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“Ao proteger os bens culturais de uma sociedade, ou de um segmento desta sociedade, visa-se na verdade promover sua identidade cultural, pois ao ver alterados imóveis, ruas e até bairros inteiros em um curto espaço de tempo, o indivíduo perde também as referências que permitem sua identificação com a cidade em que vive.” (Schiavo e Zettel)

 

Casarão do Barão de Mogi Guaçu – Praça Barão de Mogi Guaçu, demolido na década de 60, no local foi construído um posto de gasolina.

 

Foto acervo de José Luiz Horta de Macedo

Foto acervo de José Luiz Horta de Macedo

Foto vista pela Rua Toledo Piza.

Adolpho

Foto acervo José Luiz Horta de Macedo

 

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Na foto vemos a Loja Maçônica, Casarão de Domingos Villela e o Casarão do Barão de Mogi Guaçu. Década de 60 antes da demolição Nessa época já nota-se as mudanças do paisagismo da Praça com introdução de árvore frondosas em substituição aos cedros moldados restando alguns exemplares ainda remanescentes do paisagismo original.

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Foto após a demolição do Casarão do Barão de Mogi Guaçu – Casarão de Domingos Villela e o Posto de gasolina.  Nesta foto observa-se a nova iluminação do jardim com postes altos de luz e ainda a existência dos postes ferro decorados com seus globos brancos. (foto provável do início da década de 70).

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Foto vista pela Rua Toledo de Piza nos dias atuais.

Em Casa Branca, é no ano de 1985, sob coordenação do Prefeito Walter Eduardo Pereira Avancini, que se iniciam as tentativas de criar um órgão de preservação municipal, o Serviço do Patrimônio Artístico, Cultural, Histórico, Paisagístico, Arqueológico e Natural de Casa Branca (SEPACHANP). “A criação deste serviço parte da premissa de que todas as comunidades mais desenvolvidas do Planeta preservam o seu patrimônio, haja vista a iniciativa ímpar que, no entanto, será frustrada.

A primeira Diretoria do Serviço do Patrimônio de Casa Branca foi constituída em 30.11.1985 pelos seguintes membros:

  1. Prof. Geraldo Majella Furlani (Presidente do Serviço)

  2. Prof. Rômulo Augusto Correa de Araújo

  3. Dr. Sérgio Pistelli

  4. Sr. Adolfo Legnaro Filho

  5. Arq. Laís Helena Monteiro da Silva

  6. Prof. Edgard Alcântara de Oliveira Guerreiro

  7. Eng. Araken Ribeiro de Paiva

  8. Prof. Ganymedes José Santos de Oliveira

  9. Profa. Osnilda Paiva Aga

  10. Profa. Maria Helena Horta

Também não há nenhuma referência a iniciativas educacionais que possam conscientizar a população e esclarecê-la sobre a atuação do Serviço, já que é atingida diretamente pelas decisões daquele órgão. Houve sim uma tentativa de aproximação com essa população, através da realização da “I Mostra de Fotografias Antigas de Casa Branca” e de uma palestra sobre patrimônio histórico, mas sem maiores consequências. Mostra realizada de 20 a 27 de outubro de 1985, sob coordenação de Laís Helena Monteiro da Silva e Adolpho Legnaro e apoio da Prefeitura Municipal, da Comissão de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico, Cultural e Arqueológico de Casa Branca e do Museu Histórico Pedagógico Afonso e Alfredo de Taunay. Após a mostra as fotos foram doadas ao Museu Histórico Pedagógico Afonso e Alfredo de Taunay.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Em julho de 1986, começam a aparecer os primeiros problemas sobre o efetivo funcionamento do Serviço. Em ofício, a Comissão do SEPACHANP solicita ao Prefeito a aprovação do projeto de lei que altera a natureza do órgão, mas tais solicitações não devem ter sido atendidas, pois nesse mandato do Prefeito Sr. Walter Eduardo Pereira Avancini (1984-1988) não há mais registros da atuação do SEPACHANP, segundo material disponibilizado pela Câmara Municipal de Casa Branca.

Novas discussões somente aparecerão no próximo mandato político (1988-1992), do Prefeito Sr. Geraldo Majella Furlani. Em 1989, é apresentado ao então prefeito novo projeto de lei (Projeto de Lei N° 0442/89, de autoria do vereador Sérgio Pistelli, aprovado em 23.06.1989) para criação e funcionamento do Serviço do Patrimônio Artístico, Cultural, Histórico, Paisagístico, Arqueológico e Natural de Casa Branca, com o novo nome SPACHPAN.

O Conselho do SPACHPAN, em 1989, era constituído pelos seguintes membros:

  1.  Ganymedes José Santos de Oliveira (Presidente)

  2. Dr. Antônio José Chinez

  3. Vereador Antônio José Nunes de Carvalho

  4. Vereador Antônio Sandoval

  5. Profa. Licínia Amélia Pereira Avancini

  6. Profa. Luizinha Lauretti

  7. Profa. Maria de Lourdes Maschietto V. de Andrade

  8. Profa. Osnilda Paiva Aga

  9. Dra. Regina Célia Basile Moffa

  10. Profa. Yvone Ferriolli

Dessa vez, o projeto parece mais bem estruturado em termos legais, cabendo à Prefeitura Municipal adotar as providências necessárias para o funcionamento do órgão, assegurando lhe recursos financeiros e materiais  necessários, e funcionará junto à Divisão de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal, valendo-se do pessoal daquela seção para satisfazer às normas legais do controle e prestação de contas. Novamente aparecem os mesmos problemas da gestão anterior: as ações teóricas não têm respaldo prático.

Foto de Da. Dulce Horta

Foto de Da. Dulce Horta

Foto da Praça Dr. Barreto, local da antiga Prefeitura do Município de Casa Branca, década de 1980.

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

 

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

Foto do Acervo do Museu Histórico Pedagógico “Alfredo e Afonso de Taunay de Casa Branca”

 

Frente ao descaso da Prefeitura diante da atuação e solicitações do SPACHPAN e após demolições e nenhum tombamento efetivo, uma comissão daquele órgão reúne-se com o Condephaat, em 15 de fevereiro de 1990, numa tentativa de reestruturar o órgão municipal. Como uma ducha de otimismo ou um banho de água fria, a representante do Condephaat afirma que:

 “(…) é preciso que os elementos incumbidos da preservação da memória da cidade não se sintam frustrados facilmente e, se conseguirem realizar 10% do que imaginavam, já será uma grande produção. Porque a luta pela preservação da memória de uma comunidade esbarrara constantemente com a má vontade em geral das pessoas que não sabem o que é e como se concretiza um tombamento.

 Além do mais, vivendo dias de consumismo e grande sede de escalada imobiliária, não há o interesse de se preservar “velharias”. (…) Somente daqui a algum tempo, depois de muito trabalho educativo, principalmente com crianças e jovens (nas escolas), conseguiremos formar uma geração “que respeite a memória que se deseja preservar”. (Rita de Cássia arquiteta do Condephaat no ano de 1990).

Todas as tentativas de reorganizar o SPACHPAN são, no entanto, novamente frustradas. Em 18 de março de 1990, este órgão publica artigo em um jornal  local suplicando a ajuda e a participação da população, numa tentativa de conscientizá- la do valor da preservação da história da cidade e do valor desse órgão, que deveria ser de interesse público. Mas o fim parece irremediável frente à carta de demissão de Ganymedes José.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Em 13 de abril de 1990, escreve Ganymedes José Santos de Oliveira ao Prefeito Geraldo Majella Furlani:

“Depois de longa reflexão, e sem me atrever a plagiar Rui Barbosa, venho à presença de Vossa Senhoria para:

1. Agradecer a confiança em mim depositada, quando de minha nomeação para a presidência do Spachpan local;  

Informar que:

a.  De tanto enfrentar tropeços e bem pouco haver conseguido realizar neste órgão; 

b. De tanto ver os ideais desmoronando diante de interesses materiais; 

c.  De tanto ouvir mais comentários negativos do que receber apoio em prol de nossa causa;

d. De tanto ver triunfar a vitória da ociosidade; 

e. De tanto merecer, deste país, mais punição do que respeito por meu trabalho cultural (escritor);

f.  De tanta descrença no atual Governo que, assaltando-me à mão armada, tira-me a estabilidade econômica e o direito de não poder, com dignidade, tratar-me clinicamente servindo-me dos proventos que amealhei com honestidade no correr dos anos; 

g. De tanto curtir a revolta de assistir ao aplauso dos políticos cínicos que gargalham de nossa derrocada financeira, mas que mantêm polpudos salários;

h.De estar farto de resistir aos embates de injustiça; 

i. De ter a consciência tranquila de já tanto haver doado para esta cidade e este país; 

j. De haver perdido a coragem e as forças físicas, em virtude de uma enfermidade cardíaca;

l. De tanto ver tantos vagabundos vivendo tranquilamente, sem pagar impostos, recebendo assistência governamental e sem sofrer ônus ou desgastes emocionais.

Comunico a Vossa Senhoria que estou optando pela ociosidade, não mais me interessando em trabalhar nem pelo bem desta comunidade e nem pelo bem do país. Assim sendo, rogo escusas por meu fracasso funcional e, em caráter irrevogável, apresento minha demissão do encargo que tão zelosamente me foi oferecido”.

 

Inesperadamente, em 13 de junho de 1990, o Prefeito Municipal Geraldo Majella envia à Câmara Municipal projeto de lei41 que visa à autorização legislativa para tombamento de vários bens do município de indiscutível interesse histórico e cultural, listados para serem preservados pela Municipalidade.

O projeto inclui os seguintes bens móveis e imóveis:

  1. Os móveis da Câmara Municipal que foram doados pelo Dr. Francisco Nogueira de Lima e o mesmo mandou fazer uma nova cadeira com o emblema da “JUSTIÇA” que por muitos anos serviu ao Juiz da Comarca. (atualmente se encontram na guarda do Departamento da Educação)

  2. O calçamento de pedras da Rua Waldemar Panico

  3. O casarão de propriedade de Edgard Alcântara de Oliveira Guerreiro, sito à Praça Ministro Costa Manso, n°110

  4. O cemitério do Cocais

  5. A antiga Capela dos Leprosos, na saída para Tambaú, do lado esquerdo da vicinal Prof. João de Pádua Lima

  6. A Santa Casa de Misericórdia

 Em 19 de julho de 1990, são declarados de interesse histórico todos os bens móveis e imóveis acima relacionados, e as leis são aprovadas pela Câmara e sancionadas pelo Prefeito.

Os imóveis não chegam a ser tombados, não podendo incidir sobre eles a legislação municipal de bens tombados pelo Município. O processo de preservação desses bens é, então, interrompido novamente.

Em 22 de agosto de 1990, é constituído um novo Conselho do Spachpan. Em 8 de fevereiro de 1991, pelo decreto N° 1.139, são declaradas áreas de preservação ambiental a Reserva do Cocais e a Lagoa do Aterradinho.

Após essas deliberações sobre a preservação dos referidos bens, não há menção, nos documentos fornecidos pela Câmara, de outras atitudes que o Spachpan possa ter tomado frente ao patrimônio histórico da cidade. Mas o Condephaat continuou sua política de incentivar a criação e reestruturação de órgãos municipais de preservação, tanto que, em 7 de junho de 2002, foi enviado ao Prefeito Municipal de Casa Branca, na época o senhor Sckandar Mussi, convite para participação no Seminário “Preservação do Patrimônio Cultural no Âmbito Municipal”, que contou com a presença de especialistas na área que trataram de temas sobre a política de preservação e recuperação do patrimônio cultural, dando ênfase às discussões para a viabilização da criação e aperfeiçoamento dos Conselhos Municipais do Estado de São Paulo. Não há menção oficial da participação do senhor Prefeito, apenas a presença do senhor Adolfo Legnaro Filho, diretor do Museu Histórico da cidade de Casa Branca. Não houve, no entanto, repercussão visível. O SPACHPAN continua desativado.

“Temos que enaltecer pessoas como a Família Castro (Bisa), a Família Thomás de Carvalho (casarão do Cap. Sebastião de Carvalho), a Família Villela e outros que por vontade própria preservaram suas casas, para mim são meus heróis.” (Adolpho Legnaro Filho)

 

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

8- Casarão de Domingos Villela – Praça Barão de Mogi Guaçu.

Estilo colonial mineiro. Ano 1890. Detalhe: ponto de comércio. O Casarão dos Villelas não veio da Fazenda Santana. O construtor do casarão foi o Coronel João Gonçalves dos Santos que lá residiu até vender para a família Villela. O fato que tem de verdade é que o material usado veio parte de matas de marcenarias do sul de minas e os tijolos foram fabricados em sua fazenda, Sendo que tijolos foram usados do oleiro Albino Baci “AB” e o mais antigo de uma olaria “F & C” que não descobri quem são, as paredes internas são de pau-a- pic.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

9- Maçonaria – estilo grego. Século XIX inaugurada em 31/07/1884.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

10- Clube Casa Branca – estilo neoclássico ano: 26/04/1924.

Anos 20 estava em construção.

Anos 20 estava em construção.

 

Clube Casa Branca - Anos 40.

Clube Casa Branca – Anos 40.

Podemos observar que o  jardim ainda não tinha o coreto com seu paisagismo original e os postes de ferro com o globo branco, e vista da Rua Altino Arantes.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

11- Casarão do Sr. João Villela- Praça Barão de Mogi Guaçu

Era localizado na esquina da Praça Barão de Mogi Guaçu com a Rua Coronel José Júlio, que foi adquirido pelo Sr. João Abdala e  demolido quando estavam fazendo a segunda catalogação em março de 1990.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

O terreno ficou desocupado por anos somente em 2005 que o Calçados Anjinho construiu o novo prédio.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

 

 12- Casarão do Capitão Sebastião Antônio de Carvalho -

Praça Barão de Mogi Guaçu – Estilo Clássico – Ano 1880 – Hoje em poder da família Thomáz de Carvalho.

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

As 3 casas (fotos abaixo) que estão do lado esquerdo da igreja Matriz foram executadas pelo Arquiteto Landini em 1922, pertencente ao escritório de Arquitetura de Cristiano Stockler das Neves.

 

13- Casarão inicialmente pertenceu a membros família Villela.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

14- Casarão inicialmente pertenceu a membros família Villela.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

15 – Casarão do Dr. Alarico Villela, hoje pertence aos seus herdeiros.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

16 – Casarão da Família Horta -

O terreno entre e o prédio do Banco Rural de propriedade do Sr. José de Lima Horta,e a Rua Dr. Meneses nos anos 20 o Sr. José de Lima Horta constrói a residência ao lado do Banco do qual era acionista e presidente, o Banco funcionava mais como uma Casa de Cambio do Café, hoje demolido para construção de uma grande loja.

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Foto Luiz Carlos

Foto Luiz Carlos

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Nas fotos abaixo podemos ver como era a praça e o casarões antes das demolições.

 Nesta foto já temos o coreto.

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A residência do Sr. Luiz Lima Horta a esquerda ao lado o Banco Rural na outra esquina a Casa Basilone do outro lado da Casa Basilone A Casa Dos Feijão e bem ao centro da foto o Cine Flor hoje pertencente ao patrimônio da ACCPE.

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A preservação do Patrimônio Histórico edificado é uma resposta aos problemas que o tempo provoca no espaço da cidade. Na vida social prevalecem as idéias de progresso e substituição do que considera retrôgrado e antigo, por construções novas. Nesse sentido, desaparecem exemplares significativos da arquitetura da cidade, destruindo os laços com a memória.

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo –  Mariana Pereira Horta Rodrigues/ Trabalho Final de Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ Universidade de São Paulo.

Termino com o poema de Mariana Horta, 1° de março de 2006 – após uma semana de pesquisas e atribulações em Casa Branca.

As cidades de Casa Branca (da realidade ao pessimismo)

A cidade do tempo, da história, da terra e dos velhos,
do sagrado e do largo;
a cidade do aço, do concreto,
da luxúria e do desleixo;
a cidade do conforto, da aparência, da opulência e do
opressor;
a cidade do trabalho, do pão, do calçado e da jabuticaba;
a cidade déspota, arrogante, hilária, ignorante!
Nelas, vilarejos, terra batida, percevejos, goteiras, barro,
bala, fumo, prostituição.
Fé? Força, loucura, exclusão, abismo.
O tempo a teria salvo, o presente a condena.
Passada a história, que nada mais se construa.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

Continuando com  “Salve sua Memória Casa Branca”, entrei no site da Secretaria da Cultura de São Paulo e pude ver que o único Patrimônio Histórico tombado em Casa Branca é o prédio do antigo Instituto,  como vocês mesmo podem ver no link abaixo:

http://www.cultura.sp.gov.br

Listagem dos Bens Tomados pela CONDEPHAAT:

Município de Casa Branca:

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Até a Igreja Matriz não esta tombada pelo Patrimônio Histórico, fiquei pasma. Conversando com o Professor Adolpho Legnaro Filho ele informou que a Mata do Cocais é tombada, mas é outro Departamento que cuida, e que realmente é somente o antigo Instituto, os demais são projetos engavetados. Todos os outros casarões podem ir para chão a qualquer momento.

Para que isso não aconteça, tem-se a necessidade urgente de reorganizar o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Material e Imaterial, Ecológico (Matas de Serrado ainda existentes, boçorocas, nascentes de rios e suas margens) Fazendas Históricas e etc. E isso só é possível através de LEI apresentada por um VEREADOR, que a LEI se determina o que é realmente de valor ou não, para o Executivo lançar mão em uma canetada é meio que ditadura, tem que se ouvir e se debater com quem é da área, Arquitetos, Historiadores, Engenheiros Civis e Agrônomos, Pedagogos que tem formação na área, Advogados (OAB de Casa Branca com um representante), Associação Comercial (um representante), Sindicato Patronal Rural (um representante), no Conselho também necessário um representante do Executivo e um do Legislativo (que serão os representantes do povo). Depois disso montado pode-se discutir o que fazer e não deixar uma tarefa penosa dessa somente na mão do prefeito da cidade. De imediato pode se resolver, mas e no futuro. Não se tomba somente por ser antigo se tomba também por ser Moderno Contemporâneo Futurista. Tem que se garimpar não somente a arquitetura, mas tudo o que se representa a MEMORIA CULTURAL DE CASA BRANCA.

 

Foto de André Nigro

Foto de André Nigro

As construções de Casa Branca mostram o poderio que a cidade já usufruiu, desde suas ruas estreitas de 1814,  com seus casarios construídos a mando do Decreto Real, primeira urbanização do sertão até então era conhecido, o apogeu do café não só no urbano como também nas várias fazendas espalhadas por suas terras uma em estilo Colonial Mineiro, Clássico, muitos dos casarões e sobrados com suas decorações arquitetônicas diferenciando os vários estilos que foram se misturando com a evolução econômica.

Abaixo a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

1Casas coloniais na Rua dos Açorianos, depois Rua do Comércio, e atualmente Rua Waldemar Pânico.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

A Freguesia de Casa Branca foi criada pela necessidade da imigração açoriana e ratificada pelo Alvará do Príncipe Regente D. João VI, datado de 25 de outubro de 1814, sob a invocação de Nossa Senhora das Dores. Casa Branca teve, portanto, uma fundação espontânea, usada pela existência de um pouso no caminho de Goiás, diferenciando assim da maioria das cidades brasileiras que surgiram em torno da capela.

Portanto Casa Branca teve fundação peculiar, toda própria, fugindo ao esquema geral de capela, patrimônio e depois freguesia. A freguesia foi criada por resolução e Alvará Régio, em local determinado unicamente por ser o centro da região, com vista à agricultura e povoamento; tanto assim que foram ali planejadas e construídas casas e capela para o Governo da Capitania alojar um grupo de imigrantes açorianos destinados à agricultura. Primeiro local a ter sua Urbanização planeja em pleno século XIX.

Foto de Adolpho Legnaro

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

As Casas Açorianas foram tombadas tem o decreto e a lei, por ocasião da reforma que fizeram nelas o Conselho foi notificado mandado fotos do que o proprietário estava fazendo, nada fizeram, nem uma carta impedindo foi enviada. Não adianta ir atrás dessas entidades, o que resolve é a consciência do proprietário, da população e dos poderes Legislativo e Executivo agirem, e não ficarem encima do muro e reclamar somente quando não tem mais solução.

Rua dos Açorianos é de 1986, do Prof. Magela

Rua dos Açorianos é de 1986, do Prof. Magela

Das 24 casas dos Açorianos construídas no século 19, restam apenas três e apenas uma está preservada. O imóvel pertence à família do aposentado Eurípedes Ribeiro Nogueira, que fez várias reformas por conta própria e sempre procurou manter as características originais.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Esta é a única preservada, ou seja, a casa do Sr. Eurípedes Ribeiro Nogueira, como vocês podem ver continua com as mesmas características. “Muito bonito. Essa daqui é uma das casas simples, mas é muito interessante preservar”.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

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2- Igreja do Rosário –

Primeira igreja ano provável entre 1808 ou 1814, primeiro vigário Padre Francisco de Godoy Coelho, tendo ao seu fundo o cemitério (posteriormente removido para dar lugar à Praça Dr. Barreto). Desenho de Dinar (A. Taunay) quando de passagem com as tropas da retirada da Laguna no ano de 1865. Hoje um monumento em estilo clássico eclético sofrendo várias reformas. O templo atual erguida em 1914 no dia 1º de novembro, por ocasião do 1º centenário da instalação da paróquia.

Nesta igreja está registrado que lá fora sepultado, por ordem do Padre Francisco de Godoy, Capitão Joaquim Gonçalves dos Santos, maior benfeitor nas obras de ampliação da velha Matriz e Capitão Diogo Garcia da Cruz, fundador de Mococa Falecido em 1839. Entre outros cidadões, não se sabe o local exato acredita-se que a igreja sofreu varias reformas até mesmo tendo seu campanário aumentado.

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Igreja do Rosário

Igreja do Rosário

O jardim em frente ainda conserva o traçado do ano de sua construção com o coreto em ferro fundido datado de 1890.

 

Foto Adolpho Leganaro

Foto Adolpho Leganaro

 Placa do coreto.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

3- Casarão dos Avancini -

Estilo colonial – Praça Barão do Rio PardoO antigo casarão dos Figueiredo,  que na realidade era dos Villas Boas casado com uma Figueiredo, por discórdia no testamento o filho adotou o nome da mãe negando Villas Boas (da Fazenda Paciência) o herdeira foi Sr. Lino pai do Dr. Valter Avancini casado com D. Licínia,  o casarão foi vendido para Sr. Sergio Astolfi que deixou construir o Supermercado Ideal deixando a parte principal do casarão, hoje todo demolido.

Casarão da família nogueira  Pça barão do Rio Pardo

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro

Foto de Adolpho Legnaro

 

Foto Adolpho Legnaro

Foto Adolpho Legnaro

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

4- Casarão de Jeremias Barbosa Sandoval -

Jeremias Barbosa Sandoval era um comerciante da época do Império que quase foi Barão,  foi derrubada e construíram a Grupo Escolar Dr. Rubião Junior em seu terreno.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de  Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

Antigo Prédio onde funcionou o Grupo Escolar Dr. Rubião Jr. Anteriormente residência de Jeremias Sandoval , foto cedida por José Luiz Horta de Macedo.

 

rubião junio

1 Palmeiras Anos 50

 Hoje E.E. Dr. Rubião Junior, também faz parte da relação para pesquisar e catalogar.

Grupo Escolar Dr. Rubião Junior

 

 

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5-  As Palmeiras Imperiais -

As 5 palmeiras que foram plantadas por D. Pedro II (como se justificava a designação de Rua das Palmeiras), na ocasião Capitão Jeremias Barbosa Sandoval, estava esperando a sua nomeação como Barão, não o conseguiu porque logo em seguida aos trabalhos nesse sentido foi proclamada a República . Hoje elas não existem mais, somente fazem parte do Brasão de Casa Branca.

2 palmeiras 3

 

Ainda com as palmeiras Imperiais, na foto Gamymédes José e um representante do CONDEPPHATT, fazendo levantamento do patrimônio Histórico de Casa Branca em 1999.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

 

Foto de Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

Em 2009 o prefeito Sckandar Mussi replanta novas palmeiras com mudas vindo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro da mesma especie das antigas e de onde vieram as anteriores.

 

6- Monumento ao Centenário de Casa Branca -

Praça Dr. Barreto na parte alta da praça – Monumento do Marco Zero  e a Comemoração do Centenário da Cidade onde estão as latitudes e longitudes, a placa original em bronze foi roubada.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 Placa do Marco Zero.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Placa do Centenário.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

7 – Casarão de José Garcia Leal -

Estilo Casario Colonial – Praça Dr. Barreto – Originalmente pertenceu a José Garcia Leal, nele foi recepcionado os oficiais das Forças das Marchas (mais tarde Retirada da Laguna). Neste jantar Alfredo de Taunay se encanta pela filha de José Garcia Leal e nela se inspira Inocência, livro de grande sucesso.

(relato no livro Memórias do Visconde de Taunay. Edição de 1922.  Vol. 3.  Edições Melhoramento)

Doada  para ser a Escola Normal em 1912. A partir de 1930 foi Sede da Antiga Prefeitura e Câmara Municipal,  já foi até Cartão Postal da cidade,  foi demolido em 1990.

Casarão do Rosário

 

 Como Cartão Postal.

Casarão Rosário

 

 

4 antiga prefeitura

Foi na administração como prefeito Geraldo Magela  que o prédio da antiga Escola Normal, antiga Prefeitura foi demolida por sua ordem com um laudo de um engenheiro de Mococa, na administração do Prefeito Professor Soriano ainda mais uma vez por desacordos o Escritor e Professor Ganymédes José deixou o cargo de Presidente do Conselho por divergências ( arquivo da Prefeitura Municipal de Casa Branca),  deixando uma carta em que retrata muito bem o descaso que Casa Branca já dava para está questão.

Este é laudo do engenheiro Antonio Carlos P. Pinheiro que o Prefeito Geraldo Magela se sustentou para demolir o prédio e fazer a maquete abaixo que nunca foi feita. Nessa história o Ganymédes José ficou com sentimento de culpa, pois foi convencido de uma realidade que não existia.

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

Arquivo de Adolpho Legnaro Filho

8- Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores –

Edifício de estilo greco-romano, cuja primeira construção foi iniciada em 1843 levou 45 anos. Inaugurada em 08 de setembro de 1888. Destruída por um incêndio em 1889, o incêndio durou cerca de nove dias. Sua reconstrução foi iniciada a partir de 1893, sendo que as duas torres frontais são originais da primeira edificação. Possui pinturas de Giuseppe Mono, Ganymédes José, Elyseu Vannucci em seu interior. Na Igreja está sepultado o Barão de Mogi Guaçu, e o Barão de Casa Branca.

 

Matriz

História:- D. João VI em 25 de outubro de 1814 assina decreto criando a freguesia de Nossa Senhora das Dores de Casa Branca, fora nomeado o Padre Godoy como primeiro vigário; constava do decreto a ordem do Príncipe Regente de Portugal, D. João VI, para que no prazo de quatro anos fosse erguida uma capela para atender os moradores.  Em 04 de outubro de 1835 falece o Padre Francisco de Godoy Coelho com 88 anos. Somente em 1843 foram iniciados os trabalhos para a edificação da primeira Matriz de Casa Branca, construção que demorou 45 anos.

1 construção da matriz

Foi inaugurada solenemente no dia 8 de outubro de 1888, nelas se acham sepultados os Barões de Mogi Guaçu e de Casa Branca. Transcorrido um incêndio no dia 24 de dezembro de 1889.  Em 09 de agosto de 1893 foi lavrado em cartório o contrato para a reconstrução da matriz.A planta da nova igreja fora encomendada para um arquiteto italiano, pelo Barão de Mogi Guaçu; fontes dizem que a planta é de diversos autores, até um arquiteto salesiano, chamado Del Picano. Desta época é as pinturas dos quatro evangelistas na abóbada central e o teto do presbitério, os sinos importados da França, o relógio por Monsenhor Félix Brandi.  A porta da frente feita pelo Sr. Paschoal Artezi. Os trabalhos de pinturas tanto interna quanto externa terminaram em 1935. Sofrendo ainda algumas reformas e incluindo outras obras de vários artistas que passaram por Casa Branca, inclusive por Ganymédes José e Elyseu Vannucci .

 

9- Praça Barão de Mogi Guaçu -

Foi arquitetada em 1929, na época o prefeito era Theodoro Volponi. O jardim recebeu bancos oferecidos pelos comerciantes da época e foram fabricados por Jorge Bonetti. Até os dias de hoje a maioria destes bancos ainda resiste à ação do tempo.

1jardins

 

Praça da Matriz

Praça da Matriz

 

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O Cristo Redentor juntamente com a imagem de Nossa Senhora das Dores foram colocados posteriormente a construção da Igreja e da praça.

Foto Alfredo Barzon

Foto Alfredo Barzon

 

10- Monumento ao Soldado Constitucionalista -

Revolução de 1932 – Praça Barão de Mogi Guaçu. A placa original em bronze foi roubada.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

11- Monumento às Bandeiras – Praça Barão de Mogi Guaçu.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Este “Post” é um apelo para a população de Casa Branca, para que vejam o que esta acontecendo e o que pode ser feito com o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

Dia 12 de Janeiro de 2015, fiquei  indignada ao saber que mais um casarão antigo de Casa Branca estava sendo destruído,  e a minha tristeza  foi maior ao ver que o tal casarão era o que quando eu menina sonhava em morar nele. Achava lindo,  ainda mais que ficava na Praça Barão de Mogi Guaçu.

Essa demolição gerou muitos comentários  indignados  entre os habitantes da cidade em rede social, então resolvi procurar um “expert” no assunto, para que a população ficasse sabendo o que devem fazer para que os casarões da cidade não sejam todos destruídos.

 

2

 

Esta foto deve ter mais de 70 anos, pois a casa entre a Casa Cristal (Casa Basilone) e a casa  da Da. Maria Helena Horta ainda é térrea, era a casa do pai dela  Sr. José Lima Horta,  homem de visão e do progresso, a primeira agência da Ford na região foi dele.

 

Casa da Da. Marielena Horta

Casa da Da. Maria Helena Horta

 

O terreno entre e o prédio do Banco Rural de propriedade do Sr. José de Lima Horta,e a Rua Dr. Meneses nos anos 20 o Sr. José de Lima Horta constrói a residência ao lado do Banco do qual era acionista e presidente, o Banco funcionava mais como uma Casa de Cambio do Café.

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O Banco Rural , foi demolido uma pena,  pois era um prédio com características Bancarias da época, para dar lugar a Loja do Sr. João Galante comprou o prédio e derrubou para a construção assobradada, construindo assim a loja que chamava-se “A Principal”, depois foi o Banco F. Barreto…

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

Antes da demolição fotos de de 2013 e 2014.

Foto Selma Dourador

Foto Selma Dourador

 

Foto Selma Dourador

Foto Selma Dourador

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

A demolição:

Foto Luiz Carlos

Foto Luiz Carlos

 

Foto Luiz Carlos

Foto Luiz Carlos

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

Conversando com o Professor Adolpho Legnaro Filho ele relatou o por que  acontece esse descaso:

A Lei Federal que regulamenta os Municípios terem seus Conselhos De Preservação data 1984, portanto em 1985 o então Prefeito Valter Eduardo Avancini criou o referido “Conselho”, na época foi eleito o então Vice Prefeito Professor Geraldo Magela Furlani entre outras pessoas que fizeram parte desta iniciativa. Foram então levantados todos os monumentos, matas, casarões, igrejas, prédios públicos, mas a declaração de interesse Publico Histórico Patrimonial foi jogada nos arquivos da Câmara pelos idos de 1985 e 1986.

Nos últimos anos, os projetos de revitalização de áreas históricas de nosso país têm seguido e uma máxima que precisa ser repensada: “conservar é transformar radicalmente”. Poucos são os projetos que não propõe mudanças profundas nos tecidos urbanos e nas edificações antigas. Casos típicos dessa postura foram, por exemplo, o projeto do Pelourinho, nos anos 1990 e os projetos do Bairro depois do ano 2000.

A transformação é, sem dúvida, um processo inerente à cidade. Não podemos imaginá-la mudanças contínuas nos seus aspectos político, econômico, social, cultural, ambiental e espacial. Quando o processo de mudança para a cidade se transforma ou num museu ou numa ruína. Entretanto, já sabemos que as dinâmicas de transformação das dimensões urbanas são diferenciadas. Por exemplo, as estruturas físicas têm um tempo de transformação muito mais longo que as estruturas sociais (política, econômica e cultural). Querer sincronizar o ritmo de mudanças foi um dos grandes erros do planejamento urbano do século XX. A sincronização sempre significa escolher uma dimensão como referência para as outras.

No caso dos projetos de revitalização sempre está presente à proposta de adequação das estruturas urbanas antigas (tecido urbano e edificações) aos requisitos espaciais e infra-estruturais das atividades econômicas contemporâneas, especialmente de comércio e serviços. Entretanto, essa ‘adaptação’ precisa ser muito mais pensada do que tem sido a regra, pois o que se observa é um abandono imediato da proposta de conservação pela da transformação radical.

Vejamos por exemplo, a Rua Valdemar Panico em Casa Branca. Essa é a rua mais antiga da cidade de Casa Banca e possuía, também, os mais antigos exemplares de edificação civil, nunca se houve um plano de revitalização.

1 Rua Valdemar Panico1

 

 

Foto de Adolpho Legnaro

Foto de Adolpho Legnaro

 

Os projetos arquitetônicos foram concebidos segundo o pressuposto da “adequação espacial e funcional das edificações antigas” aos requisitos das novas atividades. Entretanto a tal adequação significou a radical transformação das edificações, exemplo do antigo Cine Central, (hoje a Galeria);

18 Cine central e Bar central

 

A Residência (família  Dr. Braulino de Carvalho) por herança ao Prof. Lino Avancini, hoje preservada somente a fachada,(Supermercado Ideal) e o que tinha sobrado como residência foi posta abaixo;

Foto de Yara Lippelt

Foto de Yara Lippelt

 

Segundo projetos totalmente modernos que enfatizaram a simples substituição das estruturas materiais existentes com a exceção das fachadas. Foram desprezadas as características tipológicas das edificações, como a organização espacial dos interiores, o uso de materiais tradicionais, os esquemas e sistemas de circulação e mesmo a divisão em pisos. Da estrutura urbana antiga resta, somente, o traçado da rua, a divisão dos lotes e a alvenaria de tijolos.

Sendo a velha Rua Valdemar Pânico, a Praça Honório de Sillos e contorno, uma área em processo de tombamento pelo CONDEPHAT, espera-se que o pressuposto básico da conservação integrada e do desenvolvimento urbano sustentável fosse respeitado pelos projetistas e administrador urbano, isto é: garantir que as gerações futuras recebam, pelo menos, o mesmo padrão de riqueza cultural e ambiental que herdamos dos nossos antepassados. Mas, pelo contrário, a próxima geração ira receber um ambiente novo, com fachada de antigo, quase sem traços da herança acumulada nos últimos duzentos anos. Quase toda a matéria historicidade foi perdida. A política da conservação foi destruída e quase não faz mais sentido, restando somente, às próximas gerações, recorrer manter os poucos registros históricos e iconográficos que descrevem a Rua dos Açorianos, que assim se chamava.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

O exemplo dessa rua serve para ilustrar o fato que qualquer projeto de revitalização não pode ser executado, somente, com o apoio de um plano de revitalização. Os planos podem, somente orientar a ação coletiva. São os projetos das suas partes e elementos que o realizam. Mas esses são realizados segundo uma miríade de iniciativas particulares, não sincronizadas no tempo, e sob a responsabilidade de inúmeros atores (o proprietário do imóvel, o investidor, o arquiteto do projeto, os engenheiros, os mestres de obras, os operários e os agentes públicos reguladores). Se esses atores e responsáveis pelas inúmeras decisões que afetam os projetos não possuírem o mínimo de informação do que seja conservação e de sua prática, os resultados não poderão ser diferentes daqueles que estamos observando.

O papel do agente público regulador ganha uma importância fundamental nessa situação de desinformação e falta de consciência generalizada entre os meios profissionais. A sua responsabilidade como agente crítico aumenta, pois caberá a ele criar mecanismos de discussão, avaliação e decisão sobre as iniciativas privadas.

O papel de agente crítico fica mais claro quando tomamos outro exemplo recente.Nos últimos anos, os projetos de revitalização têm se caracterizado pelo crescente número de propostas de inserção de equipamentos urbanos de grande porte nas áreas urbanas antigas, sendo emblemático o caso dos ‘shopping centers’ e centros comerciais. Por exemplo, na Praça Barão do Rio Pardo, está foi construída ‘uma estrutura metálica’, que surgiu o supermercado. O ‘supermercado’ ocupou um antigo portal de 1889 de um casarão do século XIX. Essa construção tem uma área construída de pelo menos quatro vezes a do casarão e sua arquitetura é a do usual caixão metálico sem qualquer relação formal com o contexto local. A construção corta toda a perspectiva da histórica praça (e casarão, da igreja do Rosário e da praça) que, por sua vez, é, também, poderia ser tombada.

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madueira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madueira

Foto de Ademar Madureira

 

Já nas Residências da Praça Barão de Mogi Guaçu que foram demolidas: residência dos Feijão, hoje terreno baldi0;

Antiga casa da família Feijão,esquina com o prédio Basilone

 

O casarão do Coronel José Caetano de Lima – Na Praça Barão de Mogi Guaçu atual posto de gasolina;

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E casarão do Sr. João Villela, antiga residência dos Nogueira de Lima, hoje Anjinho Calçados.

Casarão do Sr. João Villela e Maria Horta Villela

O impacto negativo desse projeto no Bairro e na cidade é tremendo, especialmente considerando os pressupostos do desenvolvimento sustentável. Por pelo menos 30 ou mais anos, os dois únicos lotes ainda livres, de grande valor ambiental do Bairro (são lotes abertos), serão ocupados para abrigar um comércio (uma proposta completamente fora de propósito, quando todas as recomendações internacionais de preservação de centros históricos). Portanto, não poderão mais ser utilizadas por atividades urbanas, que impliquem a presença de pessoas, e tão necessárias na área. Concluindo, a nossa e a próxima geração vão ter que conviver com um dos maiores equívocos realizados em nome adequação dos ambientes antigos aos requisitos das atividades modernas.

Propostas e projetos como esses devem ser evitados no futuro. Conservar é, de fato, gerir a mudança, sem contudo negá-la. A abordagem da conservação integrada subordina a transformação à conservação, e não ao contrário como está sendo proposto de forma intensa em nosso município. Ainda existem em Casa Branca pessoas que se preocupam com a preservação de seus patrimônios considerando uma relíquia respeitando suas características, que não se pode deixar de serem mencionadas, como as Residências das Famílias: Carvalho, e as três em sua lateral na Praça Barão de Mogi-Guaçu e mais o casarão dos Vilellas, a residência de D. Bisa na Rua Dr. Menezes nela também situada a residência do Francisco Carvalho Neto, na Praça Honório de Sillos da D. Seita Basile, na Rua Valdemar Pânico a única ainda preservada do Sr. Pinho, na Rua Mestre Araújo de Dª Baby Motta, a mais recente restaurada a da Rua Sebastião Carvalho antiga residência da família Astolfi; na Barão de Casa Branca a antiga residência do Barão de Casa Branca – Coronel Vicente Ferreira de Syllos, mesmo o Poder Publico a Prefeitura Municipal conserva dois imóveis o Casarão da Família Musa e o Clube Casa Branca, a Santa Casa de Misericórdia (esta com próprios recursos), Escola Normal (este com recursos do Estado terminada em 2010) e outras mais que deveriam estar aqui relacionadas. E todos com próprios recursos sem uma ajuda oficial ou compensação fiscal, preservam para que todos nos podemos orgulharmos destes patrimônios e de suas historias.

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Este “Post” é um apelo para a população de Casa Branca, para que vejam o que esta acontecendo com o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

Nicanor Coelho Pereira e sua mãe Da. Eunice Veiga

Nicanor Coelho Pereira e sua mãe Da. Eunice Veiga

Filho de casa-branquenses Nicanor Coelho Pereira Junior, nascido em São Paulo, tem boas lembranças da cidade,  seu Pai Nicanor Coelho Pereira e  sua mãe Sra. Eunice Veiga.

Avós Materno ´Luiz Ramos da Silva Veiga e Alice Veiga.

Avós Materno ´Luiz Ramos da Silva Veiga e Alice Veiga

Residiam em 1929 na Rua Coronel José Julio, 16  – Rua da Estação

 

Avó Materna - Alice Veiga

Avó Materna – Alice Veiga

 

Avô Materno - Luiz Veiga

Avô Materno – Luiz Veiga

 

Eunice Veiga

Eunice Veiga

 

Registro Civil de Eunice Veiga

Registro Civil de Eunice Veiga

 

Eunice Veiga com seu pai Luiz Veiga e sua segunda esposa Da. Nair

Eunice Veiga com seu pai Luiz Veiga e sua segunda esposa Da. Nair

 

Diploma da Escola Normal de Eunice Veiga

Diploma da Escola Normal de Eunice Veiga

Nomeação de Eunice Veiga - 1935

Nomeação de Eunice Veiga – 1935

 

Eunice Veiga e Nicanor Coelho Pereira

Eunice Veiga e Nicanor Coelho Pereira

 

Eunice Veiga - 1977

Eunice Veiga – 1977

 

Após a separação de Nicanor Coelho Pereira,  Eunice Veiga estudou jornalismo na Cásper Líbero, escreveu para a Folha de São Paulo e participou de diversas atividades literárias.

Não sei como Eunice se correspondeu com o Manuel Bandeira, mas no  seu livro ESTRELA DE MINHA VIDA, na pag. 316, há uma quadra chamada EUNICE VEIGA:

Eunice meiga,

Eunice linda…

Que mais ainda?

- Eunice Veiga

Emoldurado e em papel timbrado da Academia  ele escreveu “OUTRA EUNICE VEIGA”.

Poema de Manuel Bandeira - set/1966

Poema de Manuel Bandeira – set/1966

Diploma de Nicanor Coelho Pereira

Diploma de Nicanor Coelho Pereira

 

Verso do Diploma de Nicanor Coelho Pereira

Verso do Diploma de Nicanor Coelho Pereira

 

Nicanor Coelho Pereira

Nicanor Coelho Pereira

 

Nicanor Coelho Pereira - 1958

Nicanor Coelho Pereira – 1958

 

Tumulo da Família Veiga

Túmulo da Família Veiga

 

Seu avô paterno Sr. Nicanor Pereira da Silva, foi professor e o primeiro vice-diretor da Escola Normal, ou seja, do Instituto de Educação Dr. Francisco Thomas de Carvalho,  onde também sua avó  Isabel da Silveira Coelho, foi professora de Artes Manuais.

 

 

NICANOR PEREIRA DA SILVA E ISABEL DA SILVEIRA COELHO

Nicanor Pereira  Silva e Isabel da Silveria Coelho

 

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Nicanor Pereira da Silva

Nicanor Pereira da Silva

 

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Isabel Silveira Coelho - 1960

Isabel da Silveira Coelho – 1960

 

Nicanor Pereira da Silva - 1960

Nicanor Pereira da Silva – 1960

 

Nicanor Pereira da Silva

Nicanor Pereira da Silva

 

Nicanor Pereira da Silva - 1960

Nicanor Pereira da Silva

 

 

Na Revolução de 1932, seu pai Sr. Nicanor Coelho Pereira, foi soldado  e junto com seu colega de escola Sr. Gentil Palmiro partiram de Casa Branca rumo a São Paulo para lutar na Revolução.

 

Nicanor Pereira Coelho

Nicanor Coelho Pereira

 

Soldados da Revolução de 1932.

Soldados da Revolução de 1932 (Nicanor Coelho Pereira é o do meio)

 

Soldados da Revolução 1932

Soldados da Revolução 1932

 

Alunos da Escola Normal

Alunos da Escola Normal

Agachado de terno Sr. Nicanor Coelho Pereira, deitado na grama Sr. Gentil Palmiro.

 

Nicanor Pereira da Silva no Tiro de Guerra.

Nicanor Coelho Pereira no Tiro de Guerra.

Anos mais tarde entre 1957 e 1958 foi trabalhar como Inspetor Escolar na Delegacia de Ensino de Casa Branca, que funcionava no Grupo Escolar Dr. Rubião Junior. Ele morou este tempo no Hotel Moffa e posteriormente se transferiu para São Paulo.

 

Tios,Tias e Primos

49

Em pé: Tio Zéquinha, avó Alice Veiga, Avô Luiz Veiga, Tia Aretuza, sentado Tio Jaime; as meninas sentadas; sua mãe Eunice, Tia Dalva e Tia Irene.

 

Aretuza, Dalva, Eunice e Irene

Aretuza, Dalva, Eunice e Irene

 

Irene,  Dalva e Eunice

Irene, Dalva e Eunice

 

Aretuza, Eunice de pé e Dalva e Irene sentadas.

Aretuza, Eunice de pé e Dalva e Irene sentadas

 

Aretuza e Eunice

Aretuza e Eunice

 

Eunice e Aretuza

Eunice e Aretuza

 

Gilberto Moffa, Maria Sylvia e Milton Torrecilha

Gilberto Moffa, Luis Antonio, Maria Sylvia,  Milton Torrecilha

 

X, Aretuza, Maria Sylvia, Eunice e X.

Sylvio Torrecilha, Aretuza, Maria Sylvia, Eunice e  Luis Antonio.

 

Aretuza, X e Dalva.

Aretuza, Sylvio Torrecilha e Dalva.

 

Jaime, Dalva e Aretuza

Jaime, Dalva e Aretuza

 

Aretuza, Irene, Euni e Dalva.

Aretuza, Irene, Euni e Dalva.

 

Irene, Eunice, Aretuza e Dalva.

Irene, Eunice, Aretuza e Dalva.

 

Eunice, Irene, Aretuza e Dalva

Eunice, Irene, Aretuza e Dalva

 

Irene, Aretuza, Eunice e Dalva

Irene, Aretuza, Eunice e Dalva

 

Recordações Fotos da Cidade

 

Antigo Mercado Municipal de Casa Branca

Antigo Mercado Municipal de Casa Branca

 

mercado municipal

 

Praça Barão de Mogi Guaçu

Praça Barão de Mogi Guaçu

 

Praça Barão de Mogi Guaçu

Praça Barão de Mogi Guaçu

 

Praça Rui Barbosa, ainda não havia o jardim no centro da praça

Praça Rui Barbosa, ainda não havia o jardim no centro da praça

 

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À direita da foto há um carro onde se lê no pára-brisa: HOTEL MOFFA, este carro ficava à espera dos passageiros da Mogiana e os levava para o Hotel. Segundo Gilberto Moffa no início era uma charrete; daí um”upgrade” para o automóvel.

 

Formatura

Formatura Grupo Escolar  1922

 

Nave da Igreja Matriz - Nossa Senhora das Dores

Nave da Igreja Matriz  Nossa Senhora das Dores

 

Rua da Estação em frente a praça Barão de Mogi Guaçu

Rua da Estação em frente a praça Barão de Mogi Guaçu

 

Piscina ACCP

Piscina ACCP

 

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Bossorócas

Bossorócas

 

E termino esse “post” com a foto do Encontro da Turma de Formandos de 1934.  A encontro reuniu colegas 40 anos após a Formatura.

Encontro

Encontro da Turma de 1934

 

Uma boa viagem a todos.

Um grande abraço.

Maria Clara

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 30.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 11 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Finalizando a Comemoração dos 200 anos de Casa Branca, hoje vamos viajar pelo antigo Posto de Saúde, hoje o AME,  e também pelo Cemitério Municipal de Casa Branca, afinal é onde tudo termina.

 

Posto de Saúde

Conforme informação do Silvestre Nicoliello Neto (Tuca), o Posto de Saúde começou a ser construído em 1958 no Governo de Adhemar de Barros e terminou em 1961 no Governo de Carvalho Pinto, por isso que lembro que quando criança  estavam terminando de construí-lo, pois mudamos para Casa Branca em 1960. Tinha 6 anos e lembro das vacinas tomei lá.

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Agora ele se tornou o AME.

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Cemitério Municipal de Casa Branca

Foto Luciano Bortoletto Júnior - 2004

Foto Luciano Bortoletto Júnior – 2004

O cemitério está localizado na Avenida José Beni. Apresenta uma topografia plana formada por quadras retangulares que agrupam monumentos funerários datados dos séculos XIX e XX. Alguns pinheiros e árvores são distribuídos aleatoriamente por entre as quadras.

 

Foto Luciano Bortoletto Júnior - 2004

Foto Luciano Bortoletto Júnior – 2004

 

No Cemitério Municipal de Casa Branca, estão sepultados muitas personalidades importantes que contribuíram para a formação da cidade. Está sepultado lá Antônio Pereira de Castro que participou da primeira Câmara Municipal de São Simão; o Barão de Casa Branca e Vicente Ferreira de Sillos Pereira que em duas ocasiões hospedou o Imperador D. Pedro II em sua casa, e que é um dos fundadores da cidade. Há como todo cemitério secularizado, uma porcentagem grande de pessoas anônimas, que da sua maneira foram responsáveis para o desenvolvimento de Casa Branca.

Foto Luciano Bortoletto Júnior - 2004

Foto Luciano Bortoletto Júnior – 2004

 ANJO DA SAUDADE espalha flores da recordação ao redor do túmulo. Produção serial, século XX.

 

Foto Luciano Bortoletto Júnior - 2004

Foto Luciano Bortoletto Júnior – 2004

 

O cemitério contém dentro da sua estrutura urbanística túmulos dotados de bom valor artístico. Alguns do século XIX são em mármore de Carrara com imagens de anjos e santos. Os do século XX adotam modelos provenientes estilo art déco até a arte moderna. Dentre os túmulos de porte simples, destacamos as cruzes de ferro fundido de artesania singular. O cemitério registra a memória daqueles que contribuíram para o crescimento da cidade de Casa Branca.

 

Foto Luciano Bortoletto Júnior - 2004

Foto Luciano Bortoletto Júnior – 2004

Fonte de pesquisa: http://www.artefunerariabrasil.com.br
 
 

Não poderia deixar de colocar no final desde “post” os versos de Francisco Bueno que fala da saudades de Casa Branca.

Acróstico
(Francisco Bueno)

Purifica minh’alma, ó terra de Casa Branca,
Adorna o meu ego com muito amor e emoção.
Rasga o véu da noite, ó terra santa,
Arrebatando aos céus o meu pobre coração!
Belas são as tuas paisagens e acolhedor o teu povo.
És graciosa, e entre olhares elevados ao Criador
Navegas ao infinito e agora nos encontramos de novo.
Sinto nos lábios o teu amor e na face o teu calor.

Oh! felicidade, onde deixaste o teu vestígio?
Hoje descobri que entre nós há um grande litígio!

Tens um cenário de grande riqueza a todos posto
Enchendo de orgulho os que aqui podem viver.
Repetem-se a cada ano as alegrias da festa de agosto,
Restando a quem te deixou a esperança de aqui morrer!
Ah! minha terra, tu és um poema gostoso de escrever.

Espraiado, boçorocas, jabuticabas, tudo isso aqui tens,
Matriz da beleza e da ternura aos que te querem bem.

Quem me dera em teu seio eu fosse sempre acalentado,
Ungindo o meu presente com as glórias do passado
E fazendo-me recordar de cada amigo em ti sepultado!

Namorada dos meus sonhos, esposa dos meus ideais,
Amar-te-ei até a morte com a alma repleta de paz.
Sem dúvida alguma sou o teu mais fiel amante.
Clamarei sempre pelo teu nome e não te esquecerei jamais
Inda que estejas escondida atrás de um meigo horizonte!

 E  por aqui termino hoje essa viagem de  “Casa Branca 200 anos de História”, desculpe-me se deixei de registrar algum fato importante desses 200 anos.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

Continuando com a Comemoração dos 200 anos de Casa Branca, hoje vamos viajar por outras Igrejas e lugares que fizeram e fazem parte da nossa história.

Igreja de São João Batista

 

Antiga Capela do Bairro São João

Antiga Capela do Bairro São João

 

No dia 05 de março de 2006, com  a presença de vários sacerdotes e muitos fiéis, foi instalada pelo Senhor Bispo Diocesano, Dom. David Dias Pimentel, a Paróquia São João Batista, no Bairro São João.  Sendo seu primeiro Pároco, Padre Celso Lucas da Silva, o mesmo Padre da história da Igreja da Três Cruzes e Nossa Senhora Aparecida.

Aos 28 de outubro do ano de 2009 ouve uma nova posse, veio então o Padre Diogo Carrino Maciel que desenvolveu seu trabalho até o dia 31 de Dezembro do ano de 2010.

Atualmente o Pároco é o Padre Carlos Aloísio Marques da Silva, que deu  inicio o seu  trabalho no dia 07 de Janeiro do ano de 2011.

 
Foto José Luiz Arcuri

Foto José Luiz Arcuri

 

Foto Flávia Lopes

Foto Flávia Lopes

 

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

 

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5

 

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7recepção

 

9sala de atendimento

 

10sala de reubnião

 

 

Igreja Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria.

Ela fica bem na divisa dos dois Bairros Jardim América e Coesa, entre as Ruas Pedro Vilas Boas, Rua Família Romano e passando atrás dela a Rua dos Francischetti.

 

Foto Maria Clara

Foto Maria Clara

 

Foto Maria Clara

Foto Maria Clara

 

Em construção - Foto Adolpho Legnaro

Nova Igreja em construção – Foto Adolpho Legnaro Filho

 

A nova Igreja do Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria, foi  inaugurada dia 27/06/ 2014 e o Bispo Dom. David Dias Pimentel sagrou o altar.

Igreja Sagrado Coração de Jesus

 

 

Foto Adolpho Legnaro

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto Maria Clara

Foto Maria Clara

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

 

Casa Paroquial,  Cine Teatro São José e a Catequese

Cine São José a

 

A Casa Paroquial sempre foi onde é até hoje, o Cine Teatro São José, como o nome diz era Cinema e Auditório da Igreja Matriz, a residência dos padres ficava nos fundos. Ai também funcionou a Rádio Difusora de Casa Branca quando adquirida pelos padres.

Lembro que os jovens católicos na época faziam apresentações (Encontro de Jovens) no Teatro São José, a foto abaixo é uma apresentação de 1966 da Eliana Tonelli e Matias Romano imitando a Elis Regina e o Jair Rodrigues.

 

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Na década de 60, o Padre Professor Humberto Sesso construiu uma Catequese na rua transversal, ou seja, na Rua Luiz Piza, sendo que seu terreno tinha ligação com a Casa Paroquial.

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

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 Hoje a Catequese é um Salão de Festas.

Foto Adolpho Legnaro

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto Maria Clara

Foto Maria Clara

 

A Casa Paroquial agora é na Rua Luiz Pizza, ao lado de onde era a Catequese.

 

Foto Adolpho Legnaro

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

O Cine Teatro São José, hoje todo reformado recebeu o nome de Auditório São José.

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Ademar Madureira

Foto Ademar Madureira

 

Foto Adolpho Legnaro

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Foto Adolpho Legnaro

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

Fonte de pesquisa: Professor Adolpho Legnaro Filho.
 
 

Por hoje ficamos nesta estação, mas a viagem continua.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

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