tropas do Capitão Drago – Projeto da Rede Globo.

 

50- Monumento ao Irmão Roberto Giovanni – Pátio da Igreja do Desterro.

 

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Essas fotos são do túmulo do Irmão Roberto dentro do Santuário do Desterro.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

51- Monumento a João de Souza Coelho – Um tributo ao imigrante português.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 Armazém do Sr. João Souza Coelho – Casa Coelho.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2011

Esta foto foi tirada por ocasião da recolocação do Busto de João De Souza Coelho em 2011. Passados onze meses tornaram a roubar o busto e as duas placas laterais que existia, o busto foi feito pela artista Cristina Motta, da cidade de Búzios – RJ

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

 

52 – Ruas Antigas e Históricas.

As ruas do Mercado  passaram a receber, respectivamente, os nomes Altino Arantes e Lacerda Franco.

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

 

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Rua Altino Arantes

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Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho – 2015

 Rua Altino Arantes, início na Praça Barão de Mogi Guaçu.

 

Rua Lacerda Franco


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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Lacerda Franco o muro do Instituto no final.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Lacerda Franco esquina com a Dr. Moacir Troncoso Peres vista parte de cima.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Rua Pedro de Toledo

Rua São Miguel com o nome Pedro de Toledo, Governador de São Paulo na epopéia de 9 de julho de 1932.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Em frente ao Instituto a Rua Pedro de Toledo, atrás a Rua Lacerda Franco, lado esquerdo a Rua Luiz Piza e lado direito a Rua Altino Arantes.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Pedro de Toledo com Instituto ao Fundo e as barraquinhas do AME tampando o Patrimônio Histórico tombado.

 

Rua Luiz Piza

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Na esquina do lado direito hoje o Restaurante Mama Mia e a esquerda a residência do escritor Ganymédes José.

 

Foto de Adolpho Leganro Filho - 2015

Foto de Adolpho Leganro Filho – 2015

Rua Luiz Piza –  A direita casa do Ganymedés José a esquerda o Restaurante Mama Mia.

 

Foto de Maria Clara Lira

Foto de Maria Clara Lira

 

Foto de Maria Clara Lira - 2013

Foto de Maria Clara Lira – 2013

 

Foto de Maria Clara Lira - 2013

Foto de Maria Clara Lira – 2013

 

Praça Barão de Mogi Guaçu

Como homenagem digna foi o corpo do Barão de Mogi Guaçu, Capitão Caetano de Lima; sepultado no interior da igreja e ao largo da Matriz foi dado seu nome.

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Foto de André Nigro

Foto de André Nigro

 

Foto De Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

 Rua Coronel José Julio

A Rua da Estação, depois da Proclamação da República, passou a ser chamada pelo título de Rua Marechal Deodoro e depois Coronel José Júlio. Era até então uma rua longa e com poucos prédios. O Coronel José Júlio de Araújo Macedo mandou edificar diversas casas novas.

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Foto Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

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A esquerda hoje é o Banco do Brasil onde funcionava uma Cervejaria, a direita enfrente o atual Banco do Brasil a Casa Sartori, e na outra esquina onde aparece os toldos era a Casa Romano.

 

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Nesta foto podemos ver o Bar Central (atualmente Lojas Cem), o Cine Central (atualmente a Galeria), na esquina a Casa Vicenza do Sr. Fiori Cassiolato (atualmente o Banco Bradesco) e do outro lado o Bar do Sr. Marcelino Antonialli.

 

Foto de Henrique Cassiolato

Foto de Henrique Cassiolato

Nos dias de hoje a Loja do Sr. Fiori virou Bradesco e o Bar do Sr. Marcelino já tem outro dono.

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Nesta podemos ver a loja  A Jóia  do Sr. Júlio Magalhães, na esquina a Casa Horta do Sr. Abdalla, no outro lado da rua a Loja Rubi do Sr. Abílio Sasso, a casa da Da. Maria Bruno (avó da Helcia Romano) que depois foi o “Cirandinha”, a Ótica Piccolo, a casa da Da. Augusta Piccolo, a casa em que minha família morava e a Padaria da dona Mariana Zanchetta.

 

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1972

Casa da Da. Maria Bruno, Ótica Piccolo, Casa da Da. Augusta Piccolo e a casa em que minha família morava, Padaria da Da. Mariana Zanchetta, papelaria do Sr. Natal, a residência da Família Nogueira de Lima e a Loja Fioravante (Banco Bradesco).

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Henrique Cassiolato

Foto de Henrique Cassiolato

Nos dias de hoje não temos mais Ótica Piccolo, A Jóia, Loja Rubi e nem o Armazém do Sr. Antonio Lopes.

 

Foto de André Caetano

Foto de André Caetano

O pessoal sentado em frente a Loja Abdala, a loja A Jóia virou Restaurante, enfrente a Casa Lopes, a Loja do Sr. Raul Palma e Banco Banespa.

 

Foto de Adolpho Legnaro 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

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Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

Em frente a Praça Barão de Mogi Guaçu, vemos a Cantina do Vital e a Casa Carlos do Sr. Jorge Khoury – Anos 50.

 

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Podemos ver a Casa Salotti,  o Bar do Benga e a Farmácia do Sr. Dorotheu Barbosa.

 

Foto de Ademar Madureira - fev/2015

Foto de Ademar Madureira – fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 Hoje não tem mais Farmácia do Dorotheu Barbosa e nem o Bar do Benga.

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Rua Capitão Horta

No ano de 1896, o maior movimento comercial convergiu para a Rua das Flores, que passou a ser denominada Rua Capitão Horta, como homenagem a Moisés de Oliveira Horta.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Capitão Horta – Fábrica de Macarrão dos Zanchetta.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Residência Colonial Rua Capitão Horta – Restaurante Capitão Massa

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Capitão Horta – Residência estilo Neo-Colonial –  anos 40/50.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Capitão Horta com a Rua Padre Santana.

 

Rua Padre Santana.

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

 Rua Waldemar Pânico

A Rua do Comércio, hoje Rua Waldemar Pânico, foi caindo no esquecimento, entretanto no tempo no Império ali existiram grandes empórios comerciais com um movimento fantástico.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

O Patrimônio Cultural é o legado, a herança deixada através dos tempos, que explica e dá conta da vida de uma sociedade; é a raiz e o espelho das transformações sociais.

O patrimônio cultural, assim como o natural, deve ser entendido como parte do patrimônio ambiental. Compreende não apenas expressões materiais (históricas, artísticas, arquitetônicas, paisagísticas e urbanísticas), mas também o que se denomina patrimônio imaterial – conhecimentos e modo de fazerem enraizados no cotidiano das comunidades; rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; manifestação literária, musica, plásticas, cênicas e lúdicas.

A civilização contemporânea tem feito uma inteligente opção por padrões de desenvolvimento sustentável,  que garantam às gerações futuras o direito de usufruir de um meio-ambiente saudável e de uma herança cultural que distinga e identifique os diferentes povos.

 Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Continuamos com nosso apelo a população de Casa Branca, para que fiquem atentos ao que esta acontecendo e o que pode ser afeito para salvar o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer ao Luiz Carlos, André Nigro, André Caetano, Ademar Madureira,  Adolpho Legnaro Filho, Silvia Cristina Bozeda, Nicanor Coelho Pereira Junior, Henrique Cassiolato, o Site da Prefeitura de Casa Branca e o Arquivo Documental do Museu H. P. Alfredo e Afonso de Taunay  por cederem fotos de seus arquivos para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

“Não basta ensinar o analfabeto a ler. É preciso dar-lhe contemporaneamente o elemento em que possa exercer a faculdade que adquiriu. Defender o nosso patrimônio histórico e artístico é alfabetização”. Mário de Andrade

 

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

A valorização da cidade está em preservar a diversidade de percepções visuais, garantir à complexidade espacial, que traz a cada indivíduo a possibilidade da fuga da monotonia, a quebra do estático, do óbvio.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

A vida urbana é complexa e, muitas vezes, contraditória. Interferir nesse espaço é, portanto, tão complexo como organizar a própria vida. É por isso que tais ações devem advir de um conhecimento amplo e profundo do objeto alvo, e da percepção e do entendimento da cultura e das tradições que incidem sobre determinado espaço e sua população. Essas intervenções são extremamente necessárias, principalmente quando o interesse capitalista sobrepõe-se ao interesse público, quando o valor econômico subjuga a cultura e a tradição, distorcendo a memória de forma a acarretar a perda da identidade cultural de uma comunidade.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

Nessa foto a esquerda o Banco Rural de Casa Branca com a Praça Barão de Mogi Guaçu,  a direita o Cine Flor mais em baixo a casa da Família Feijão e a na outra esquina a Casa Cristal da família Basiloni, vendo ao fundo a Rua Capitão Sebastião de Carvalho.

 

Em termos gerais, considera-se ainda hoje fundamental uma abordagem mais ampla e de duplo sentido, mediante a qual a preservação do patrimônio cultural induza o desenvolvimento urbano e as alternativas geradas para o desenvolvimento contribuam, por sua vez, com a preservação. Nesse sentido, é necessário ter uma política específica de preservação e reabilitação urbana, de longo prazo, que envolva um conjunto de estratégias e ações, capazes de garantir não só a recuperação, mas, sobretudo a sustentabilidade dessas áreas e sua inserção na dinâmica urbana.

 

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

31 -Santuário de Nossa Senhora do Desterro –

Templo oriundo de pequena e lendária capelinha. Construída no século XIX (1890) pelo Coronel João Gonçalves dos Santos. No local está sepultado o Coronel João Gonçalves dos Santos, sua esposa, o filho e no altar o Irmão Roberto Giovanni. Sofreu várias reformas até a década de 1930, quando foi demolida para dar lugar ao edifício atual, construído em 1937. Possui amplo centro pastoral, salões para festas, confraternizações, reuniões e outros eventos, com capacidade para acolher e hospedar até 350 pessoas hospedadas e nos salões até 1500 pessoas. Oferece aos visitantes da livraria cristã e grande atividade religiosa. No mês de agosto promove a tradicional Festa de Nossa Senhora do Desterro desde 1925, atraindo milhares de fiéis e romeiros de várias localidades.

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Foto de José Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

31 Estação Ferroviária da Mogiana Velha – Ano 1878 –  Hoje é atual Prefeitura.

Foto do Acervo do Museu de Casa Branca

Foto do Acervo do Museu de Casa Branca

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

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Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

 32 -Casarão de Francisco Thomáz de Carvalho – Rua Capitão Horta.

Antiga residência do Deputado Dr. Francisco Thomáz de Carvalho, na qual se hospedou o Presidente Altino Arantes. Antes pertencera a seu sogro Capitão José Caetano de Castro. Atualmente pertence a família Lopes.

Família Lopes

 

33– Casarão Lafayette de Toledo – Estilo Neoclássico – Início da Imigração.

Sede do primeiro Correio, agente Otávio Jardim,  da antiga Rua das Flores, hoje Rua Capitão Horta, esquina com a Rua Padre Santana. Funcionou o Liceu fundado por Padre Santana. Em frente à antiga Casa Paroquial onde morou Padre Santana.

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Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

34- Casarão do Sindicato Rural Patronal – Estilo Colonial.

Acervo de José Luiz Horta de Macedo

Acervo de José Luiz Horta de Macedo

 

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Lucinha Zanetti

Foto de Lucinha Zanetti

 

 35 – Residência Estilo Clássico – Rua Barão de Casa Branca.

Pertence a família Villela de Andrade, construída por José Alexandre de Andrade casado com Altimira Villela de Andrade foi o 8º. filho de Domingos Villela de Andrade e Rita Villela de Andrade , hoje pertencente a D. Margarida Martinelli Villela de Andrade esposa do sr. José Leonardo Villela de Andrade e os filhos Maria Ruth, José Rui e José Rubens Proprietários da Fazenda Cachoeira.

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36 – Casa da Família Feijão  – Estilo Colonial – Rua Coronel José Júlio – Hoje demolida.

Família Feijão – o registro da residência como sendo a primeira edificação da Praça da Matriz quando ainda não existia nem praça e nem Matriz, em puro estilo colonial,  estilo moradia e comércios. Últimos moradores foram as filhas do construtor que popularmente e carinhosamente conhecidas como Tia Dica e Tia Beia Feijão está foi professora formada pela Escola Normal onde também lecionou até a aposentadoria e viveram até os anos 80, Tia Beia a mais velha acho que tinha por volta de 90 anos quando faleceu.

Foto de Guanymédes José -  Museu Histórico de Casa Branca.

Foto de Guanymédes José – Acervo Museu Histórico de Casa Branca.

 

Foto de Gabriela Aga

Foto de Gabriela Aga

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

 

37- Essa residência é o único exemplar da arquitetura Belle Époque em Casa Branca, o Clube Casa Branca seria outro mas ele está mais voltado para uma mistura da Belle Époque e o Neo Classismo. Praça Barão de Mogi Guaçu.

Foto de Maria Cristina Sasso

Foto de Maria Cristina Sasso

 Apesar de ter início normalmente citado como no final do século XIX e fim no início da Primeira Guerra Mundial, é difícil determinar especificamente limites para a época da Belle Époque, uma vez que é mais um estado espiritual do que algo preciso. A expressão francesa Belle Époque significa “bela época”, e representa um período de cultura cosmopolita na história da Europa. A época em que esta fase era comum foi marcada por transformações culturais intensas que demonstravam novas formas de pensar e viver. Considerada uma época de ouro, beleza, inovação e paz entre os países; a fase trazia invenções que faziam com que a vida se tornasse mais simples para todos os níveis sociais.

 

 38- Hotel Moffa – Rua Capitão Sebastião de Carvalho,  Rua Dr. Menezes e Praça Dr. Barreto. Demolido em 2012.

Foto de Ganymédes José - Acervo do Museu de Casa Branca

Foto de Ganymédes José – Acervo do Museu de Casa Branca

 

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Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

Nesse casarão por um bom tempo funcionou a Escola Normal parte masculina a esquerda que dá para a rua Capitão Sebastião de Carvalho era o Hotel e do lado direito que da para Rua Dr. Menezes funcionou por um tempo o correio a frente para a Praça Dr. Barreto.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

39-  Residência pertenceu a Família Prudente Corrêa, donos da Fazenda Prudente do Morro – Propriedade da Família Corrêa – Praça Dr. Barreto

Nela morou a Família de Luiz Gonzaga de Sylos,  ex-prefeito de Casa Branca, depois ele se mudou para uma residência nova na Rua Dr. Menezes.

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40- Casarão da Família do Barão do Rio Pardo- Estilo Colonial – Praça Honório de Silos, atualmente aos herdeiros de Dr. Orlando Basile.

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41-  Sobrado – Estilo colonial com uso de sacada de ferro – Residência do Barão de Casa Branca na rua que leva seu nome esquina coma Dr. Narcísio Marquês – Casarão onde se hospedou o Imperador Pedro II em visita a cidade.

 

Foto de 1909 - Adolpho Legnaro Filho

Foto de 1909 – Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Nota-se  que na sacada nas laterais tem uma pinha de cristal que foi retirada assim que  Dª Yolanda de Sillos Motta passou tal informação ao Professor Adolpho Leganro Filho.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto dos Barão e Baronesa de Casa Branca – José Vicente Ferreira de Sillos e Mariana Umbelina de Paduá Lima.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Luiz Gustavo de Sillos – Foto de Adolpho Legnaro Filho

Decreto Imperial de 07 de maio de 1887  que concedeu a Vicente Ferreira de Sillos Pereira o Título do Barão de Casa Branca.

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

A parte interna da residência do Barão de Casa Branca na sua época, pintura a óleo sobre tela do pintor e músico Caetano Marques (1965).

 

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 As duas fotos que remetem ao quadro.

 

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

Umas das salas de visita do casarão,  época do Dr. Narcísio Marquês.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

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Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 

42 – Antiga Residência do Capitão José Caetano de Castro, hoje Casa Dona Biza. Rua Dr. Menezes.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

43- Casa Vila Mercedes – estilo anos 50, pertencente à família  Bryan Correa. Rua Barão de Casa Branca.

Essa casa foi construída nos anos 60 pela Família Correa no antigo quintal da Casa da Praça Dr. Barreto ela fica de frente para Rua Lateral estilo Modernista hoje ainda pertencente a Família mora o Sr. Sérgio B. Correa

Não consegui nenhuma foto de como era a casa antigamente, hoje foi construído um muro que fechou toda frente da casa, a única foto que consegui foi essa da lateral.

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

44- Calçamento da Rua Waldemar Pânico, antiga Rua do Comércio – primeira rua pavimentada em Casa Branca por pedra de ferro.  No tempo no Império ali existiram grandes empórios comerciais com um movimento fantástico.

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Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

 45– ACCPE – Associação Casa-branquense de Cultura Physica e Esporte – fundada em 1926. Com a presença do Conde Francisco Matarazzo.

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A expressão Patrimônio Histórico designa um bem destinado ao usufruto de uma comunidade que se ampliou a dimensões planetárias, constituído pela acumulação contínua de uma diversidade de objetos que se congregam por seu passado comum: obras e obras-primas das belas artes e das artes aplicadas, trabalhos e produtos de todos os saberes e savoir-faire dos seres humanos.

Em nossa sociedade errante, constantemente transformada pela mobilidade e ubiquidade de seu presente, “patrimônio histórico” tornou-se uma das palavras-chave da tribo mediática. “Ela remete a uma instituição e a uma mentalidade.” (CHOAY, p.11).

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Continuamos com nosso apelo a população de Casa Branca, para que fiquem atentos ao que esta acontecendo e o que pode ser afeito para salvar o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

OBS: Quero agradecer ao Acervo do Museu de Casa Branca,  Luiz Carlos, José Luiz Arcuri, Ademar Madureira,  José Luiz Horta de Macedo, Adolpho Legnaro Filho, Selma Dourador, Mariana Horta, Lucinha Zanetti, Maria Cristina Sasso e Gabriela Aga por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

A constante evolução dos espaços citadinos impõe aos pensadores da cidade a necessidade de aliar a preservação de bens de interesse histórico às transformações inevitáveis e essenciais à modernização desses centros, com vistas à manutenção da qualidade de vida, através de espaços adequados à convivência humana.

Acredita-se que a cidade do passado não deve negar a do presente, nem esta a outra. Cada tempo tem o seu próprio valor. Portanto, a cidade não deve permanecer imóvel e imutável, deve-se incentivar a concomitância entre a preservação histórica e a contemporaneidade.

A memória associa-se ao cotidiano e discute-se a preservação do que poderia ser chamado de arquitetura do cotidiano, a arquitetura residencial ou, até mesmo, comercial. Uma arquitetura não exuberante, mas significativa como representação dos modos de vida de uma época. É assim classificada a arquitetura de Casa Branca a ser preservada. Uma arquitetura e um desenho urbano de uma época em que a vida citadina, nesse sertão, era simples e pacata. Uma vida caipira, sertaneja. A cultura de cidades do interior paulista.

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

A grande dificuldade em preservar-se o patrimônio, especialmente arquitetônico, é que esse tipo de ação tem que contar, necessariamente com o apoio do Estado ou de outros tipos de entidades oficiais, como fundações culturais, por exemplo, ou iniciativas privadas. O primeiro fator que garante a preservação de um edifício é a manutenção de seu uso nas condições e para o uso que foi previsto em seu projeto inicial.

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

O “Turismo” é um elemento positivo para a preservação dos bens arquitetônicos, pois a atividade turística sempre pressupõe o aumento do afluxo de visitantes aos monumentos, constituindo-se num desenvolvimento Patrimônio Cultural de importância e necessidade preservacionista por parte do poder publico ou particular, que dele podem-se tirar proveitos culturais e financeiros.

Para que as ações de preservação do patrimônio arquitetônico tenham resultados positivos, existe a necessidade de providências em duas áreas:

a) A do planejamento, recuperação e revitalização de núcleos de interesse histórico ou artístico, que só podem ser efetivados após trabalhos exaustivos de levantamento e estudos interdisciplinares;

b) a da vinculação de qualquer projeto deste tipo a um interesse social que privilegie os habitantes do local onde está o monumento ou o conjunto de monumentos em questão.

Uma vez este levantamento feito torna-se indispensável o trabalho de conservação sempre visando e estimulando uso do referido bem imóvel (residências, praças, matas e etc.) ou bem móvel (objetos de uso pessoal e  decoração, quadros, móveis, máquinas e etc.).

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

 16-Casarão dos Musa – Rua Coronel José Julio

Estilo colonial português. Posteriormente recebeu reforma e aumento modificando o estilo para o neoclássico 1939.  Servia de casa da cidade para família nos finais de semana. O proprietário era Antônio Silveriano Musa, dono da Fazenda Santa Clara hoje pertencendo ao Município de Itobi, segundo a historiadora Amélia Trevisam tanto a Casa Sede como a residência na cidade foram projetos do Arquiteto Ramos de Azevedo.

Residência dos Musas, hoje Casa da Cultura.

Residência dos Musas

 

Abandonada

Residência dos Musas abandonada

 Hoje Departamento da Educação.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

17- Edifício da Escola Normal EEPSG Dr. Francisco Thomáz de Carvalho.

Os projetos de Cesar Marchisio, elaborados entre 1918 e 1919. Tendo significativas mudanças ao fato de que o projeto e a obra se arrastaram por muitos anos. Sua inauguração foi somente em 1933.

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus - PMSP

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus – PMSP

 

Em estilo neoclássico. É o único prédio tombado pelo Patrimônio Histórico.

Fundação 07 de Abril de 1913

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20- Monumento ao músico Humberto Francischetti. Praça Dr. Thomáz de Carvalho.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Maestro Humberto Franceschetti.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Família do Maestro Humberto Franceschetti.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Escultura de Luiz Morrone (São Paulo, 1906 – SãoPaulo 1998) foi um dos mais prolíferos escultores brasileiros, descendente de italianos, foi o criador do brasão de armas do estado de São Paulo, e também criou centenas de bustos, estátuas, hermas. Fez seus primeiros estudos no ateliê do escultor italiano Cantarella, estudando ainda no Liceu de Artes e Ofícios e também foi aluno de Ettore Ximenes e Victor Brecheret. Em suas esculturas, é no campo dos retratos que reside sua maior técnica, sendo autor de grande quantidade de obras, como bustos e hermas, dentre elas destacamos os bustos de Bernardino de Campos, Guilherme de Almeida e Adoniran Barbosa. Quanto aos monumentos destacamos Cristóvão Colombo, a Manuel da Nóbrega e ao Infante D. Henrique só para citar alguns, possuindo também obras realizadas para governos e instituições de outros países. Como um dos artistas mais procurados para a realização de obras públicas, Luís Morrone também foi autor da escultura Pedro Álvares Cabral instalada no Parque do Ibirapuera. Esta escultura faz parte do monumento ao navegador português que chegou ao Brasil em 1500, uma homenagem realizada por iniciativa da comunidade portuguesa com o objetivo de iniciar as comemorações dos 500 anos do descobrimento.O monumento, em bronze e mármore, foi inaugurado em 10 de junho de 1988; tem cinco metros de altura e foi projetado pelo arquiteto Agostinho Vidal da Rocha. O estudo para a escultura final em bronze foi realizado por Morrone no ano de 1986, em gesso e em escala bem mais reduzida: 60 x 42x 36 cm. Esta peça em gesso é hoje obra integrante do acervo do Museu Belas Artes de São Paulo muBA – e representa, como documento e testemunho, a escultura em bronze como também preserva sua história e a do artista. (muba.com.br William Keri e Débora G. Buonano)

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 

 Hoje se encontra em estado lamentável.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

21- Casarão da Sociedade Italiana – antigo Consulado Italiano: Rua Capitão Horta, onde hoje estão instalados o Colégio Objetivo.

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22- Monumento ao Político e Advogado Dr. Francisco Thomáz de Carvalho.  No momento não temos identificação do autor da obra.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Praça Dr. Thomáz de Carvalho.

Praça

 

23 – Santa Casa de Misericórdia de Casa Branca – fundada em 30/06 /1887.

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Importante notar que nestas fotos a Cruz esta no topo da torre. Sofreu uma queda da raio em 2013 após um temporal caiu toda a Cruz e o globo de base.

 

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Foto após o raio de 2013.

raio

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

24- Igreja Presbiteriana – Estilo Neoclássico. Ano de fundação: 21/04/1923 Primeiro Pastor: William Sim; inaugurada em 1938.

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Foto de  José Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

 

25– O Largo da Boa Morte – Devido a Capela Nossa Senhora da Boa Morte.

Foto de Hélia Legnaro

Foto de Hélia Legnaro

Passou a ser denominada Praça Rodrigues Alves em homenagem ao Conselheiro Doutor Francisco de Paula Rodrigues Alves pelo seu gesto criando a Escola Normal em Casa Branca e atualmente ao Ministro Costa Manso, grande jurista que aqui passou deixando grande exemplo de honradez, sua primeira esposa aqui faleceu por ajudar o povo na gripe Espanhola, deixando 3 filhos Casa-branquense ilustres.

Foto de Hélia Legnaro

Foto de Hélia Legnaro

 

26 – Fórum “Ministro Costa Manso”. Edificado na gestão do então Prefeito Dr. Teófilo de Siqueira no ano: 08/12/1951, estilo Grego.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

27- Monumento ao Ministro Costa Manso – jurista – no interior do Fórum de Casa Branca.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Não conseguimos identificar o nome completo do escultor, sobrenome Costa Mauro – 1962

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

28- Monumento ao Desembargador Joaquim Sylos Cintra – Interior do Fórum Ministro Costa Manso.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Não foi possível identificar a assinatura gravada do escultor – 1968

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

29- Cadeia Publica – Antigamente a Cadeia Publica ficava onde foi construído o Jardim da Infância, hoje Escola Ganymedes José.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

No ano 1951  foi construída  a atual e fica onde era o Largo da Boa Morte, ou seja, na Praça Rodrigues Alves.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

 30- Cine Popular – Hoje supermercado Central – Praça Rodrigues Alves

Fachada antigo Cine Popular, Fórum e Delegacia de Policia  – 1960 – no local onde se encontra o Cine Popular e a casa ao lado é hoje o Supermercado Central.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 Hoje supermercado Central.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

O patrimônio histórico, em sua essência, é o conjunto de lembranças através das quais um povo se identifica; é o conjunto dos produtos culturais de uma sociedade, podendo ser chamado, de uma forma mais abrangente, como patrimônio cultural.

O descaso com essa valorização da memória de um povo em geral, visando a uma identidade cultural universal, reflete-se na valorização, unicamente, de cidades que possuam algum interesse turístico, por isso questionamos: Qual o valor de um patrimônio preservado tão-somente para o turismo? E o caso das cidades que não possuem tal interesse ou tal público? Essa população não teria direito à memória?

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo –  Mariana Pereira Horta Rodrigues/ Trabalho Final de Doutorado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ Universidade de São Paulo.

Continuamos com nosso apelo a população de Casa Branca, para que fiquem atentos ao que esta acontecendo e o que pode ser afeito para salvar o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer a Mariana Horta, Ademar Madureira, Arquivo do Estado de São Paulo Departamento Histórico, José Luiz Arcuri, Hélia Legnaro e Adolpho Legnaro Filho por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

 

“Ao proteger os bens culturais de uma sociedade, ou de um segmento desta sociedade, visa-se na verdade promover sua identidade cultural, pois ao ver alterados imóveis, ruas e até bairros inteiros em um curto espaço de tempo, o indivíduo perde também as referências que permitem sua identificação com a cidade em que vive.” (Schiavo e Zettel)

 

Casarão do Barão de Mogi Guaçu – Praça Barão de Mogi Guaçu, demolido na década de 60, no local foi construído um posto de gasolina.

 

Foto acervo de José Luiz Horta de Macedo

Foto acervo de José Luiz Horta de Macedo

Foto vista pela Rua Toledo Piza.

Adolpho

Foto acervo José Luiz Horta de Macedo

 

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Na foto vemos a Loja Maçônica, Casarão de Domingos Villela e o Casarão do Barão de Mogi Guaçu. Década de 60 antes da demolição Nessa época já nota-se as mudanças do paisagismo da Praça com introdução de árvore frondosas em substituição aos cedros moldados restando alguns exemplares ainda remanescentes do paisagismo original.

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Foto após a demolição do Casarão do Barão de Mogi Guaçu – Casarão de Domingos Villela e o Posto de gasolina.  Nesta foto observa-se a nova iluminação do jardim com postes altos de luz e ainda a existência dos postes ferro decorados com seus globos brancos. (foto provável do início da década de 70).

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Foto vista pela Rua Toledo de Piza nos dias atuais.

Em Casa Branca, é no ano de 1985, sob coordenação do Prefeito Walter Eduardo Pereira Avancini, que se iniciam as tentativas de criar um órgão de preservação municipal, o Serviço do Patrimônio Artístico, Cultural, Histórico, Paisagístico, Arqueológico e Natural de Casa Branca (SEPACHANP). “A criação deste serviço parte da premissa de que todas as comunidades mais desenvolvidas do Planeta preservam o seu patrimônio, haja vista a iniciativa ímpar que, no entanto, será frustrada.

A primeira Diretoria do Serviço do Patrimônio de Casa Branca foi constituída em 30.11.1985 pelos seguintes membros:

  1. Prof. Geraldo Majella Furlani (Presidente do Serviço)

  2. Prof. Rômulo Augusto Correa de Araújo

  3. Dr. Sérgio Pistelli

  4. Sr. Adolfo Legnaro Filho

  5. Arq. Laís Helena Monteiro da Silva

  6. Prof. Edgard Alcântara de Oliveira Guerreiro

  7. Eng. Araken Ribeiro de Paiva

  8. Prof. Ganymedes José Santos de Oliveira

  9. Profa. Osnilda Paiva Aga

  10. Profa. Maria Helena Horta

Também não há nenhuma referência a iniciativas educacionais que possam conscientizar a população e esclarecê-la sobre a atuação do Serviço, já que é atingida diretamente pelas decisões daquele órgão. Houve sim uma tentativa de aproximação com essa população, através da realização da “I Mostra de Fotografias Antigas de Casa Branca” e de uma palestra sobre patrimônio histórico, mas sem maiores consequências. Mostra realizada de 20 a 27 de outubro de 1985, sob coordenação de Laís Helena Monteiro da Silva e Adolpho Legnaro e apoio da Prefeitura Municipal, da Comissão de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico, Cultural e Arqueológico de Casa Branca e do Museu Histórico Pedagógico Afonso e Alfredo de Taunay. Após a mostra as fotos foram doadas ao Museu Histórico Pedagógico Afonso e Alfredo de Taunay.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Em julho de 1986, começam a aparecer os primeiros problemas sobre o efetivo funcionamento do Serviço. Em ofício, a Comissão do SEPACHANP solicita ao Prefeito a aprovação do projeto de lei que altera a natureza do órgão, mas tais solicitações não devem ter sido atendidas, pois nesse mandato do Prefeito Sr. Walter Eduardo Pereira Avancini (1984-1988) não há mais registros da atuação do SEPACHANP, segundo material disponibilizado pela Câmara Municipal de Casa Branca.

Novas discussões somente aparecerão no próximo mandato político (1988-1992), do Prefeito Sr. Geraldo Majella Furlani. Em 1989, é apresentado ao então prefeito novo projeto de lei (Projeto de Lei N° 0442/89, de autoria do vereador Sérgio Pistelli, aprovado em 23.06.1989) para criação e funcionamento do Serviço do Patrimônio Artístico, Cultural, Histórico, Paisagístico, Arqueológico e Natural de Casa Branca, com o novo nome SPACHPAN.

O Conselho do SPACHPAN, em 1989, era constituído pelos seguintes membros:

  1.  Ganymedes José Santos de Oliveira (Presidente)

  2. Dr. Antônio José Chinez

  3. Vereador Antônio José Nunes de Carvalho

  4. Vereador Antônio Sandoval

  5. Profa. Licínia Amélia Pereira Avancini

  6. Profa. Luizinha Lauretti

  7. Profa. Maria de Lourdes Maschietto V. de Andrade

  8. Profa. Osnilda Paiva Aga

  9. Dra. Regina Célia Basile Moffa

  10. Profa. Yvone Ferriolli

Dessa vez, o projeto parece mais bem estruturado em termos legais, cabendo à Prefeitura Municipal adotar as providências necessárias para o funcionamento do órgão, assegurando lhe recursos financeiros e materiais  necessários, e funcionará junto à Divisão de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal, valendo-se do pessoal daquela seção para satisfazer às normas legais do controle e prestação de contas. Novamente aparecem os mesmos problemas da gestão anterior: as ações teóricas não têm respaldo prático.

Foto de Da. Dulce Horta

Foto de Da. Dulce Horta

Foto da Praça Dr. Barreto, local da antiga Prefeitura do Município de Casa Branca, década de 1980.

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

 

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

 

Frente ao descaso da Prefeitura diante da atuação e solicitações do SPACHPAN e após demolições e nenhum tombamento efetivo, uma comissão daquele órgão reúne-se com o Condephaat, em 15 de fevereiro de 1990, numa tentativa de reestruturar o órgão municipal. Como uma ducha de otimismo ou um banho de água fria, a representante do Condephaat afirma que:

 “(…) é preciso que os elementos incumbidos da preservação da memória da cidade não se sintam frustrados facilmente e, se conseguirem realizar 10% do que imaginavam, já será uma grande produção. Porque a luta pela preservação da memória de uma comunidade esbarrara constantemente com a má vontade em geral das pessoas que não sabem o que é e como se concretiza um tombamento.

 Além do mais, vivendo dias de consumismo e grande sede de escalada imobiliária, não há o interesse de se preservar “velharias”. (…) Somente daqui a algum tempo, depois de muito trabalho educativo, principalmente com crianças e jovens (nas escolas), conseguiremos formar uma geração “que respeite a memória que se deseja preservar”. (Rita de Cássia arquiteta do Condephaat no ano de 1990).

Todas as tentativas de reorganizar o SPACHPAN são, no entanto, novamente frustradas. Em 18 de março de 1990, este órgão publica artigo em um jornal  local suplicando a ajuda e a participação da população, numa tentativa de conscientizá- la do valor da preservação da história da cidade e do valor desse órgão, que deveria ser de interesse público. Mas o fim parece irremediável frente à carta de demissão de Ganymedes José.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Em 13 de abril de 1990, escreve Ganymedes José Santos de Oliveira ao Prefeito Geraldo Majella Furlani:

“Depois de longa reflexão, e sem me atrever a plagiar Rui Barbosa, venho à presença de Vossa Senhoria para:

1. Agradecer a confiança em mim depositada, quando de minha nomeação para a presidência do Spachpan local;  

Informar que:

a.  De tanto enfrentar tropeços e bem pouco haver conseguido realizar neste órgão; 

b. De tanto ver os ideais desmoronando diante de interesses materiais; 

c.  De tanto ouvir mais comentários negativos do que receber apoio em prol de nossa causa;

d. De tanto ver triunfar a vitória da ociosidade; 

e. De tanto merecer, deste país, mais punição do que respeito por meu trabalho cultural (escritor);

f.  De tanta descrença no atual Governo que, assaltando-me à mão armada, tira-me a estabilidade econômica e o direito de não poder, com dignidade, tratar-me clinicamente servindo-me dos proventos que amealhei com honestidade no correr dos anos; 

g. De tanto curtir a revolta de assistir ao aplauso dos políticos cínicos que gargalham de nossa derrocada financeira, mas que mantêm polpudos salários;

h.De estar farto de resistir aos embates de injustiça; 

i. De ter a consciência tranquila de já tanto haver doado para esta cidade e este país; 

j. De haver perdido a coragem e as forças físicas, em virtude de uma enfermidade cardíaca;

l. De tanto ver tantos vagabundos vivendo tranquilamente, sem pagar impostos, recebendo assistência governamental e sem sofrer ônus ou desgastes emocionais.

Comunico a Vossa Senhoria que estou optando pela ociosidade, não mais me interessando em trabalhar nem pelo bem desta comunidade e nem pelo bem do país. Assim sendo, rogo escusas por meu fracasso funcional e, em caráter irrevogável, apresento minha demissão do encargo que tão zelosamente me foi oferecido”.

 

Inesperadamente, em 13 de junho de 1990, o Prefeito Municipal Geraldo Majella envia à Câmara Municipal projeto de lei41 que visa à autorização legislativa para tombamento de vários bens do município de indiscutível interesse histórico e cultural, listados para serem preservados pela Municipalidade.

O projeto inclui os seguintes bens móveis e imóveis:

  1. Os móveis da Câmara Municipal que foram doados pelo Dr. Francisco Nogueira de Lima e o mesmo mandou fazer uma nova cadeira com o emblema da “JUSTIÇA” que por muitos anos serviu ao Juiz da Comarca. (atualmente se encontram na guarda do Departamento da Educação)

  2. O calçamento de pedras da Rua Waldemar Panico

  3. O casarão de propriedade de Edgard Alcântara de Oliveira Guerreiro, sito à Praça Ministro Costa Manso, n°110

  4. O cemitério do Cocais

  5. A antiga Capela dos Leprosos, na saída para Tambaú, do lado esquerdo da vicinal Prof. João de Pádua Lima

  6. A Santa Casa de Misericórdia

 Em 19 de julho de 1990, são declarados de interesse histórico todos os bens móveis e imóveis acima relacionados, e as leis são aprovadas pela Câmara e sancionadas pelo Prefeito.

Os imóveis não chegam a ser tombados, não podendo incidir sobre eles a legislação municipal de bens tombados pelo Município. O processo de preservação desses bens é, então, interrompido novamente.

Em 22 de agosto de 1990, é constituído um novo Conselho do Spachpan. Em 8 de fevereiro de 1991, pelo decreto N° 1.139, são declaradas áreas de preservação ambiental a Reserva do Cocais e a Lagoa do Aterradinho.

Após essas deliberações sobre a preservação dos referidos bens, não há menção, nos documentos fornecidos pela Câmara, de outras atitudes que o Spachpan possa ter tomado frente ao patrimônio histórico da cidade. Mas o Condephaat continuou sua política de incentivar a criação e reestruturação de órgãos municipais de preservação, tanto que, em 7 de junho de 2002, foi enviado ao Prefeito Municipal de Casa Branca, na época o senhor Sckandar Mussi, convite para participação no Seminário “Preservação do Patrimônio Cultural no Âmbito Municipal”, que contou com a presença de especialistas na área que trataram de temas sobre a política de preservação e recuperação do patrimônio cultural, dando ênfase às discussões para a viabilização da criação e aperfeiçoamento dos Conselhos Municipais do Estado de São Paulo. Não há menção oficial da participação do senhor Prefeito, apenas a presença do senhor Adolfo Legnaro Filho, diretor do Museu Histórico da cidade de Casa Branca. Não houve, no entanto, repercussão visível. O SPACHPAN continua desativado.

“Temos que enaltecer pessoas como a Família Castro (Bisa), a Família Thomás de Carvalho (casarão do Cap. Sebastião de Carvalho), a Família Villela e outros que por vontade própria preservaram suas casas, para mim são meus heróis.” (Adolpho Legnaro Filho)

 

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

8- Casarão de Domingos Villela – Praça Barão de Mogi Guaçu.

Estilo colonial mineiro. Ano 1890. Detalhe: ponto de comércio. O Casarão dos Villelas não veio da Fazenda Santana. O construtor do casarão foi o Coronel João Gonçalves dos Santos que lá residiu até vender para a família Villela. O fato que tem de verdade é que o material usado veio parte de matas de marcenarias do sul de minas e os tijolos foram fabricados em sua fazenda, Sendo que tijolos foram usados do oleiro Albino Baci “AB” e o mais antigo de uma olaria “F & C” que não descobri quem são, as paredes internas são de pau-a- pic.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

9- Maçonaria – estilo grego. Século XIX inaugurada em 31/07/1884.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

10- Clube Casa Branca – estilo neoclássico ano: 26/04/1924.

Anos 20 estava em construção.

Anos 20 estava em construção.

 

Clube Casa Branca - Anos 40.

Clube Casa Branca – Anos 40.

Podemos observar que o  jardim ainda não tinha o coreto com seu paisagismo original e os postes de ferro com o globo branco, e vista da Rua Altino Arantes.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

11- Casarão do Sr. João Villela- Praça Barão de Mogi Guaçu

Era localizado na esquina da Praça Barão de Mogi Guaçu com a Rua Coronel José Júlio, que foi adquirido pelo Sr. João Abdala e  demolido quando estavam fazendo a segunda catalogação em março de 1990.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

O terreno ficou desocupado por anos somente em 2005 que o Calçados Anjinho construiu o novo prédio.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

 

 12- Casarão do Capitão Sebastião Antônio de Carvalho –

Praça Barão de Mogi Guaçu – Estilo Clássico – Ano 1880 – Hoje em poder da família Thomáz de Carvalho.

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

As 3 casas (fotos abaixo) que estão do lado esquerdo da igreja Matriz foram executadas pelo Arquiteto Landini em 1922, pertencente ao escritório de Arquitetura de Cristiano Stockler das Neves.

 

13- Casarão inicialmente pertenceu a membros família Villela.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

14- Casarão inicialmente pertenceu a membros família Villela.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

15 – Casarão do Dr. Alarico Villela, hoje pertence aos seus herdeiros.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

16 – Casarão da Família Horta –

O terreno entre e o prédio do Banco Rural de propriedade do Sr. José de Lima Horta,e a Rua Dr. Meneses nos anos 20 o Sr. José de Lima Horta constrói a residência ao lado do Banco do qual era acionista e presidente, o Banco funcionava mais como uma Casa de Cambio do Café, hoje demolido para construção de uma grande loja.

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Foto Luiz Carlos

Foto Luiz Carlos

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Nas fotos abaixo podemos ver como era a praça e o casarões antes das demolições.

 Nesta foto já temos o coreto.

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A residência do Sr. Luiz Lima Horta a esquerda ao lado o Banco Rural na outra esquina a Casa Basilone do outro lado da Casa Basilone A Casa Dos Feijão e bem ao centro da foto o Cine Flor hoje pertencente ao patrimônio da ACCPE.

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A preservação do Patrimônio Histórico edificado é uma resposta aos problemas que o tempo provoca no espaço da cidade. Na vida social prevalecem as idéias de progresso e substituição do que considera retrôgrado e antigo, por construções novas. Nesse sentido, desaparecem exemplares significativos da arquitetura da cidade, destruindo os laços com a memória.

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo –  Mariana Pereira Horta Rodrigues/ Trabalho Final de Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ Universidade de São Paulo.

Termino com o poema de Mariana Horta, 1° de março de 2006 – após uma semana de pesquisas e atribulações em Casa Branca.

As cidades de Casa Branca (da realidade ao pessimismo)

A cidade do tempo, da história, da terra e dos velhos,
do sagrado e do largo;
a cidade do aço, do concreto,
da luxúria e do desleixo;
a cidade do conforto, da aparência, da opulência e do
opressor;
a cidade do trabalho, do pão, do calçado e da jabuticaba;
a cidade déspota, arrogante, hilária, ignorante!
Nelas, vilarejos, terra batida, percevejos, goteiras, barro,
bala, fumo, prostituição.
Fé? Força, loucura, exclusão, abismo.
O tempo a teria salvo, o presente a condena.
Passada a história, que nada mais se construa.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer a José Luiz Horta de Macedo,  Adolpho Legnaro Filho, Dulce Horta, Acervo Histórico Pedagógico de Casa Branca, Ademar Madureira e Luiz Carlos por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

 

Continuando com  “Salve sua Memória Casa Branca”, entrei no site da Secretaria da Cultura de São Paulo e pude ver que o único Patrimônio Histórico tombado em Casa Branca é o prédio do antigo Instituto,  como vocês mesmo podem ver no link abaixo:

http://www.cultura.sp.gov.br

Listagem dos Bens Tomados pela CONDEPHAAT:

Município de Casa Branca:

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Até a Igreja Matriz não esta tombada pelo Patrimônio Histórico, fiquei pasma. Conversando com o Professor Adolpho Legnaro Filho ele informou que a Mata do Cocais é tombada, mas é outro Departamento que cuida, e que realmente é somente o antigo Instituto, os demais são projetos engavetados. Todos os outros casarões podem ir para chão a qualquer momento.

Para que isso não aconteça, tem-se a necessidade urgente de reorganizar o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Material e Imaterial, Ecológico (Matas de Serrado ainda existentes, boçorocas, nascentes de rios e suas margens) Fazendas Históricas e etc. E isso só é possível através de LEI apresentada por um VEREADOR, que a LEI se determina o que é realmente de valor ou não, para o Executivo lançar mão em uma canetada é meio que ditadura, tem que se ouvir e se debater com quem é da área, Arquitetos, Historiadores, Engenheiros Civis e Agrônomos, Pedagogos que tem formação na área, Advogados (OAB de Casa Branca com um representante), Associação Comercial (um representante), Sindicato Patronal Rural (um representante), no Conselho também necessário um representante do Executivo e um do Legislativo (que serão os representantes do povo). Depois disso montado pode-se discutir o que fazer e não deixar uma tarefa penosa dessa somente na mão do prefeito da cidade. De imediato pode se resolver, mas e no futuro. Não se tomba somente por ser antigo se tomba também por ser Moderno Contemporâneo Futurista. Tem que se garimpar não somente a arquitetura, mas tudo o que se representa a MEMORIA CULTURAL DE CASA BRANCA.

 

Foto de André Nigro

Foto de André Nigro

As construções de Casa Branca mostram o poderio que a cidade já usufruiu, desde suas ruas estreitas de 1814,  com seus casarios construídos a mando do Decreto Real, primeira urbanização do sertão até então era conhecido, o apogeu do café não só no urbano como também nas várias fazendas espalhadas por suas terras uma em estilo Colonial Mineiro, Clássico, muitos dos casarões e sobrados com suas decorações arquitetônicas diferenciando os vários estilos que foram se misturando com a evolução econômica.

Abaixo a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

1– Casas coloniais na Rua dos Açorianos, depois Rua do Comércio, e atualmente Rua Waldemar Pânico.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

A Freguesia de Casa Branca foi criada pela necessidade da imigração açoriana e ratificada pelo Alvará do Príncipe Regente D. João VI, datado de 25 de outubro de 1814, sob a invocação de Nossa Senhora das Dores. Casa Branca teve, portanto, uma fundação espontânea, usada pela existência de um pouso no caminho de Goiás, diferenciando assim da maioria das cidades brasileiras que surgiram em torno da capela.

Portanto Casa Branca teve fundação peculiar, toda própria, fugindo ao esquema geral de capela, patrimônio e depois freguesia. A freguesia foi criada por resolução e Alvará Régio, em local determinado unicamente por ser o centro da região, com vista à agricultura e povoamento; tanto assim que foram ali planejadas e construídas casas e capela para o Governo da Capitania alojar um grupo de imigrantes açorianos destinados à agricultura. Primeiro local a ter sua Urbanização planeja em pleno século XIX.

Foto de Adolpho Legnaro

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

As Casas Açorianas foram tombadas tem o decreto e a lei, por ocasião da reforma que fizeram nelas o Conselho foi notificado mandado fotos do que o proprietário estava fazendo, nada fizeram, nem uma carta impedindo foi enviada. Não adianta ir atrás dessas entidades, o que resolve é a consciência do proprietário, da população e dos poderes Legislativo e Executivo agirem, e não ficarem encima do muro e reclamar somente quando não tem mais solução.

Rua dos Açorianos é de 1986, do Prof. Magela

Rua dos Açorianos é de 1986, do Prof. Magela

Das 24 casas dos Açorianos construídas no século 19, restam apenas três e apenas uma está preservada. O imóvel pertence à família do aposentado Eurípedes Ribeiro Nogueira, que fez várias reformas por conta própria e sempre procurou manter as características originais.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Esta é a única preservada, ou seja, a casa do Sr. Eurípedes Ribeiro Nogueira, como vocês podem ver continua com as mesmas características. “Muito bonito. Essa daqui é uma das casas simples, mas é muito interessante preservar”.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

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2- Igreja do Rosário –

Primeira igreja ano provável entre 1808 ou 1814, primeiro vigário Padre Francisco de Godoy Coelho, tendo ao seu fundo o cemitério (posteriormente removido para dar lugar à Praça Dr. Barreto). Desenho de Dinar (A. Taunay) quando de passagem com as tropas da retirada da Laguna no ano de 1865. Hoje um monumento em estilo clássico eclético sofrendo várias reformas. O templo atual erguida em 1914 no dia 1º de novembro, por ocasião do 1º centenário da instalação da paróquia.

Nesta igreja está registrado que lá fora sepultado, por ordem do Padre Francisco de Godoy, Capitão Joaquim Gonçalves dos Santos, maior benfeitor nas obras de ampliação da velha Matriz e Capitão Diogo Garcia da Cruz, fundador de Mococa Falecido em 1839. Entre outros cidadões, não se sabe o local exato acredita-se que a igreja sofreu varias reformas até mesmo tendo seu campanário aumentado.

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Igreja do Rosário

Igreja do Rosário

O jardim em frente ainda conserva o traçado do ano de sua construção com o coreto em ferro fundido datado de 1890.

 

Foto Adolpho Leganaro

Foto Adolpho Leganaro

 Placa do coreto.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

3- Casarão dos Avancini –

Estilo colonial – Praça Barão do Rio PardoO antigo casarão dos Figueiredo,  que na realidade era dos Villas Boas casado com uma Figueiredo, por discórdia no testamento o filho adotou o nome da mãe negando Villas Boas (da Fazenda Paciência) o herdeira foi Sr. Lino pai do Dr. Valter Avancini casado com D. Licínia,  o casarão foi vendido para Sr. Sergio Astolfi que deixou construir o Supermercado Ideal deixando a parte principal do casarão, hoje todo demolido.

Casarão da família nogueira  Pça barão do Rio Pardo

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro

Foto de Adolpho Legnaro

 

Foto Adolpho Legnaro

Foto Adolpho Legnaro

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

4- Casarão de Jeremias Barbosa Sandoval

Jeremias Barbosa Sandoval era um comerciante da época do Império que quase foi Barão,  foi derrubada e construíram a Grupo Escolar Dr. Rubião Junior em seu terreno.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de  Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

Antigo Prédio onde funcionou o Grupo Escolar Dr. Rubião Jr. Anteriormente residência de Jeremias Sandoval , foto cedida por José Luiz Horta de Macedo.

 

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1 Palmeiras Anos 50

 Hoje E.E. Dr. Rubião Junior, também faz parte da relação para pesquisar e catalogar.

Grupo Escolar Dr. Rubião Junior

 

 

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5-  As Palmeiras Imperiais –

As 5 palmeiras que foram plantadas por D. Pedro II (como se justificava a designação de Rua das Palmeiras), na ocasião Capitão Jeremias Barbosa Sandoval, estava esperando a sua nomeação como Barão, não o conseguiu porque logo em seguida aos trabalhos nesse sentido foi proclamada a República . Hoje elas não existem mais, somente fazem parte do Brasão de Casa Branca.

2 palmeiras 3

 

Ainda com as palmeiras Imperiais, na foto Gamymédes José e um representante do CONDEPPHATT, fazendo levantamento do patrimônio Histórico de Casa Branca em 1999.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

 

Foto de Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

Em 2009 o prefeito Sckandar Mussi replanta novas palmeiras com mudas vindo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro da mesma especie das antigas e de onde vieram as anteriores.

 

6- Monumento ao Centenário de Casa Branca –

Praça Dr. Barreto na parte alta da praça – Monumento do Marco Zero  e a Comemoração do Centenário da Cidade onde estão as latitudes e longitudes, a placa original em bronze foi roubada.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 Placa do Marco Zero.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Placa do Centenário.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

7 – Casarão de José Garcia Leal –

Estilo Casario Colonial – Praça Dr. Barreto – Originalmente pertenceu a José Garcia Leal, nele foi recepcionado os oficiais das Forças das Marchas (mais tarde Retirada da Laguna). Neste jantar Alfredo de Taunay se encanta pela filha de José Garcia Leal e nela se inspira Inocência, livro de grande sucesso.

(relato no livro Memórias do Visconde de Taunay. Edição de 1922.  Vol. 3.  Edições Melhoramento)

Doada  para ser a Escola Normal em 1912. A partir de 1930 foi Sede da Antiga Prefeitura e Câmara Municipal,  já foi até Cartão Postal da cidade,  foi demolido em 1990.

Casarão do Rosário

 

 Como Cartão Postal.

Casarão Rosário

 

 

4 antiga prefeitura

Foi na administração como prefeito Geraldo Magela  que o prédio da antiga Escola Normal, antiga Prefeitura foi demolida por sua ordem com um laudo de um engenheiro de Mococa, na administração do Prefeito Professor Soriano ainda mais uma vez por desacordos o Escritor e Professor Ganymédes José deixou o cargo de Presidente do Conselho por divergências ( arquivo da Prefeitura Municipal de Casa Branca),  deixando uma carta em que retrata muito bem o descaso que Casa Branca já dava para está questão.

Este é laudo do engenheiro Antonio Carlos P. Pinheiro que o Prefeito Geraldo Magela se sustentou para demolir o prédio e fazer a maquete abaixo que nunca foi feita. Nessa história o Ganymédes José ficou com sentimento de culpa, pois foi convencido de uma realidade que não existia.

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

8- Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores –

Edifício de estilo greco-romano, cuja primeira construção foi iniciada em 1843 levou 45 anos. Inaugurada em 08 de setembro de 1888. Destruída por um incêndio em 1889, o incêndio durou cerca de nove dias. Sua reconstrução foi iniciada a partir de 1893, sendo que as duas torres frontais são originais da primeira edificação. Possui pinturas de Giuseppe Mono, Ganymédes José, Elyseu Vannucci em seu interior. Na Igreja está sepultado o Barão de Mogi Guaçu, e o Barão de Casa Branca.

 

Matriz

História:- D. João VI em 25 de outubro de 1814 assina decreto criando a freguesia de Nossa Senhora das Dores de Casa Branca, fora nomeado o Padre Godoy como primeiro vigário; constava do decreto a ordem do Príncipe Regente de Portugal, D. João VI, para que no prazo de quatro anos fosse erguida uma capela para atender os moradores.  Em 04 de outubro de 1835 falece o Padre Francisco de Godoy Coelho com 88 anos. Somente em 1843 foram iniciados os trabalhos para a edificação da primeira Matriz de Casa Branca, construção que demorou 45 anos.

1 construção da matriz

Foi inaugurada solenemente no dia 8 de outubro de 1888, nelas se acham sepultados os Barões de Mogi Guaçu e de Casa Branca. Transcorrido um incêndio no dia 24 de dezembro de 1889.  Em 09 de agosto de 1893 foi lavrado em cartório o contrato para a reconstrução da matriz.A planta da nova igreja fora encomendada para um arquiteto italiano, pelo Barão de Mogi Guaçu; fontes dizem que a planta é de diversos autores, até um arquiteto salesiano, chamado Del Picano. Desta época é as pinturas dos quatro evangelistas na abóbada central e o teto do presbitério, os sinos importados da França, o relógio por Monsenhor Félix Brandi.  A porta da frente feita pelo Sr. Paschoal Artezi. Os trabalhos de pinturas tanto interna quanto externa terminaram em 1935. Sofrendo ainda algumas reformas e incluindo outras obras de vários artistas que passaram por Casa Branca, inclusive por Ganymédes José e Elyseu Vannucci .

 

9- Praça Barão de Mogi Guaçu –

Foi arquitetada em 1929, na época o prefeito era Theodoro Volponi. O jardim recebeu bancos oferecidos pelos comerciantes da época e foram fabricados por Jorge Bonetti. Até os dias de hoje a maioria destes bancos ainda resiste à ação do tempo.

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Praça da Matriz

Praça da Matriz

 

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O Cristo Redentor juntamente com a imagem de Nossa Senhora das Dores foram colocados posteriormente a construção da Igreja e da praça.

Foto Alfredo Barzon

Foto Alfredo Barzon

 

10- Monumento ao Soldado Constitucionalista –

Revolução de 1932 – Praça Barão de Mogi Guaçu. A placa original em bronze foi roubada.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

11- Monumento às Bandeiras – Praça Barão de Mogi Guaçu.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Este “Post” é um apelo para a população de Casa Branca, para que vejam o que esta acontecendo e o que pode ser feito com o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer ao André Nigro, Ademar Madureira, José Luiz Arcuri, Alfredo Barzon, José Luiz Horta de Macedo e Adolpho Legnaro Filho por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

 

Dia 12 de Janeiro de 2015, fiquei  indignada ao saber que mais um casarão antigo de Casa Branca estava sendo destruído,  e a minha tristeza  foi maior ao ver que o tal casarão era o que quando eu menina sonhava em morar nele. Achava lindo,  ainda mais que ficava na Praça Barão de Mogi Guaçu.

Essa demolição gerou muitos comentários  indignados  entre os habitantes da cidade em rede social, então resolvi procurar um “expert” no assunto, para que a população ficasse sabendo o que devem fazer para que os casarões da cidade não sejam todos destruídos.

 

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Esta foto deve ter mais de 70 anos, pois a casa entre a Casa Cristal (Casa Basilone) e a casa  da Da. Maria Helena Horta ainda é térrea, era a casa do pai dela  Sr. José Lima Horta,  homem de visão e do progresso, a primeira agência da Ford na região foi dele.

 

Casa da Da. Marielena Horta

Casa da Da. Maria Helena Horta

 

O terreno entre e o prédio do Banco Rural de propriedade do Sr. José de Lima Horta,e a Rua Dr. Meneses nos anos 20 o Sr. José de Lima Horta constrói a residência ao lado do Banco do qual era acionista e presidente, o Banco funcionava mais como uma Casa de Cambio do Café.

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O Banco Rural , foi demolido uma pena,  pois era um prédio com características Bancarias da época, para dar lugar a Loja do Sr. João Galante comprou o prédio e derrubou para a construção assobradada, construindo assim a loja que chamava-se “A Principal”, depois foi o Banco F. Barreto…

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

Antes da demolição fotos de de 2013 e 2014.

Foto Selma Dourador

Foto Selma Dourador

 

Foto Selma Dourador

Foto Selma Dourador

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

A demolição:

Foto Luiz Carlos

Foto Luiz Carlos

 

Foto Luiz Carlos

Foto Luiz Carlos

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

Conversando com o Professor Adolpho Legnaro Filho ele relatou o por que  acontece esse descaso:

A Lei Federal que regulamenta os Municípios terem seus Conselhos De Preservação data 1984, portanto em 1985 o então Prefeito Valter Eduardo Avancini criou o referido “Conselho”, na época foi eleito o então Vice Prefeito Professor Geraldo Magela Furlani entre outras pessoas que fizeram parte desta iniciativa. Foram então levantados todos os monumentos, matas, casarões, igrejas, prédios públicos, mas a declaração de interesse Publico Histórico Patrimonial foi jogada nos arquivos da Câmara pelos idos de 1985 e 1986.

Nos últimos anos, os projetos de revitalização de áreas históricas de nosso país têm seguido e uma máxima que precisa ser repensada: “conservar é transformar radicalmente”. Poucos são os projetos que não propõe mudanças profundas nos tecidos urbanos e nas edificações antigas. Casos típicos dessa postura foram, por exemplo, o projeto do Pelourinho, nos anos 1990 e os projetos do Bairro depois do ano 2000.

A transformação é, sem dúvida, um processo inerente à cidade. Não podemos imaginá-la mudanças contínuas nos seus aspectos político, econômico, social, cultural, ambiental e espacial. Quando o processo de mudança para a cidade se transforma ou num museu ou numa ruína. Entretanto, já sabemos que as dinâmicas de transformação das dimensões urbanas são diferenciadas. Por exemplo, as estruturas físicas têm um tempo de transformação muito mais longo que as estruturas sociais (política, econômica e cultural). Querer sincronizar o ritmo de mudanças foi um dos grandes erros do planejamento urbano do século XX. A sincronização sempre significa escolher uma dimensão como referência para as outras.

No caso dos projetos de revitalização sempre está presente à proposta de adequação das estruturas urbanas antigas (tecido urbano e edificações) aos requisitos espaciais e infra-estruturais das atividades econômicas contemporâneas, especialmente de comércio e serviços. Entretanto, essa ‘adaptação’ precisa ser muito mais pensada do que tem sido a regra, pois o que se observa é um abandono imediato da proposta de conservação pela da transformação radical.

Vejamos por exemplo, a Rua Valdemar Panico em Casa Branca. Essa é a rua mais antiga da cidade de Casa Banca e possuía, também, os mais antigos exemplares de edificação civil, nunca se houve um plano de revitalização.

1 Rua Valdemar Panico1

 

 

Foto de Adolpho Legnaro

Foto de Adolpho Legnaro

 

Os projetos arquitetônicos foram concebidos segundo o pressuposto da “adequação espacial e funcional das edificações antigas” aos requisitos das novas atividades. Entretanto a tal adequação significou a radical transformação das edificações, exemplo do antigo Cine Central, (hoje a Galeria);

18 Cine central e Bar central

 

A Residência (família  Dr. Braulino de Carvalho) por herança ao Prof. Lino Avancini, hoje preservada somente a fachada,(Supermercado Ideal) e o que tinha sobrado como residência foi posta abaixo;

Foto de Yara Lippelt

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Segundo projetos totalmente modernos que enfatizaram a simples substituição das estruturas materiais existentes com a exceção das fachadas. Foram desprezadas as características tipológicas das edificações, como a organização espacial dos interiores, o uso de materiais tradicionais, os esquemas e sistemas de circulação e mesmo a divisão em pisos. Da estrutura urbana antiga resta, somente, o traçado da rua, a divisão dos lotes e a alvenaria de tijolos.

Sendo a velha Rua Valdemar Pânico, a Praça Honório de Sillos e contorno, uma área em processo de tombamento pelo CONDEPHAT, espera-se que o pressuposto básico da conservação integrada e do desenvolvimento urbano sustentável fosse respeitado pelos projetistas e administrador urbano, isto é: garantir que as gerações futuras recebam, pelo menos, o mesmo padrão de riqueza cultural e ambiental que herdamos dos nossos antepassados. Mas, pelo contrário, a próxima geração ira receber um ambiente novo, com fachada de antigo, quase sem traços da herança acumulada nos últimos duzentos anos. Quase toda a matéria historicidade foi perdida. A política da conservação foi destruída e quase não faz mais sentido, restando somente, às próximas gerações, recorrer manter os poucos registros históricos e iconográficos que descrevem a Rua dos Açorianos, que assim se chamava.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

O exemplo dessa rua serve para ilustrar o fato que qualquer projeto de revitalização não pode ser executado, somente, com o apoio de um plano de revitalização. Os planos podem, somente orientar a ação coletiva. São os projetos das suas partes e elementos que o realizam. Mas esses são realizados segundo uma miríade de iniciativas particulares, não sincronizadas no tempo, e sob a responsabilidade de inúmeros atores (o proprietário do imóvel, o investidor, o arquiteto do projeto, os engenheiros, os mestres de obras, os operários e os agentes públicos reguladores). Se esses atores e responsáveis pelas inúmeras decisões que afetam os projetos não possuírem o mínimo de informação do que seja conservação e de sua prática, os resultados não poderão ser diferentes daqueles que estamos observando.

O papel do agente público regulador ganha uma importância fundamental nessa situação de desinformação e falta de consciência generalizada entre os meios profissionais. A sua responsabilidade como agente crítico aumenta, pois caberá a ele criar mecanismos de discussão, avaliação e decisão sobre as iniciativas privadas.

O papel de agente crítico fica mais claro quando tomamos outro exemplo recente.Nos últimos anos, os projetos de revitalização têm se caracterizado pelo crescente número de propostas de inserção de equipamentos urbanos de grande porte nas áreas urbanas antigas, sendo emblemático o caso dos ‘shopping centers’ e centros comerciais. Por exemplo, na Praça Barão do Rio Pardo, está foi construída ‘uma estrutura metálica’, que surgiu o supermercado. O ‘supermercado’ ocupou um antigo portal de 1889 de um casarão do século XIX. Essa construção tem uma área construída de pelo menos quatro vezes a do casarão e sua arquitetura é a do usual caixão metálico sem qualquer relação formal com o contexto local. A construção corta toda a perspectiva da histórica praça (e casarão, da igreja do Rosário e da praça) que, por sua vez, é, também, poderia ser tombada.

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madueira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madueira

Foto de Ademar Madureira

 

Já nas Residências da Praça Barão de Mogi Guaçu que foram demolidas: residência dos Feijão, hoje terreno baldi0;

Antiga casa da família Feijão,esquina com o prédio Basilone

 

O casarão do Coronel José Caetano de Lima – Na Praça Barão de Mogi Guaçu atual posto de gasolina;

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E casarão do Sr. João Villela, antiga residência dos Nogueira de Lima, hoje Anjinho Calçados.

Casarão do Sr. João Villela e Maria Horta Villela

O impacto negativo desse projeto no Bairro e na cidade é tremendo, especialmente considerando os pressupostos do desenvolvimento sustentável. Por pelo menos 30 ou mais anos, os dois únicos lotes ainda livres, de grande valor ambiental do Bairro (são lotes abertos), serão ocupados para abrigar um comércio (uma proposta completamente fora de propósito, quando todas as recomendações internacionais de preservação de centros históricos). Portanto, não poderão mais ser utilizadas por atividades urbanas, que impliquem a presença de pessoas, e tão necessárias na área. Concluindo, a nossa e a próxima geração vão ter que conviver com um dos maiores equívocos realizados em nome adequação dos ambientes antigos aos requisitos das atividades modernas.

Propostas e projetos como esses devem ser evitados no futuro. Conservar é, de fato, gerir a mudança, sem contudo negá-la. A abordagem da conservação integrada subordina a transformação à conservação, e não ao contrário como está sendo proposto de forma intensa em nosso município. Ainda existem em Casa Branca pessoas que se preocupam com a preservação de seus patrimônios considerando uma relíquia respeitando suas características, que não se pode deixar de serem mencionadas, como as Residências das Famílias: Carvalho, e as três em sua lateral na Praça Barão de Mogi-Guaçu e mais o casarão dos Vilellas, a residência de D. Bisa na Rua Dr. Menezes nela também situada a residência do Francisco Carvalho Neto, na Praça Honório de Sillos da D. Seita Basile, na Rua Valdemar Pânico a única ainda preservada do Sr. Pinho, na Rua Mestre Araújo de Dª Baby Motta, a mais recente restaurada a da Rua Sebastião Carvalho antiga residência da família Astolfi; na Barão de Casa Branca a antiga residência do Barão de Casa Branca – Coronel Vicente Ferreira de Syllos, mesmo o Poder Publico a Prefeitura Municipal conserva dois imóveis o Casarão da Família Musa e o Clube Casa Branca, a Santa Casa de Misericórdia (esta com próprios recursos), Escola Normal (este com recursos do Estado terminada em 2010) e outras mais que deveriam estar aqui relacionadas. E todos com próprios recursos sem uma ajuda oficial ou compensação fiscal, preservam para que todos nos podemos orgulharmos destes patrimônios e de suas historias.

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Este “Post” é um apelo para a população de Casa Branca, para que vejam o que esta acontecendo com o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

OBS: Quero agradecer a Selma Dourador, Ademar Madureira, Luiz Carlos e Adolpho Legnaro Filho por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

 

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