Antonio Geraldo Romano

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É com profundo pesar, que comunico o falecimento do nosso grande amigo Casa-Branquense Antonio Geraldo Romano,  ocorrido hoje em São Paulo.

É muito triste ver nossos amigos de infância e juventude partirem antes de nós, mas o Antonio lutou com muito garra para ficar o máximo que pode junto com seus entes queridos.

O velório começará amanhã a partir das 7 horas na Igreja Nossa Senhora do Desterro em Casa Branca e o sepultamento será as 17 horas, no Cemitério Municipal de Casa Branca.

Relembrando um pouco de sua juventude em Casa Branca.

 

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Antonio Geraldo Romano 01/06/66

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Agora com sua família, esposa, filhos, nora, genro e netos.

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Essas são as palavras de sua nora Victoria Draganoff Fay comunicando seu falecimento:

O GUERREIRO lutou brava e intensamente durante 5 anos … agora nós ficamos com mais uma ferida no coração … uma dor imensa e a saudade … saudade de um exemplo de ser humano … exemplo de homem digno e trabalhador, exemplo de chefe de família … de Pai, de Avô, um executivo querido, justo e mais que competente … um homem que deixou uma história maravilhosa de vida … um Guerreiro !!! 
Que Deus e seus queridos daí de cima te receba com muito amor S. Antonio … e que conforte nossos corações, porquê a dor vai ser muito grande … obrigada a todos os envolvidos direta ou indiretamente nessa luta … familiares, amigos, médicos, enfermeiros …

Essas são as palavras de sua filha Roberta Romano:

Hoje o céu ganhou a estrela mais brilhante e generosa jamais vista. Todos os ensinamentos que ela nos deu na terra não foram suficientes para mantê-la conosco. Ela é única, caridosa, bondosa e merece estar sempre no seu melhor lugar: ao lado de Deus! Meu coração hoje está dilacerado, sem rumo, sem perspectiva, mas com a certeza que essa estrela por onde passou deixou seu amor ao próximo e ensinamentos que sempre serão lembrados. Pai Antonio Romano, vc foi um guerreiro, lutou até o fim, sem medo e sempre espalhando amor e bondade. Deixou a sua marca eu todos que o conheciam e especialmente para sua família. Será dolorido e difícil demais viver sem vc, receber seu conselhos, seus telefonemas diários, seus ensinamentos, seu carinho…o que me acalma é ter certeza que vc está num lugar melhor, sem sofrimento e dores, olhando por todos nós! Um dia a gente se encontra e se abraça bem forte! Te amamos pra sempre, sempre. Um beijo na ponta do seu nariz, Beta, Lu, Lucca e Felipe.

 

E eu deixo aqui Antonio Romano essa pequena homenagem, que Deus te receba de braços abertos, nós aqui ficaremos com saudades.

Meu sinceros sentimentos Helcia, Eduardo e Victoria,  Roberta e Luciano.

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Com todo carinho.

Maria Clara

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Homenagem a Carmo Aga – Última parte – Prestação de Contas da sua Gestão como Prefeito de Casa Branca

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Finalizando a Homenagem, com a  Prestação de Contas da Gestão Carmo Aga em Casa Branca, hoje falaremos sobre Veículos, Máquinas, Equipamentos, DAEE- Colaboração Valiosa, Outros Melhoramentos, Finanças Municipais, Dívidas Consolidadas, Declaração de Bens do Prefeito Carmo Aga, Funcionalismo e sua Despedida.

 

Veículos – Máquinas – Equipamentos

Um dos mais importantes setores da administração municipal está relacionado com a frota de veículos, máquinas e equipamentos, considerando-se principalmente os recursos exigidos para o seu normal e regular funcionamento.

Procuramos na medida do possível, a renovação da frota, mas, ultimamente, os aumentos excessivos verificados nos preços dessas unidades, muitos superiores aos índices anuais da inflação, foram aumentando, a cada ano, as dificuldades à Prefeitura para novas aquisições. Torna-se muito mais econômico a manutenção do que já existe mesmo levando-se em consideração os elevados custos anuais.

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Durante os seis últimos anos, adquirimos uma motoniveladora nova e também uma retroescavadeira, cujos preços atuais são proibitivos para qualquer Prefeitura, sendo inteiramente reformada a motoniveladora já existente.

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Compramos dois caminhões para limpeza das vias públicas; dois caminhões basculantes; duas camionetes para o serviço rural e urbano; uma Caravan e mais recentemente dois modernos caminhões coletores de lixo, tipo Colecon, remanejando-se  dois primeiros para os serviços nos bairros; um ônibus semi novo para transporte de alunos de Lagoa Branca e que serviu também para levar a Banda Infanto-Juvenil e o Coral Casa Branca para diversas cidades do Estado; dois ônibus usados da Viação Nasser e  outro ônibus usado da CMTC, e dias atrás, mais um ônibus da CMTC, todos para transporte de alunos da zona rural e dos bairros.

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Houve também a preocupação de padronizar a frota de veículos e caminhões optando-se pela marca “Chevrolet”, com a finalidade de reduzir despesas com serviços de manutenção e reposição de peças, da mesma forma que todas as unidades adquiridas são movidas com motores diesel, o que representa menos despesas com combustível. Essa mesma preocupação determinou a troca de dos motores a gasolina por motores diesel em outros dois caminhões mais antigos.

Recebemos em doação, ao tempo do Governador Paulo Egydio, uma ambulância “Chevrolet” e uma “Kombi” para os serviços de atendimento da Assistência Social.  No Governo Paulo Maluf, foram doadas uma ambulância “Ford” e um sedan “Volkswagen” para serviços gerais da Prefeitura.

Ainda para prestar serviços junto à Assistência Social a antiga ambulância “Veraneio” foi transformada em veículo comum para atendimento diário às pessoas carentes.

Reportando-nos ao  assunto já tratado da pavimentação das vias públicas, a Prefeitura, com aprovação unânime da Câmara Municipal, adquiriu uma usina de asfalto e uma máquina de fabricar guias e sarjetas, mediante financiamento do Banespa, para ser pago em 36 meses.

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Esse equipamento dos mais importantes para a municipalidade, custou pouco mais de 8 milhões de cruzeiros e a sua principal finalidade é justamente a Prefeitura executar a pavimentação asfáltica, com equipe própria, por preços inferiores aos que são cobrados por qualquer empreiteira nos dias de hoje.

Por motivos alheios à nossa vontade, e muito mais por não existir dinheiro em caixa, não foi possível concluir a instalação e entrada em funcionamento dessa usina, cujo custo hoje representa o dobro do que custou quando foi adquirida.

A atual administração está, portanto inteiramente à vontade para executar esse plano de pavimentação, principalmente nas ruas dos bairros onde já foram executados os serviços de infraestrutura ( galerias pluviais e redes de água e esgoto), beneficiando os proprietários quando ao preço por metro quadrado e dando aspecto urbanístico mais condizente com o progresso da nossa cidade.

 

DAEE – Colaboração Valiosa

Os engenheiros e técnicos do DAEE de Ribeirão Preto, aos quais somos agradecidos pelos trabalhos desenvolvidos em benefício de Casa Branca principalmente ao seu Diretor, Dr. Catapani, elaboraram outros projetos de interesse de Casa Branca, os quais se encontram na Prefeitura Municipal, além de levantamentos topográficos então necessários à execução de outras obras.

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Os estudos técnicos completos visando a canalização dos córregos Espraiado e Frutuoso, bem como a sua retificação, já foram concluídos e até mesmo a primeira parcela do convênio Estado-Município no valor de 5 milhões de cruzeiros, a Prefeitura recebeu da Secretaria de obras, verba essa vinculada àquela obra.

Da mesma forma, o DAEE realizou completo levantamento topográfico da área que a Champion Celulose doou à Sudepe para implantação de uma Estação de Piscicultura no nosso município, cabendo aos técnicos do I.P.T. (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) as sondagens geológicas da mesma área.

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O projeto completo para a construção de esgotos da rede do Distrito de Lagoa Branca, também foi elaborado por técnicos do DAEE e encontra-se arquivado na Prefeitura.

Foi inegável a colaboração que Casa Branca sempre recebeu da Secretaria de Obras através do DAEE, responsável  também pelas vindas a Casa Branca do Grupo-Tarefa na execução dos serviços de limpeza dos córregos Frutuoso e Espraiado no trecho ainda não canalizado.

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Além do auxílio já mencionado de 5 milhões de cruzeiros, a Prefeitura também recebeu da Secretaria de Obras um auxílio de 1 milhão e 500 mil cruzeiros, que possibilitou a construção de 3 pontes de concreto sobre o córrego Frutuoso em substituição às antigas pontes de madeira que ligavam a cidade ao bairro do Desterro, Vila Santa Cecília e Vila Diniz.

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Outro importante melhoramento público que conquistamos para o Distrito de Venda Branca, pelo DAEE, veio resolver antigo problema dos moradores daquele distrito. Foi a instalação do sistema de telefonia, sem fio, via rádio, cuja cabine foi construída junto ao prédio da EEPG Agrupada de Venda Branca e com valor acima de 2 milhões de cruzeiros.

Todas essas reivindicações que o Governo do Estado atendeu beneficiando sensivelmente Casa Branca, foi fruto de trabalho incessante das autoridades casa-branquenses, com excelente receptividade no Secretário de Obras, Engº Walter Coronado Antunes, e nos seus assessores diretos Luiz Augusto e Itamar. A esses amigos, a nossa gratidão.

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Outros Melhoramentos

Inauguração da Caixa Econômica Federal

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Delegacia Agrícola

A Delegacia Agrícola, cuja sede foi inaugurada em 1978, pelo governador Paulo Egydio Martins, no 163º aniversário de Casa Branca.

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Sede do Banespa

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A Sede do Banespa, inaugurada em 1978, com a presença do Secretário da Fazenda, e “cidadão casa-branquense” Murillo Macedo.

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Inauguração da Agência Banespa em Itobi.

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Prédio da Polícia Rodoviária na Praça Rotatória.

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O prédio que abriga a Polícia Rodoviária, na praça Rotatória. Seu Comando foi transferido para Casa Branca,  graças ao trabalho desenvolvido pelos políticos locais, atendendo o pedido dos próprios policiais rodoviários. Posteriormente também pela política, correu o risco de ser transferido para São João da Boa Vista e sua manutenção em Casa Branca, determinada pelo Governador Paulo Maluf, atendendo o pedido do Prefeito Carmo Aga, foi uma vitória política de Casa Branca.

 

Conjunto Habitacional Nosso Teto

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O Conjunto Habitacional “Nosso Teto” construído com financiamento da Caixa Econômica Estadual, no Bairro São João, destinado a famílias de baixa renda.

As obras de infra-estrutura foram feitas com recursos do município. Naquela época, o número de UPCs destinado às casas eram bem inferiores ao reajuste feito posteriormente pelo BNH. Após esses reajuste, 54 casa populares foram construídas na Venda Branca.

 

Inauguração das novas Instalações da Rádio Difusora de Casa Branca.

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Com a presença do então Governador Paulo Salim Maluf e o cantor Agnaldo Rayol.

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Fato Histórico

Na década de 80 o então Governador Paulo Salim Maluf,  lançou a ideia de instalar a capital na região Central do Estado (mais para Oeste), criando um novo pólo de desenvolvimento nesta região (um pólo para contrabalançar e homogeneizar a população) e Casa Branca estava entre as escolhidas. O Prefeito Carmo Aga junto com as autoridades casa-branquenses se empenharam muito para que Casa Branca fosse a escolhida,  como podemos ver nos jornais da época.

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nova-capital-5Os principais motivos seriam a implantação de uma politica URGENTE de desconcentração populacional e econômica do Estado (do Eixo Ribeirão Preto – Campinas – São Paulo – São José dos Campos), em virtude de problemas futuros de logística e abastecimento dessa região (sistema Billings e Guarapiranga chegando no limite, pressão de consumo sobre o cinturão verde da capital, dificuldades de planejamento logístico (rodo-ferro e aeroviário). Bem a ideia não vingou, e após a Gestão Quércia-Fleury Filho, não houve mais nenhuma discussão sobre o tema.

 

As Finanças Municipais

O Boletim Diário da Tesouraria em 31 de Janeiro de 1983, apresentava em caixa um saldo de Cr$ 11.861.604,00. Aí está incluído o auxílio de 5 milhões de cruzeiros, concedido pela Secretaria de Obras, vinculado às obras de canalização do córrego Espraiado, que recebemos em fins de novembro de 1982.  As obras não puderam ser iniciadas em virtude das fortes chuvas e o dinheiro aplicado no “open”, na agência local do Banespa, para evitar-se a sua desvalorização.

As dívidas existentes na rúbrica “Restos a Pagar”, referentes ao ano de 1982, apresentam um total de Cr$ 24.262.749,00 das quais a dívida maior é para com a Companhia Paulista de Energia Elétrica no valor aproximado de 10 milhões e 500 mil cruzeiros. A verdade é que a Prefeitura jamais pagou pontualmente seus compromissos à concessionária, existindo sempre o atraso de um ano. No entanto a sua Diretoria nunca deixou de atender qualquer solicitação que representasse um benefício a mais para Casa Branca, razão porque somos reconhecidos e gratos à colaboração que sempre recebemos em nossa administração.

Durante o mês de janeiro foram empenhadas despesas no valor de Cr$ 24.085.483,25 por conta das dotações orçamentárias do corrente ano, estando incluídas nessas despesas a folha de pagamento dos funcionários referente ao mês de janeiro, no valor de Cr$ 11.803.861,00 e mais Cr$ 2.952.427,65 referentes a encargos sociais (INPS, FGTS e PASEP).

Essas despesas empenhadas durante janeiro não são “Restos a Pagar”, estando legalmente amparadas pelo orçamento deste ano, cuja previsão é de 420 milhões de cruzeiros e com perspectivas de arrecadar mais, a exemplo do sucedido nos anos anteriores.

Apenas para ilustrar, eis o que a Prefeitura arrecadou nos últimos 6 anos:

Em 1977                                              Cr$ 10.457.912,03

Em 1978                                             Cr$ 18.585.803,54

Em 1979                                             Cr$ 33.384.328,03

Em 1980                                             Cr$ 69.473.854,19

Em 1981                                            Cr$ 140.837.453,40

Em 1982                                           Cr$ 280.982.658,65

Um total de 554 milhões de cruzeiros, no prazo de seis anos, com previsão de arrecadar 420 milhões ou mais somente no corrente ano. Esses números evidenciam a espiral inflacionária que tem vitimado o Brasil e Casa Branca, a exemplo de todos os municípios brasileiros, não poderia ser exceção.

 

Dívidas Consolidadas

Quando assumimos a administração municipal em 1977, encontramos a Prefeitura com diversas dívidas, o que é muito natural tendo em vista que a administração é dinâmica e não pode parar. Além do mais, as dívidas junto ao BNH referente ao FGTS que nunca havia sido pagas, desde a sua implantação. E fizemos outras dívidas, sempre de acordo com a capacidade de endividamento do município.

Apresentamos, a seguir, o quadro das dívidas existentes:

1- Prestações de caminhões “Colecon” de Cr$ 238.003,40 – final 06/83.

2- Prestações de FGTS de Cr$ 300.000,00 por mês – final 06/83.

3- Telesp – Telefones em Lagoa Branca – Cr$ 444.000,00 mensais – final 06/83.

4- Energia Elétrica – prestações de Cr$ 175.451,80 – final 06/84.

5- Usina de Asfalto – prestações de Cr$ 463.758,00 – final 06/84.

6- Iluminação dos bairros – prestações de Cr$ 401.736,91 – final 05/85.

7- Água e esgoto em Venda Branca – prestações de Cr$ 241.857,23 – final 11/85.

8- IAPAS – prestações de Cr$ 11.000,00 e Cr$ 22.000,00 – final 11/86 e 02/88.

9- Estação Rodoviária – prestações de Cr$ 108.553,51 – final 02/90.

10- Estação Rodoviária – prestações de Cr$ 77.301,84 – final 04/91.

11- Casas da CECAP – prestações de Cr$ 19.771,41 – Final 09/97.

12- Casas da CECAP – prestações de Cr$ 156.610,97 – final 02/98.

Devemos acrescentar também a dívida ao INPS, desde o mês de junho do ano passado, cujas prestações mensais de Cr$ 1.319.964,90 não puderam ser recolhidas simplesmente por falta de recursos financeiros.

Entretanto trata-se de dívida que poderá ser parcelada e paga em até 120 prestações mensais, conforme fizemos com as dívidas que encontramos quando assumimos a Prefeitura.

Além desses compromissos, existem duas ações de desapropriação (Fepasa, no bairro do Desterro e Sílvio Antonialli via acesso à Rodoviária) cujos valores finais não foram fixados, e uma ação ordinária de cobrança da firma Strazza & Cândido Ltda., no valor de Cr$ 2.045.379,00 devendo esta ser paga provavelmente com juros e correção monetária.

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Declaração de Bens

No ano de 1977, ao assumir o cargo de Prefeito Municipal de Casa Branca, o ex-prefeito Carmo Aga apresentou a seguinte declaração de bens junto ao Imposto de Renda:

1- Uma casa residencial na Rua Capitão Horta, 471 – Centro- Casa Branca – SP

2- Um apartamento na Rua Luzitana, 1770 – Campinas – SP

3- Um automóvel Brasília , ano de fabricação 1977.394,0

4- Um título de sócio patrimonial da ACCP.

5- Um aparelho telefônico residencial.

6- Jóias diversas de uso pessoal.

7- Depósitos bancários no valor de Cr$ 44.394,00.

8- Uma quarta parte da casa situada na Rua Lafayete de Toledo, 92 – Casa Branca – SP.

Ao deixar o cargo de Prefeito, a 31 de Janeiro de 1983, o patrimônio do ex-Prefeito Carmo Aga, conforme a sua declaração de Imposto de Renda, é a seguinte:

1- Uma casa residencial na Rua Capitão Horta, 471 – Centro- Casa Branca – SP

2- Um apartamento na Rua Luzitana, 1770 – Campinas – SP

3- Um automóvel Passat- TS ano de fabricação 1981.

4- Um título de sócio patrimonial da ACCP.

5- Um aparelho telefônico residencial.

6- Jóias diversas de uso pessoal.

7- Depósitos bancários no valor de Cr$ 131.740,38.

8- Uma casa residencial na Rua André Pio, 465, adquirida com financiamento do IPESP para pagar em 15 anos.

O ex-Prefeito Carmo Aga reassumiu o seu cargo de Delegado de Polícia, em Casa Branca, no dia 10 de fevereiro de 1983.

 

Funcionalismo

Ao início da nossa administração, o funcionalismo municipal estava com seus vencimentos atrasados em três meses, sendo o salário inicial de Cr$ 810,00 e o final de Cr$ 2.400,00 em janeiro de 1977. Procuramos, a cada ano, conceder reajustes pelo menos equivalentes aos índices inflacionários até que o Governo Federal implantou a política salarial de reajustes semestrais, medida também adotada em Casa Branca, cuja a Prefeitura foi uma das primeiras a acompanhar essa política dentre os municípios paulistas. Através da Lei. nº 1027 de 15 de janeiro de 1980, os servidores municipais passaram a ter seus vencimentos reajustados semestralmente.

Atualmente, o menor salário na municipalidade é de Cr$ 36.342,00 e o maior é de Cr$ 96.911,00 sem outros acréscimos legais a que têm direito, entre os quais adicional por tempo de serviço e salário-família ou a sexta-parte dos vencimentos. Também os qüinqüênios foram atualizados adotando-se o mesmo critério do Governo Estadual, além de 1/3 das férias paga em dinheiro, sempre com esses compromissos em dia, da mesma forma que licenças-prêmios em pecúnia.

 

Despedida a Carmo Aga

Os servidores públicos municipais ofereceram ao ex-Prefeito valiosa lembrança, acompanhada de um cartão com os seguintes dizeres:

“Ao querido Prefeito Carmo Aga, com quem temos seis anos de convívio, menos sob chefia do que sob companheirismo, compreensão e amizade, gratos, oferecemos, em reconhecimento pela sua natural e firme liderança, importância do trabalho realizado e, sobretudo, pela cordialidade e humanismo, sábias constantes de sua personalidade, com que sempre valorizou tanto aos munícipes como a nós, funcionários. Atenciosamente. Casa Branca, 31 de janeiro de 1983.

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“Quem dera Casa Branca voltasse a ter um Prefeito como Carmo Aga”.

Um grande abraço.

Maria Clara

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Homenagem a Carmo Aga – 3º parte – Prestação de Contas da sua Gestão como Prefeito de Casa Branca

Continuando com a Prestação de Contas da Gestão Carmo Aga em Casa Branca, hoje falaremos de Educação, Saúde, Cultura, Esportes, Assistência Social , Pavimentação, Urbanização e Iluminação.

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Educação – Saúde – Cultura

Educação, Saúde, Cultura, Esporte e Turismo são áreas de atividades integrantes da vida da comunidade. Em todas elas a Prefeitura esteve presente, apoiando todas as iniciativas e colaborando financeiramente para o sucesso dos eventos realizados.

Na área da Educação, ensino do primeiro grau, o município é obrigado, por força de dispositivo constitucional, a ampliar 20% da receita tributária municipal e Casa Branca, nesse particular, teve atuação destacada aplicando,  em 1981, nada menos que 35,74% no ano de 1982 a parcela de 33,42% evidenciando, assim, a preocupação com esse importante setor.

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Câmara Municipal em 2016

Antiga Biblioteca hoje Câmara Municipal

Incluindo o funcionamento das escolas municipais, transporte de alunos e passes escolares, foram gastos, em 6 anos, a importância de CR$ 43.654.140,00 sem se falar na Merenda Escolar, importante programa de atendimento aos escolares, onde a Prefeitura gastou CR$ 20.427.832,00.

Concursos de redação foram instituídos pela Municipalidade junto aos alunos dos nossos estabelecimento de ensino, sendo distribuídos prêmios em cadernetas de poupança aos melhores trabalhos.

Com a ajuda do Governo Estadual, através da CONESP, e aqui ficam registrados os melhores agradecimentos ao ex-presidente Mithuo Minami, todos os prédios escolares de Casa Branca foram reformados, com a aplicação de verbas que soma CR$ 21.628.300,00 e convênios com as Associações de Pais e Mestre no valor de CR$  2.412.635,00.

Inauguração do P.A.S. Lagoa Branca - Osnilda Paiva Aga e Célia Araujo

Inauguração do P.A.S. Lagoa Branca – Osnilda Paiva Aga e Célia Araujo

No setor de Saúde Pública a Prefeitura construiu o prédio do P.A.S. em Lagoa Branca, ali mantendo duas funcionárias municipais e uma servidora estadual, com atendimento médico às terças e sextas feiras.  Instalou novo e moderno gabinete dentário na EEPG “Lauro Araujo” e contratou profissional competente posteriormente contrato pela Secretaria da Educação. Um outro gabinete dentário foi instalado no distrito de Venda Branca, doação do Ministro Murillo Macedo ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Casa Branca e, recentemente o Governo do Estado fez doação de novo e moderno gabinete para ser instalado na EEPG Agrupada de Venda Branca.

Promovemos a vinda do Projeto OICO à nossa cidade para assistência médica e odontológica à população carente e participamos ativamente de vacinação anti-pólio promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde, além de prestar sempre toda a colaboração solicitada pelos órgãos de saúde pública que funcionam no município.

O Estado, por sua vez, procedeu a reformas do Centro de Saúde e no Centro de reabilitação, gastando a importância total de CR$ 11.704.525,00.

A Santa Casa local mereceu especial atenção da administração Carmo Aga e, dentro das possibilidades financeiras, foi agraciada com uma subvenção mensal, nunca deixando de ser atendida em outras solicitações encaminhadas à Municipalidade.

As atividades culturais mereceram também especial atenção durante a nossa administração. Conseguimos a construção do prédio próprio destinado à Biblioteca Municipal “Padre Santana” e “Sinhá Patonja”, com recursos dados a Casa Branca pelo deputado Federal Cunha Bueno, então Secretário do Estado da Cultura.

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Apoiamos e ajudamos financeiramente na realização de diversos eventos culturais, podendo destacar o trabalho da Professora Amélia Franzolin Trevisan ( Os Ilhéus); Noite de Autógrafos no Clube Casa Branca, palestras; Banda Infanto-Juvenil; Coral Casa Branca, Festival da Música Popular; Festival da Música Sertaneja, oficialização do Salão de Artes Plásticas no CPP; Núcleo dos Orquidófilos; Feiras “Arte da Casa”, ajuda aos grupos dos teatrais amadores; a  adoção oficial da Bandeira e Brazão de Casa Branca do nosso escritor Ganymedes José; participação nos eventos cívicos, entre os quais lembramos o Cinquentenário da Revolução de 1932 comemorado no dia 23 de maio de 1982; as festividades do Dia do Trabalhador (1º de maio); 7 de setembro; Aniversário da Cidade; shows artísticos na praça principal; Dia da Criança; Natal Comunitário; sessões cinematográficas gratuitas; Bailes das Debutantes;

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Participação de Casa Branca no Concurso Miss São Paulo; Festa-Baile do Canal 2; efetiva participação nas homenagens prestadas a ilustres casa-branquenses (títulos de cidadania) entre os quais mencionamos Dorotheo Barbosa, Irmão Roberto, Dona Palmira Marchi, Desembargador Flávio Torres, Francisco Xavier, Ministro Murillo Macedo, Deputado Cunha Bueno; Dr. Lauro Paiva Restiffe e Dr. Flávio Boretti; outras festividades em que Casa Branca prestou homenagem aos ex-Governadores Paulo Egydio Martins e Paulo Maluf, aos desembargadores Francisco Thomaz de Carvalho Filho e Young Costa Manso, ao casa-branquense Guilherme Afif Domingos, então Secretário da Agricultura e a tantos outros que ajudaram a construir a grandeza de Casa Branca.

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Esportes – Assistência Social

Na área esportiva, apoiamos e promovemos campeonatos municipais de futebol de salão, participando também de certames da Liga Riopardense de Futebol. Casa Branca esteve presente todos os anos nos Jogos Regionais da Zona Leste e nos Jogos Abertos do Interior. A Prefeitura colaborou na realização das Olimpíadas da ACCPE, que foram oficializadas pela Municipalidade e distribuiu grande quantidade de troféus, medalhas e material esportivos a todos clubes locais.

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Promovemos, em 77 e 82, os Campeonatos Brasileiros de Pára-quedismo e apresentações da Esquadrilha da Fumaça e dos Carros de Combate do 2º RCC quando do aniversário da cidade.

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Demos continuidade, coma auxílios financeiros concedidos pela Secretaria de Esportes e Turismo, à construção da Quadra Coberta Municipal, para cuja conclusão faltam apenas o piso e o sistema de iluminação.

Ginásio do Esporte

A divisão de Desenvolvimento Social abrange áreas da Assistência Social e do Serviço de Educação e Cultura do Município e foi dirigido durante seis anos pela Professora Osnilda Paiva Aga muito bem secundada pela sua equipe de funcionários e Voluntárias.

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Ênfase especial foi dada ao setor da promoção humana com o funcionamento dos Clubes de Mães, nos bairros, e do Clube de Gestantes e Nutrizes, trabalho esse que já se estendeu até Lagoa Branca, com a participação das Voluntárias e das clubistas, envolvendo orientação sobre educação de base aulas práticas de corte e costura, bordados, pintura, crochê e outras atividades afins.

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Anualmente foi  realizada a Feira “Arte da Casa”, uma maneira encontrada para prestigiar os nossos artesãos e uma forma elogiável de arrecadar fundos para as entidades.

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Na área da Assistência Social, cujos serviços contam também com a colaboração da L.B.A., a principal preocupação foi prestar completo atendimento a todos que dela necessitaram, entre quais podemos mencionar, viagens a Campinas, Ribeirão Preto e São Paulo, ou outras cidades, gratuitamente, nas ambulâncias existentes; fornecimento de medicamentos e atendimento no ambulatório médico; aplicação de injeções, realização de curativos, receitas médicas; exames de laboratório; passagens para migrantes; registros de nascimentos; fotos para documentos; fornecimento de alimento às famílias registradas, fornecimento também de refeições diárias aos trabalhadores municipais mais carentes e cujos custos puderam ser reduzidos porque foi formada uma horta para esse fim.

Assistencia Social

Por ocasião do Natal são distribuídas Cestas de Natal aos mais carentes e brinquedos para os filhos e o Grupo de Promoção Humana e a Assistência Social  promovem o Natal Comunitário com a participação das clubistas, havendo autêntica confraternização e troca de presentes, apresentação de números musicais e representações teatrais sobre o significado do Natal.

Um trabalho realmente valioso desenvolvido pelas Voluntárias e que serve como estímulo revitalizante no dia-a-dia com as pessoas mais necessitadas que vivem no nosso município.

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A Prefeitura Municipal além de prestar esse atendimento nunca deixou de dar seu total apoio às entidades beneficentes de Casa Branca, através de subvenções concedidas que foram solicitadas, tendo gasto, nesse atendimento justo e humanitário, pouco mais de 5 milhões de cruzeiros.

 

Urbanização – Iluminação – Pavimentação

Outro setor que sempre exigiu cuidados permanentes da administração esta relacionado a limpeza e manutenção das nossas ruas, praças e logradouros públicos, cujos serviços poderiam ser mais eficientes se contassem com a espontânea colaboração do próprio povo casa-branquense na fiscalização contra a minoria irresponsável, que ainda existe e que parece ignorar o esforço realizado pela maioria para que Casa Branca possa apresentar sempre um aspecto mais agradável àqueles que nos visitam e para nós mesmos.

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Aspectos atuais do Cemitério Municipal, fica registrado o agradecimento ao ex-prefeito Carlos dos Santos Bastos por ele ter remodelado o cemitério

Aspectos atuais do Cemitério Municipal, e da Praça João XXIII, ficando aqui registrado o agradecimento ao ex-prefeito Carlos dos Santos Bastos por ele ter remodelado o cemitério.

 

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Nos dias de hoje, ou seja, ano de 2016, o Cemitério Municipal de Casa Branca, esta completamente largado e abandonado, os caminhos entre os túmulos totalmente destruídos, o que resta em bom estado é só o caminho principal,  como vocês podem ver nas fotos.

Também o sistema de iluminação pública, principalmente dos bairros, estava a reclamar providências imediatas da administração.

Estudos técnicos foram por nós solicitados à Cia. Paulista de Energia Elétrica e os resultados foram a apresentados aos Vereadores em sessão da Câmara Municipal, quando toda a Diretoria da empresa, inclusive o seu presidente Dr. Carlos Eduardo Moreira Ferreira viajou até Casa Branca considerando-se a importância do plano que se pretendia executar, além dos elevados custos para tão importante melhoramento público.

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O plano dividiu nossa cidade em três zonas: periferia, secundária e central, existindo concordância geral no sentido de se dar prioridades às ruas dos bairros, desprovido de iluminação adequada e não condizentes com o progresso de Casa Branca.

Partimos para o sistema de padronização da iluminação nos bairros, sendo instaladas nada menos 840 luminárias modernas, com lâmpadas da vapor de mercúrio de 125 watts, importando num financiamento de 6 milhões de cruzeiros junto da Caixa Econômica Estadual.

As luminárias completas que faltavam para a colocação nas ruas da Vila Diniz, já se encontram no almoxarifado da Prefeitura e pagas, devendo ser providenciada a sua instalação pela atual administração.

av dorotheoAs principais praças da cidade, que também necessitavam melhor iluminação, foram beneficiadas e entre elas podemos mencionar a Praça Dr. Carvalho, Praça Barão do Rio Pardo e Praça Dr. Antonio Barretos.

Os distritos de Venda Branca e Lagoa Branca também receberam nova iluminação, a vapor de mercúrio, com luminárias que foram doadas pela Secretaria do Interior, existindo ainda 30 luminárias na sub-prefeitura de Lagoa Branca para serem instaladas.

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No setor de pavimentação asfáltica, Casa Branca foi atendida razoavelmente na administração Carmo Aga, pela Prefeitura diretamente ou pela Companhia Casa Branca de Melhoramentos. Qualquer prefeito gostaria de pavimentar todas as vias públicas, principalmente dos bairros da cidade, porém existem limitações de ordem financeira apesar de ser quase certo e retorno do investimento que se faz, tendo em vista o pagamento a ser feito pelos proprietários.

A Câmara Municipal apoio as iniciativas adotadas para esse setor, dando-nos a legislação necessária para implantação do Plano Comunitário e autorizando qualquer empreiteira a executar pavimentação asfáltica mediante entendimento direto com os proprietários.

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Essas medidas visavam exclusivamente à dinamização do plano de pavimentação que se desejava implantar, porém a idéia não vingou.

Da mesma forma, os vereadores aprovaram, por unanimidade, quando a Prefeitura assumiu o controle acionário da Companhia Casa Branca de Melhoramentos, ficando detentora que 51% do capital da empresa, podendo esta proporcionar maior agilização também no campo da pavimentação asfáltica, através de financiamentos diretos do Banespa aos proprietários interessados no prazo de até 15 meses, sendo certo que à Cia. Casa Branca caberia a taxa de 10% sobre o valor das empreiteiras. Transação que julgamos vantajosa para os proprietários mesmo pagando a taxa de 10%  à Cia Casa Branca, ao invés de pagar a taxa de 20% se o mesmo financiamento fosse feito através da Prefeitura. As críticas recebidas geralmente partiam de pessoas mal informadas. Tanto a Caixa Econômica como o Banespa, caso fosse a Prefeitura a tomadora do financiamento, obrigavam a Prefeitura a pagar o reajuste da correção monetária, além dos juros normais.

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Basta dizer que o prefeito que nos antecedeu efetuou financiamento de CR$ 936.000,00 para asfaltar a Rua Celina Soares, Rua São Paulo e outras, no prazo de três anos, empréstimo esse que custou mais de três milhões de cruzeiros por causa da correção monetária que os cofres públicos tiveram que pagar.

Com todas as críticas formuladas à Cia. Casa Branca, ainda julgamos que foi excelente negócio financeiro para a Municipalidade quando assumiu o controle acionário da empresa. Para isso, tivemos que gastar apenas 916 mil cruzeiros, mas, em compensação, metade e mais um por cento do prédio do Cine Casa Branca e do terreno ao lado do Correio passaram a pertencer à Prefeitura. É o caso de perguntar-se quanto vale atualmente esses imóveis.

monteiro e menezello

Então, com todas as dificuldades encontradas, foi possível realizar a pavimentação asfáltica das seguintes vias públicas: João Bacci, Marechal Deodoro, Fernando Musa, Lúcio Leonel, Pedro Dutra, Duque de Caxias, Vila Santa Maria, Silvio Furlani, São Bento, Santo Antonio, dos Mineiros, Ibsen Costa Manso, Alfredo Paulo Azevedo, Moacyr Troncoso Peres (Jardim Paulista), Família Sasso, Tenente Carvalhinho, Dr. Mário Muller, Av. Capacete de Aço, Praça João XXIII, Rua dos Villela, travessa Santo Antonio e da Narciso da Silva Marques.

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Não podemos esquecer da pavimentação parcial da Avenida Dr. Francisco Nogueira de Lima, cuja concorrência, no valor de 7 milhões e 200 mil cruzeiros, previa esses melhoramento até defronte a Estação Nova da Fepasa. A parte executada custou à Prefeitura a importância de 3 milhões e 600 mil cruzeiros, dos quais 1 milhão foram dados pelo Secretário do Interior,  Deputado Arthur Alves Pinto., que também concedeu auxílio de 700 mil cruzeiros para as galerias de águas pluviais da Rua Duque de Caxias.

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Seis ponte foram construídas sobre os córregos Frutuoso e Espraiado com auxílios recebidos da Defesa Civil e Secretaria de Obras e Meio Ambiente do Governo do Estado de São Paulo.

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Finalmente, devemos falar do recapeamento da Av. José Beni e da construção da segunda pista na entrada da cidade e principalmente da Av. Dorotheu Barbosa, recentemente inaugurada e que veio resolver um dos mais antigos problemas viários da cidade.

Foram obras realizadas com recursos do Governo do Estado e da Prefeitura e nesse particular cabe um agradecimento ao Superintendente do DER Engº Francisco Carlos Savaglia Drigo, a quem ficamos devendo esses importantes melhoramentos.

Por hoje é só. Aproveitem a viagem no tempo para relembrar como Casa Branca tinha “vida” nessa época.

Abraços,

Maria Clara

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Homenagem a Carmo Aga – 2º parte – Prestação de Contas da sua Gestão como Prefeito de Casa Branca

Dia da Posse do Prefeito Carmo Aga

Dia da Posse do Prefeito Carmo Aga

 

novo governo

 

Na minha última visita que fiz a Casa Branca em Janeiro/16, consegui com Rosana Aga,  um “Jornal  de Edição Especial”, em que seu pai,  o ex-prefeito, Sr. Carmo Aga,   presta contas aos cidadãos Casa-branquenses de todas as obras, benfeitorias e a finanças do município em sua gestão. Devido alguns contratempos que tive, só agora estou conseguindo postar a sequência dessa homenagem para que os Casa-branqueses recordem dessa época e para que os mais jovens conheçam sua história.

 

Capa

Aos Casa-branquenses

A finalidade desta edição especial é a de fazer uma prestação de contas da administração iniciada em 1º de fevereiro de 1977 e  encerrada a 31 de janeiro de 1983.

As primeiras palavras são de agradecimento ao povo de Casa Branca, razão principal do nosso trabalho, que nunca nos faltou com o seu apoio e colaboração. Agradecimento que estendemos às autoridades constituídas no município, aos dedicados servidores municipais, aos senhores vereadores e à professora Conceição David de Souza, digníssima vice-prefeita.

 

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Agradecimento especial à minha mulher Osnilda Paiva Aga, e às suas valorosas Voluntárias, pelo excelente trabalho desenvolvido na Assistência Social e no campo da Promoção Humana.

carmo e osnilda

Foram seis anos de trabalho intenso, esbarrando sempre na falta de maiores recursos financeiros para atender às justas aspirações do povo  casa-branquense, principalmente das camadas menos favorecidas, que habitam na periferia e que mais necessitam da atenção do Poder Público.

Dentro das limitações financeiras de Casa Branca, julgamos que foi feito o possível, com a correta aplicação dos recursos disponíveis. Nenhum município brasileiro tem condições, hoje, de realizar os investimentos necessários para um melhor padrão de vida dos seus munícipes, enquanto não houver uma reforma tributária destinada a fortalecer as combalidas finanças municipais.

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Em consequência da política econômica vigente no País, os prefeitos são obrigados a viajar constantemente, mendigando auxílios junto às autoridades estaduais. Vivem pedindo o que por direito pertence aos municípios. Estes formam a base de sustentação do País. Nascemos, vivemos e morremos no Município. No entanto, de cada 100 cruzeiros (moeda da época) que a Prefeitura arrecada, apenas 7 cruzeiros permanecem no Município. Algum dia, se Deus quiser, as autoridades responsáveis haverão de entender que, fortalecendo os municípios, Estados e o Brasil serão mais forte ainda (estamos em 2016 e até hoje nada mudou, ou seja, estamos com um bando de ladrões roubando o País). É bastante fácil, portanto entender porque nem sempre a Prefeitura pode realizar as obras reclamadas pela comunidade.

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Em Casa Branca, para a execução de uma obra de custo mais elevado, somos obrigados a recorrer a financiamentos. Assim aconteceu com a infra-instrutura das casas do CECAP, no bairro São João; com as casas do Nosso Teto, na Venda Branca; com a padronização da moderna iluminação pública instalada nos bairros; com a construção da Estação Rodoviária; com a aquisição de caminhões, a usina de asfalto e máquina de fabricar guias e sarjetas.

As administrações locais sempre enfrentaram diversos desafios, o principal deles relacionado com o sistema de abastecimento de água, notadamente nos bairros. É um problema que parece estar superado para os próximos anos, faltando ainda a construção de nova casa de máquinas, junto ao manancial, e a substituição dos motores e bombas, o que permitirá aumentar de 30 para 80 litros por segundo o fornecimento do precioso líquido, através da E.T.A. que foi reformada e ampliada, ali se instalando moderno sistema de tratamento. Ao mesmo tempo, construímos dois sistemas autônomos de abastecimento, para os bairros São João e adjacências e bairro do Desterro, além da colocação de nova adutora, de ferro fundido, diâmetro de 10 polegadas, com extensão de 1.100 metros.

Ainda recentemente, recebemos do Governo do Estado equipamentos parcial para implantação do sistema de fluoretação da água consumida pelo povo, o que irá melhorar ainda mais a sua qualidade.

A construção de redes de esgotos também mereceu especial atenção, considerando-se a importância da saúde pública. Há que se destacar a construção, com auxílio direto do Governo do Estado (DAEE) das duas lagoas (anaeróbia e facultativa) para tratamento dos esgotos da Vila Industrial, sendo Casa Branca a primeira cidade desta região a contar com esse sistema de tratamento. A realização dessa obra foi necessária, tendo em vista acórdão do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado em ação movida por dois contribuintes ao tempo da administração que nos antecedeu. Obra que custou mais de três milhões de cruzeiros aos cofres municipais.

Galeria de águas pluviais também foram construídas, para solução de graves problemas urbanos, podendo-se falar das diversas ruas do bairro São João, Conjunto Habitacional da Cecap, Avenida da Saudade, Rua Justino de Castro, Rua Duque de Caxias, Rua Pedro Dutra, Rua Napoleão Sasso, Rua Fernando Musa e Jardim Eldorado (linha dupla com tubos de 0,80). Para se ter idéia do custo dessas galerias, basta dizer que cada tubo de 0,80 custa atualmente ao redor de cinco mil cruzeiros.

Importantes melhoramentos foram conquistados para nossa cidade, Lagoa Branca e Venda Branca, principalmente com recursos dos governos estadual e federal. Algumas obras foram concluídas e outras ainda estão em andamento, dentre as quais podemos mencionar a Estação Rodoviária, Ginásio de Esportes, Centro Comunitário, Serviço de Água nas casas populares e escola de Venda Branca e o novo pátio da Municipalidade. A nossa Administração procurou estar presente em todos os setores públicos, atuando nas áreas de saneamento básico, educação, saúde, iluminação pública, transporte de alunos, pavimentação, urbanização, cultura, lazer, esportes, merenda escolar, assistência social, renovação e manutenção da frota municipal, aquisição de equipamentos, festividades tradicionais, eventos cívicos e tantos outros, jamais se omitindo da defesa dos mais legítimos interesses de Casa Branca, orgulhosamente classificada pela revista “Dirigente Municipal” no honroso 54º lugar entre os 500 municípios brasileiros que mais se desenvolveram durante o ano de 1982. (Em 2013 Casa Branca ocupa o 358º lugar no território nacional e 161º lugar no território estadual pelo índice FIRJAN)

entre os 500

Os dados estatísticos e os números constantes da presente prestação de contas jamais poderão ser contestadas porque expressam a verdade, encontrando-se arquivadas na Divisão de Finanças da Municipalidade.

Existiu sempre, ao longo de seis anos, a permanente preocupação de tentar resolver os principais problemas da cidade e julgamos existir  um saldo positivo no trabalho desenvolvido com a ajuda dos casa-branqueses.

A seguir mostraremos parte do trabalho realizado.

Casa Branca, Março de 1983  – Carmo Aga

 

Casa Branca – Estado – União

Durante 6 anos da nossa administração, foi perfeito o entrosamento do município com as autoridades estaduais e federais, visando a conquista de auxílios financeiros ou a realizações de obras de importância para a comunidade casa-branquense. Desenvolvemos uma luta permanente na obtenção de maiores recursos e no atendimento de diversas reivindicações. Grande parte desse trabalho apresentou resultados positivos; mais não foi possível porque, além de Casa Branca , existem mais 571 municípios em nosso Estado reclamando também a presença do Governo através da execução de obras, rodovias ou dinheiro a fundo perdido.

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Prefeito Carmo Aga com sua equipe e o  Governador Paulo Maluf – Acervo Marco César Aga

 

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Acervo Marco César Aga

Prefeito Carmo Aga com o Governador Paulo Egydio Martins e o Presidente  João Baptista Figueiredo – Acervo Marco César Aga

Durante o ano de 1981, recebemos do Governo Paulo Maluf a fundo perdido auxílio no total de CR$ 8.093,233,00. Em 1982, durante o governo de José Maria Marin recebemos CR$ 24.351.509,00 e do Governo Federal auxílios no valor de CR$ 6.000.000,00. No ano passado, uma média de CR$ 2.500.000,00 por mês, como ajuda às finanças municipais.

prefeito Carmo Aga, governador José Maria Marin e Marco Antonio Aga - Acervo Marco César Aga

Prefeito Carmo Aga, governador José Maria Marin e Marco Antonio Aga – Acervo Marco César Aga

Durante 6 anos, a construção de diversas obras, pelo Governo do Estado, entre quais podemos mencionar o prédio da Delegacia Agrícola;  a praça rotatória na saída para Aguaí e Palmeiras; o prédio do Banespa; a construção de pontes; a Quadra Coberta; o Monumento aos Heróis de 32; o  início do Centro Comunitário; o asfalto de Lagoa Branca; o recapeamento da Avenida José Beni; a reforma do Museu”Visconde de Taunay”; reformas no Centro de Reabilitação e Centro de Saúde; construção do prédio da Biblioteca; recapeamento das rodovias Casa Branca-Aguaí e Casa Branca-Mococa; a manutenção do Comando da Polícia Rodoviária em nossa cidade; doação de veículos usados ao Lar Esperança, Assistência Social, Prefeitura Municipal, Asilo de Inválidos e Grupo Socorrista ¨Fabiano de Cristo¨; auxílios da ARE e Patrulha Rodoviária para a conservação de estradas municipais; limpeza e retificação dos córregos Espraiado e Frutuoso;  elaboração de projeto completo para a conclusão dessa canalização; manutenção dos programas Plimec, Pró-nutri e Pró-idoso, doação de materiais para escolas estaduais e municipais; instalação da agência local da Caixa Econômica Federal, cujo trabalho inicial foi desenvolvido pelo ex-prefeito Ary Marcondes do Amaral e outros importantes melhoramentos concedidos a Casa Branca pelo Governo do Estado de São Paulo.

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As citações referidas acima representaram investimentos acima de 318 milhões de Cruzeiros somente nos últimos 4 anos do Governo do Estado, que concedeu em auxílios ou subvenções, às entidades assistenciais e hospitalares  de Casa Branca.

Além dessa atuação do Estado de São Paulo em Casa Branca , através das suas diversas Secretarias, foram concedidas à Prefeitura pelo Banespa e Caixa Econômica Federal, financiamentos no valor total de CR$ 26.813.736,00 para amortização em 3 ou 10 anos e destinados a obras de infraestrutura ou aquisição de veículos e equipamentos.

Houve ainda o financiamento para a construção das casas do ¨Nosso Teto¨no Bairro São João e Venda Branca no valor de 24.480UPCs.

Reforma Administrativa

Logo ao início da nossa administração, com o concurso de técnicos do CEPAM (Fundação Prefeito Faria Lima) promovemos a reforma administrativa com a competente legislação aprovada pela Câmara Municipal. Da mesma forma. também com apoio dos Vereadores, foi aprovado o Código Tributário Municipal, nos moldes propostos pela Secretaria de Economia e Finanças do Ministério da Fazenda, tratando-se de código padrão a todos os municípios que passaram a integrar o Projeto CIATA e cujos trabalhos passaram a ser efetuados pelo SERPRO  (Serviço Federal de Processamento de Dados).

Houve também, como consequência desse convênio o recadastramento imobiliário, atualizando-se os valores de todos os imóveis (prédios e terrenos) existentes em Casa Branca.

 

Quadra Coberta, Centro Comunitário e Estação Rodoviária

Sobre a construção dessas três obras é necessário algum esclarecimento à opinião pública casa-branquense, principalmente a uma maioria que só sabe criticar sem conhecer a fundo os problemas e principalmente a origem dos recursos.

A Quadra Coberta foi iniciada na administração anterior à nossa com um auxílio de CR$ 300.000,00 , ainda no Governo de Paulo Egydio Martins, sendo o Secretário de Esportes e Turismo o Deputado Ruy Silva.

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Quando assumimos o cargo de prefeito, existiam outras prioridades, notadamente os serviços de água e esgoto por fazer, razão porque elegemos os setor de Saneamento Básico como principal objetivo a ser alcançado. Dessa forma, somente quando o Estado concedia algum auxílio é que as obras da Quadra Coberta eram reiniciadas, as quais se encontram na última etapa. Recebemos auxílio também do Secretário Ruy Silva e de seus sucessores Francisco Rossi e Abdo Antonio Hadade, que possibilitaram erguer a Quadra Coberta, fechá-la, construir arquibancadas, vestiários femininos  e masculinos. Para seu término, resta apenas o piso final e sua iluminação.

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O Centro Comunitário, projetado para 900 metros de área construída, mediante convênio com a Secretaria da Promoção Social, recebeu 1 milhão e 300 mil cruzeiros no prazo de três anos, cujos recursos foram suficientes apenas para fundações e alicerces e mais a estrutura metálica para a cobertura. A Prefeitura, também em razão de outras prioridades, não teve sobra de dinheiro em caixa para dar prosseguimento às obras.

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Quanto à Estação Rodoviária, que pretendíamos entregar ao uso dos casa-branqueses antes do término do nosso mandado, encontra-se praticamente concluída quanto ao prédio em si. Para a sua construção, houve financiamento de 4 milhões de cruzeiros junto a Caixa Econômica do Estado, para ser amortizada no prazo de 10 anos. Recebemos, como auxílio, 3 milhões de cruzeiros do Ministério do Transportes e 5 milhões de cruzeiros do DER, além de investir na obra também recursos municipais.

O auxílio do DER somente foi entregue no dia 20 de dezembro de 1982, sem tempo útil para terminar as obras, que também foram prejudicadas pelas incessante chuvas, Entretanto, o principal já esta feito. As ruas laterais serão urbanizados com guias e sarjetas, já adquiridas e pagas, da mesma forma que os paralelepípedos para seu calçamento foram comprados e pagos. As galerias que necessitavam ser construídas já foram durante a nossa administração.

Para atual administração restará executar a pavimentação da avenida que foi aberta, de acesso à Rodoviária, mas para tais despesas existe verba de 5 milhões de cruzeiros no orçamento deste ano.

A Estação Rodoviária, além de necessária ao povo casa-branquense, e cuja localização implicara na retirada dos ônibus das ruas centrais da cidade, é uma obra com retorno de investimento assegurado aos cofres municipais para pagar as prestações mensais à Caixa Econômica.

Levantamento recente apresentou uma média diária de 600 passageiros que embarcaram em Casa Branca; cada um pagando uma taxa de embarque de vinte cruzeiros dará uma arrecadação diária de 12 mil cruzeiros que garantirá 360 mil cruzeiros por mês. Isso sem falar na renda que a Prefeitura receberá com o aluguel dos boxes, além do bar e restaurante. Quer dizer que a Estação Rodoviária, funcionando, proporcionará uma arrecadação mensal mínima de 400 mil cruzeiros aos cofres municipais, suficiente para pagar a Caixa Econômica.

Outra vantagem é que o prédio onde funcionava a antiga Rodoviária poderá ser aproveitado para instalações dos serviços que funcionam defronte a Câmara Municipal, cujo aluguel deixara de ser pago, representando mais uma economia aos cofres municipais.

O que se deve levar em conta é que essas obras foram iniciadas  e deverão ser concluídas, a curto ou médio prazo.

Para a construção de obras públicas apenas a boa vontade não é suficiente. E críticas só atrapalham.

Água – Esgoto- Galerias

Assunto sempre preocupante para qualquer administração responsável é o que se relaciona com os problemas de abastecimento de água pluviais, porque estão diretamente relacionados com a saúde do povo.

Durante seis anos de administração, o que mais fizemos em Casa Branca foi cuidar desse angustiante problema, com investimentos da ordem de Cr$ 74.601.034,92 somente nesse setor. E podemos afirmar que ainda restam obras complementares que não puderam ser executadas porque faltaram recursos financeiros, nas quais deverão ser realizadas pelas futuras administrações.

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Também nessa importante área do município não se pode contar com outros recursos a não ser com receitas próprias porque a legislação assim não o permite. Quando o Governo Federal instituiu a PLANASA (Plano Nacional de Saneamento) nenhuma alternativa restou ao município. Entregar os serviços à Sabesp ou executar as obras por conta própria, porque não existe auxílio e nem financiamento para resolver tais problemas.

O total de dinheiro investido em serviços de água e esgoto corresponde quase à arrecadação total da Prefeitura nos anos de 77, 78, 79 e 80 e se trata exclusivamente de dinheiro do povo casa-branquense.

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Além da cidade, que teve o seu sistema de abastecimento normalizado, os locais mais beneficiados foram o bairro São João, Jardim América, Macaúba, Jardim Europa, Coesa, Cecap, Nosso Teto, Jardim do Horto, Parque São Paulo, Vila São Bernardo, Vila Santa Cecília, Vila Diniz, Senhor Menino, Bairro do Desterro e Vila Santa Maria.

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A Estação de Tratamento passou por reforma e ampliação e nela oi instalado sistema dos mais modernos para tratamento da água servida à população.  Ainda recentemente, através do D.A.E.(Departamento de Assistência ao Escolar) a Prefeitura recebeu a primeira parte dos equipamentos destinados à fluoretação da água, pretendo-se com isso melhorar ainda mais a qualidade do precioso líquido.

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Da mesma forma  munícipes de Lagoa Branca e Venda Branca mereceram especial atenção nesse setor, porque ali a Prefeitura tratou da construção de poços semi-artesianos para melhorar o abastecimentos de água, sendo certo que em Venda Branca os serviços já foram concluídos e em Lagoa Branca encontra-se ainda em andamento.

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No setor de construção de redes de esgotos, à prefeitura conseguiu resolver antigos problemas, porém outros bairros ainda estão a reclamar esse importante melhoramento público. Trata-se de serviços que exigem investimentos elevados e nem sempre existem recursos disponíveis.

Durante a nossa administração foi possível atender aos moradores da Cecap , do Nosso Teto, da Vila Diniz, do Jardim América, do Jardim Alvorada e deixamos em andamento as obras da Vila Industrial.

O esgoto da Vila Industrial merece um capítulo à parte tendo em vista a ação judicial movida contra a municipalidade, ainda no tempo do nosso antecessor, por dois contribuintes, e que provocou a condenação da Prefeitura, que se viu proibida de fazer qualquer nova ligação no antigo emissário que servia às casa da Vila Industrial.

Graças ao auxílio conseguido junto ao Governo do Estado, engenheiros do DAEE, regional de Ribeirão Preto, elaboraram projeto para solução do problema e Casa Branca possui atualmente um sistema de tratamento de esgoto mediante a construção de duas lagoas (anaeróbias e facultativa) nas proximidades do Campo de Aviação.

lagoas

As lagoas estão em pleno funcionamento e todas as manilhas necessárias à construção das redes de esgotos nas ruas restantes da Vila Industrial já foram adquiridas ao custo total de 1 milhão e 300 mil cruzeiros, material esse que se encontra depositado no novo pátio da Municipalidade.

Apoio a Lagoa Branca

O distrito de Lagoa Branca sempre mereceu especial atenção na Administração Carmo Aga e mais não foi realizado para atender as lagoenses exclusivamente pela dificuldade de sempre que foi a falta de recursos financeiros. Mas, em seis anos, diversos melhoramentos puderam ser executados, aqui estando relacionados os principais:

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1- Pavimentação asfáltica do acesso à SP-340 até defronte a estação Fepasa;

2- Construção de reservatório elevado de 120 mil litros;

3- Construção do P.A.S. para atendimento médico à população;

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4- Instalação de Parque infantil na Praça da República;

5- Reforma e ampliação da EEPG “Lauro de Araujo”;

6- instalação de bibliotecas e de gabinete dentário para os escolares e contratação de dentista;

7- Perfuração de um poço semi-artesiano, cujas obras ainda estão em andamento;

8- Aquisição de poço pertencente aos Laticínios Argênzio para reforçar o abastecimento de água.

9- Contratação de firma especializada em limpeza de fossas;

10- Colocação de novas e modernas luminárias (70) doadas pela Secretaria do Interior;

11- Elaboração completa de projeto realizado pelo DAEE de Ribeirão Preto para construção da rede de esgotos do distrito;

12- Conservação das estradas municipais que servem Lagoa Branca;

13- Instalação de telefones pela Telesp, que custou Cr$ 2.664.000,00 e veio resolver antigo problema dos moradores locais;

14- Aquisição de ônibus para transporte dos alunos residentes em Lagoa Branca;

15- Qualificação de eleitores na última Campanha eleitoral.

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Menção Especial

Com inteira justiça, devemos destacar o incansável trabalho que sempre foi desenvolvido pelo Vereador José Carlos de Araujo, legítimo representante dos seus amigos de Lagoa Branca e defensor intransigente das justas aspirações da sua comunidade.

Por outro lado, não podemos deixar de registrar a inestimável colaboração que sempre nos foi dada pelo dedicado Sub-prefeito Oswaldo Rabello e os funcionários municipais que trabalham e residem em Lagoa Branca, além dos moradores do Distrito que sempre foram amigos leais e defenderam a nossa administração.

Justamente por isso, durante seis anos, tentamos resgatar uma dívida de gratidão junto ao povo bom e amigo de Lagoa Branca.

 

Por hoje é só pessoal!  Nas próximas postagem continuarei mostrando como foi essa magnífica gestão.

Abraços,

Maria Clara

 

 

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Homenagem ao Tenê de Casa Branca – Última Parte

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

E continuando a Homenagem ao Tenê, na década de 70, ele ganhou vários troféus para o Clube ACCPE, organizando blocos e fantasias para os desfiles de Carnaval como o Bloco Debret 1971.

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Apresentou muitos Bailes de Debutantes nos anos 70, ele sempre com sua elegância, sutileza e tato social, era um “gentleman”.

 

Foto de Rosana Aga

Foto de Rosana Aga

 

Foto de Rosana Aga

Foto de Rosana Aga

 

Era ele “Tenê”,  quem decorava o Salão da ACCPE para os bailes de Carnaval, conforme ele conta no texto abaixo:

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira – Foto Jornal de Casa Branca – Cedido por Rosana Aga

 

Participava ativamente nos ornamentos das ruas da cidade, durante as festas de Corpus Christi.

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira – Cedida por Ana Maria Basano

 

“Viagem”, um dos primeiros livros de Ganymédes José, foi inteiramente ilustrado com motivos vitorianos, crianças e flores, na diagramação de Tenê.

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

O livro “Era Uma Vez Casa Branca” de Ganymédes José também todo com ilustrações do Tenê.

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

A capa do livro “Classe Média” de Ganymédes José, foi feita pelo Tenê, assim como outros que tiveram a sua participação, sua criatividade era muito dinâmica.

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

O livro “Vamos Fazer Teatro” de Ganymédes José foi dedicado ao seu irmão “Tenê de Casa Branca.

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Seu  aluno e grande amigo Luiz  Fernando Brito relata: “Tenê adorava tudo o que se referia a artes e era reconhecido na região como adepto de atividades culturais. Quando a  atriz Cleide Yaconis e o ator Adriano Reis estiveram hospedados em sua casa em Casa Branca,  por quinze dias para ensaiar a peça teatral “Greta Garbo quem diria acabou no Irajá”, Tenê também colaborou com a montagem do cenário da peça. Por sugestão da atriz Cleyde Yaconis que se tornaram muito amigos passou a assinar seus trabalhos como “Tenê de Casa Branca”, devido ao fato de sempre falar de sua terra natal.  No final de 1977 Tenê muda para São Paulo junto com amigos e a convite de uma empresa de papel crepom começou a desenvolver ainda mais sua criatividade e também inicia seus trabalhos  de escritor para crianças e adolescentes.”

Em 1979,  na “Mostra Del Libro –  16a. Feira Del Libro per Ragazzi”,  em Bolonha, na Itália,  seus livros da série “Um, Dois, Feijão com Arroz”, da Editora Ática (O Presente, A Galinha, A Flor, O Time, A Fantasia, A Dinha, A Estrela, A Peteca, O Conjunto), representaram o Brasil, ao lado de escritores consagrados como José Mauro de Vasconcelos, Maria José Depré, Caribé, Inácio de Loyola Brandão, entre outros.

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Leganro Filho

Acervo Adolpho Leganro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Maria Clara Lira

Imagem Maria Clara Lira

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Queria postar todas as capas desta coleção, mas ficou faltando A Galinha e O Conjunto.

 

Participou da montagem do livro Dom Chicote e Mula Manca de autoria de Oscar Von Pfuhl, Editora Edart – Ano 1982.

Foto Estante Virtual

Imagem Maria Clara Lira

 

Na década de 80, Tenê mantinha um quadro na extinta Revista Feminina, Programa da TV Bandeirantes, onde ensinava trabalhos manuais para mães e filhos executarem juntos.

Em 1981, através da Editora Melhoramentos, lançou a série” Fio a Fio”, com quatro livros: Fazendo Cartões, Retratos de Família, As Cores do Arco Iris e A Noite das Bonecas, todos voltados às crianças da pré-escola e dos primeiros anos do primeiro grau. ( Adolpho este livros pelo que pesquisei são do Ganymédes confirma pra mim por favor)

Atuou também como colaborador das revistas Faça Fácil, Máxima, Cláudia, Cláudia Nossos filhos, Casa e Jardim, Casa e Decoração, Suplemento Feminino do Jornal O Estado de São Paulo (aonde chegou a ganhar prêmios). Participou também da “A Folhinha” Suplemento Infantil do Jornal a Folha de São Paulo, conforme texto: A Folhinha também lançou grandes autores. Eva Furnari publicou ali suas primeiras tirinhas ali. Como colaboradores pudemos acompanhar o trabalho de Regina Melillo de Souza, Edson Gabriel Garcia, Ganymedes José, Edson Kosminsky, Tenê de Casa Branca, Léa Corrêa Pinto, Maria Julieta S. Ormastroni, Eunice Veiga, Angelo Zioni, entre tantos outros. Ilustrações de Moacir Torres, Carlos Avalone, Eduardo Luís (hq OS BATUTAS), Robson Barreto (hq FININHO), Kimura.

Um Jornal a Serviço da Criança/ Tenê – Papai Noel

Folhinha de São Paulo Nº 902 14-12-1980

Presente especial, ensinamos com a ajuda de Tenê de Casa Branca a fazer estes Papais Noel que vão enfeitar nossa casa – e mais historinhas : O Misterio do Lápis amarelo: Edson Gabriel Garcia – Um Grande Amigo: Ilse Ellen – Presente de Natal: Elza Kyrillos e mais passatempos e quadrinhos do Horácio e Fininho.

Este é um site da Fundação Padre Anchieta, onde Tenê dá uma aula de trabalho artesanal, no Programa Panorama da Tv Cultura, é uma pena não conseguirmos ver o vídeo:

artesanato-ent.com o artista tene da casa branca a respeito de seu … cmais.com.br/cedoc/acervo/Videos_K702843_0_09_02.html K702843(0:09:02). DURACAO. 00:06:45. DATA. 03/04/1982. CROMIA. COLORIDO. SOM1. SONORO. LOCAL. SAO PAULO(SP). FONTE. FUND.PADRE … 1

ARTESANATO-ENT.COM O ARTISTA TENE DA CASA BRANCA A RESPEITO DE SEU TRABALHO ARTESANAL PARA EPOCA…
cmais.com.br

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

As fotos abaixo são do livro do Ganymédes José que foi um dos motivos da briga entre os dois,  o Ganymédes queria uma ilustração mais vitoriana e o Tenê algo mais contemporâneo; e saiu o contemporâneo.

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Em 2008, ano em que ele faleceu ele refez as ilustrações como o irmão queria. Como se redimindo,  fazendo as pazes com o irmão e também com Casa Branca, foi uma pena, pois ele não conseguiu fazer em vida, mas a paz esta estabelecida, pois a intenção foi cumprida.

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho – Cedido por Maria Teresa Pereira

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho – Cedido por Maria Teresa Pereira

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho – Cedido por Maria Teresa Pereira

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho  – Cedido por Maria Teresa Pereira

 

Estas páginas nunca foram publicadas e poucas pessoas tem conhecimento delas. Foi um entendimento entre ele e a D. Ida Saran (na época Diretora do Departamento de Educação e Cultura de Casa Branca) que estava fazendo essa intermediação. Seria lançado no ano seguinte, mas Deus quis que não, e o projeto ficou engavetado.

Seu último livro “ Teatro Para Quem Nunca Fez Teatro” a arte do teatro para adolescentes, começou a escrever em Barcelona onde às vezes se refugiava. Seu próximo livro seria na mesma linha de trabalho, mas sobre “Moda”, retratando o trabalho de grandes figurinistas, ele estava muito empolgado com este trabalho, pois depois de alguns anos voltava a escrever.

 

Imagem Estante Virtual

Imagem Maria Clara Lira

 

Era totalmente  desapegado ao mundo material, visto que todos os direitos autorais dos livros do seu irmão Ganymédes  ele doou às Editoras para não se acabar, para não cair no esquecimento, pois ele acreditava que assim haveria interesse das mesmas em continuar editando os livros de Ganymédes.

Faleceu em São Paulo no dia 06/06/2008, deixando amigos saudosos, seu legado e suas obras.

Obras somente de sua autoria:

 

Foto Estante Virtual

Imagem Maria Clara Lira

Teatro para quem nunca fez teatro – Infanto/Juvenil – Tenê de Casa Branca – Editora Edart – 1982.

 

Imagem Estante Virtual

Imagem Maria Clara Lira

Criança Cola e Papel – Artesanato – Tenê de Casa Branca – Editora Nobel – 1988.

 

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Imagem Maria Clara Lira

Faça a Festa Infantil – Artesanato – Tenê de Casa Branca  – Editora Nobel –  1988.

 

 

Imagem Maria Clar

Imagem Maria Clara

Natal com Feltro – Artesanato – Tenê de Casa Branca – Editora Nobel – 1988.

 

Obras com Parcerias:

Imagem Maria Clara Lira

Imagem Maria Clara Lira

 

É Natal –  Autor: Ganymedes Jose / Teresa Noronha / Tenê de Casa Branca / Luiz Puntel – Editora: Dom Bosco – Ano 1980.

 

Imagem Estante Virtual

Imagem Maria Clara Lira

Tantos Retratos – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

 

Imagem Estante Virtual

Imagem Maria Clara Lira

Entra e Sai – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986

 

Imagem Maria Clara Lira

Imagem Maria Clara Lira

Se Eu Fosse – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

 

Imagem Maria Clara Lira

Imagem Maria Clara Lira

O Chapéu Sem Cabeça – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

 

Imagem Maria Clara Lira

Imagem Maria Clara Lira

A pipa– Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

 

Imagem Maria Clara Lira

Imagem Maria Clara Lira

Presentes – – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

 

Imagem Maria Clara Lira

Imagem Maria Clara Lira

Trecos e cacarecos – Cristina Porto/Tenê de Casa Branca – Editoda FTD – 1986.

 

Livros que não consegui fotos da capa.

Onde Estará?  – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

Para Onde Vai – – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

Onde Já Se Viu? – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

Abrindo a Janela – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

Vassoura Varredeira – Cristina Porto/Tenê da Casa Branca – Editora FTD – 1986.

 

Esta é uma pequena homenagem, para um dos maiores colaboradores da Cultura Casa-Branquense. Sua integridade, inteligência, ousadia e afetividade sempre foi demonstrada com todos e com sua terra natal. Uma humildade sem tamanho, que apesar dos pesares nunca negou a terra em que nasceu.

Fonte de pesquisa:  Maria Teresa Pereira, Luiz Fernando Brito, Adolpho Legnaro Filho,

 

Termino com :  O PRESENTE DE NATAL

Ele abraçou o pacotão feito com papel colorido e enfeitado de fita cheirosa.

Desceu a rua com seus passinhos curtos arrastando o chinelo surrado e foi enfeitando o caminho com seu sorriso de criança contente.

Entrou em casa gritando pela mãe e sacudindo o pacote pelos ares. A mãe veio ver. Os irmãos também.

Abriu a caixa. Tinha ganho um jogo do padrinho. Um jogo colorido, cheio de desenhos bonitos, com dados, fichas e bolinhas.

Sentiu-se senhor importante, dono de um brinquedo. E poderia convidar os amigos para jogar. E convidou mesmo, mas fez um por um lavar as mãos e enxugarem direitinho, antes.

O Natal passou. E lá foi ele capinar junto com o pai. De vez em quando no suor da tarde, vinha-lhe a ideia do brinquedo e os suores do cansaço eram esquecidos.

Nas noites gostosas de dezembro ficava jogando, até quando o sono vinha pedir ordem para chegar.

Jogou por muito tempo e nem percebia que o brinquedo ficava velho, os desenhos perdiam as cores e o encantamento, e o cheiro da novidade não existia mais. Mesmo assim era o importante dono do brinquedo que divertia as crianças da vizinhança.

Uma tarde, chegou o corpo pedindo banho e teve o rosto banhado de lágrimas. Viu o irmão ( o menor de todos) rasgando seu precioso brinquedo lá no fundo do quintal. Berrou, bateu os pés, e a mãe no desespero de não saber para que lado acudir, quase lhe jogou o tacho de sabão na cabeça.

Nesse dia foi o mais infeliz dos meninos. Deitou cedo e as últimas lágrimas molharam seu travesseiro.

Isso faz um tempão que aconteceu. Não sei se ele já esqueceu de tudo. Acho que não.

Mas seja lá como for, tomara que nesse Natal ganhe novamente um brinquedo , porque quando a gente é criança, é muito importante ter um brinquedo. E mais importante ainda é ser feliz.

( Tenê de Casa Branca ) 

 

Um grande abraço,

Maria Clara

 

Quero agradecer Maria Luiza Stefanini, Ana Maria Basano, Rosana Aga e Adolpho Legnaro por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.
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Homenagem ao Tenê de Casa Branca – 1ª Parte

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho – Cedida por Maria Teresa Pereira

Esta foto ficava no apartamento do Tenê,  segundo Maria Teresa Pereira era a foto que ele mais gostava.

Em 27/09/1945 nascia em Casa Branca, Clistenes Antônio Santos de Oliveira, o nosso querido “Tenê”. Filho de João de Oliveira e Rita Conceição Santos Oliveira. Seu irmão Ganymédes José ficou tão feliz com sua chegada,  que fez questão de ser seu padrinho de batismo.

 

Ganymédes e Tenê - Acervo Maria Clara Lira

Ganymédes e Tenê – Acervo Maria Clara Lira

 

Batismo este que aconteceu no dia 06/10/1945,  na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, sua madrinha foi Alzira Venturini, a “Dinha” por quem eles sempre tiveram um enorme carinho.

 

Foto do Acervo de Maria Clara Lira

Sr João Oliveira – Acervo de Maria Clara Lira

Foto do Acervo de Maria Clara Lira

Rita Conceição Santos Oliveira – Acervo de Maria Clara Lira

 

Foto do Acervo de Maria Clara Lira

Alzira Ventirini , “Dinha” – Acervo de Maria Clara Lira

 

Acervo de Maria Clara Lira

Acervo de Maria Clara Lira

 

Tenê - Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Dono de uma personalidade alegre e irreverente, agitado e muito inteligente, Tenê (era assim que gostava de ser chamado) era dotado de várias habilidades todas ligado às artes.

 

Tenê - Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Tenê - Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Formou-se no curso Ginasial, em 19/12/1960, onde fez opção por cursar os cursos Normal e Clássico, junto ao Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho. Formou-se em História e Filosofia,  e também em Direito na Fundação de Ensino Otávio Bastos, de São João da Boa Vista.

 

Folha da Jabuticaba

Ganymédes e Tenê – Folha da Jabuticaba

Trabalhou no cartório dos pais, no  Fórum Ministro Costa Manso e também lecionou na Escola de Comércio, Escola Industrial e no Instituto.

 

Acervo Maria Luíza Stefanini

Foto de Maria Luíza Stefanini

Escola Industrial – Ida Genari, Jairo, Márcia,  Tenê, Maria Luíza, Toscano, Neife e Sr. Vicente.

 

Acervo Maria Luíza Stefanini

Foto de Maria Luíza Stefanini

Escola Industrial – Alunos, Tenê, Márcia, José Pellegrini, X Ida Genari, Assyr, Maria Luíza e Jairo.

Tinha um gênio irrequieto e inovador. Sempre moderno,  captava a simpatia dos alunos, com pensamentos e ensinamentos sempre de vanguarda. Em tudo que trabalhou, sempre o fez com muito mérito e seriedade.

Em 1968, participou ativamente do “I Festival Casa-branquense de Música Popular”,  evento que movimentou todos os jovens compositores da cidade e região, juntamente com o criador do Festival, Sargento Moacyr de Aguiar, tendo participado ao lado de seu irmão, Ganymédes José.

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Este é  o cartaz do XI Festival de Música Popular de Casa Branca feito pelo Tenê, inspirado no Toulouse – Lautrec,  o segundo é o original do autor.

Acervo Adolpho Leganro Filho

Acervo Adolpho Leganro Filho

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho

Acervo Adolpho Legnaro Filho

 

Durante o tempo que morou em Casa Branca, participou e coordenou vários eventos, como Baile das Debutantes, Desfile de Misses, Baile de Carnaval, Decoração de salões e Teatros.

Adorava um baile e era um excelente dançarino, sua mãe e suas amigas sempre disputavam de quem seria a próxima dança.

Tenê e sua mãe Foto do Acervo de Maria Clara Lira

Foto do Acervo de Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Em 1969, participou do Programa Silvio Santos, no Cidade X Cidade (Casa Branca X Rancharia). Um “mega evento” com a maravilhosa produção dos irmãos Ganymédes e Tenê. A maioria dos estudantes, professores e moradores da época participaram,  eles escolheram todos figurinos e ensaiaram todos. Apresentaram um espetáculo belíssimo contando história de Casa Branca do início da formação do vilarejo,  toda trajetória da cidade e terminando com um número Circense.

Carrara, Colorido e

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

Este vestido e todos os outros longos usados neste evento, foram  estilizado pelo Tenê e confeccionados por Da. Laura Barbosa.

 

Acervo Maria Clara LIra

Acervo Maria Clara Lira

 

Acervo Maria Clara Lira

Acervo Maria Clara Lira

Encerramento com Tenê vestido de Pierrot, foi maravilhoso!!!

 

Fonte de pesquisa:  Maria Teresa Pereira, Luiz Fernando Brito, Adolpho Legnaro Filho e Folha da Jabuticaba.

Termino aqui a primeira parte desta homenagem,  onde vocês puderam conhecer um pouquinho dessa pessoa maravilhosa que era o “Tenê de Casa Branca”.

Um grande abraço.

Maria Clara Lira

 

Quero agradecer Maria Luiza Stefanini e Adolpho Legnaro por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria. Todas as fotos do Tenê que fazem parte do meu acervo foram cedidas por Luiz Fernando Brito, na ocasião de seu falecimento.
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FELIZ ANO NOVO!!!

Ano Novo 1

 

Este ano quero paz

No meu coração

Quem quiser ter um amigo

Que me dê à mão

O tempo passa e com ele

Caminhamos todos juntos

Sem parar

Nossos passos pelo chão

Vão ficar

Marcas do que se foi

Sonhos que vamos ter

Como todo dia nasce

Novo em cada amanhecer

 

Música: Marcas do que se foi – Dom & Ravel

 

Que 2016 possamos continuar viajando juntos,  relembrando pessoas e momentos que já vivemos.

Abração a todos.

Maria Clara

 

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