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Lembranças de Casa Branca, que Aloysio relata quando esteve em visita a cidade em Julho/2013.

Aloysio Campos Pinto Filho

Aloysio Campos Pinto Filho

 

– Esta noite lá pelas 4 da manhã perdi o sono; nada me incomodava, não era preocupação; talvez algum frio, ou algum calor, não sei. O fato é que despertei. Veio à cabeça nossa estada em Casa Branca, no dia seguinte ao casamento do Guilherme e Bia; 27/07/2013;  lembranças, reflexões, o pequeno giro que fizemos na cidade e, como num filme, personagens apareceram, indaguei sobre algumas mudanças que notei em Casa Branca.

 

Estrada (2)

 

– Na estrada de São José do Rio Pardo para Casa Branca, passamos por Itobi, e para surpresa minha, uma ponte acanhada em cima do Rio Verde (rio Verdinho na época) na altura de Itobi. Ele está lá. Na volta fiz questão de parar no acostamento, e fui ver o Rio Verdinho. Continua manso e sereno, e aparentemente ainda conservado. Tinham algumas pessoas pescando. Coincidência ou presente para nós.

– Vejo papai, num sábado à tarde, calça branca meio desbotada, alpargatas roda no pé (ele e eu), indo pescar no Rio Verdinho. Sanduíche de mortadela, isca de massinha , e um conjunto de varas de bambu, que só ele sabia escolher e tinha. Delicadas no peso, ponta fina e a flexibilidade certa. Papai gostava de pescar. O nó de cima das varas, e o nó do “anzol mosquitinho”, chamava ele pelo nome certo de “encastôo”, do verbo encastoar. Além de saber pescar, ensinava português.

–  Pegávamos uns 70 a 80 lambaris, com facilidade. Lugar sombreado, um punhado de “quirera”, a água fervia de peixe. Era fácil pescar. Ele tirava um, eu tirava outro da água,  passávamos a tarde pescando. E bastante. Chegávamos em casa estava escuro.

– Tenho também uma passagem na lembrança, no mesmo local, quando após a pescaria, fomos caçar “paturi”. Papai usava um “pio” para atrair os pássaros. Escondido na palhada de arroz, atraía os patos, e levávamos alguns pra casa. Era normal fazer isso. Não tenho remorso.

– “Rust”, nosso cachorro (setter irlandês de pelagem vermelha farta), certa vez  pegou um “patinho” filhote com a boca e trouxe para o papai. Papai soprou a penugem, não havia nenhum ferimento, agachou, e soltou  o patinho na água. Lembro do bichinho saindo nadando e sumindo na folhagem.

– Chegamos em Casa Branca. No carro, eu, Neta, Juli, Marina e querida Marthi, que ficou hospedada em casa. Todas curiosas para conhecer Casa Branca. Noutro carro Bob, Suzana e Anésia. Caco e Manu também. Uma oportunidade única para revermos aquele universo familiar e de tantas boas lembranças de nossa infância.

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem

 

“Esperamos vocês no “Jardim”, é, chamávamos a praça de Jardim. Pouco movimento neste domingo. Está conservado ( o calçamento), mas alguns bancos quebrado. Algumas pessoas simples, mas longe da referência quando foi um dia. Falta arborização.

 

Padre Lino

Padre Lino

 

– Vi no imaginário, do outro lado da rua , o Padre Lino, batendo corda que tinha uns 5 metros, (portanto um vão grande), entretendo os meninos do Catecismo; esperando que alguém se habilitasse a pular corda. Isso acontecia lá pelas 5 horas da tarde. Todo mundo estava se recolhendo, as “cigarras” cantando seu “ziá, ziá, ziá…” interminável.

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem

 

Vejo o “footing” sábado e domingo à noite. Homem de um lado, mulher no sentido contrário. Espaço para dois em dois. Aguarda-se a vez, e aberto um “claro”, encaixa-se ali com um amigo e começamos  a circular. Muita paquera, inibição, alguma vergonha. Cheiro de pipoca no ar. Bastante gente. O “Clube Casa Branca” na esquina. Chique, pequeno, meio exclusivo. Os velhos na varanda.  Tomar café. Vou dançar com Suzana ao som de Ray Coniff e Miltinho. Muito bom. Somos  pés de valsa.

 

Jardim da Matriz com as esculturas do Jardineiro Santim.

Jardim da Matriz com as esculturas do Jardineiro Santim.

 

No Jardim, muita arborização; canteiros trabalhados e floridos, bichos, elefante, girafa e outros, a “mesa”,  tudo esculpido a mão pelo jardineiro Sr.Santim  (em algum lugar registrei o nome), jardineiro que fez  obras de arte; fotos da época mostram essa preciosidade.

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem –  Curso de Admissão com Dona Estela Bacci – professora maravilhosa. Meu rosto retrata a emoção desta viagem no tempo

 

Também ali bem perto do Coreto, ouvi a transmissão da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil, foi campeão pela primeira vez. Estudava  no porão da casa dos Villela, e Dna. Estela nos liberava perto da hora do jogo. Fiori Gigliotti e Edson Leite e Flávio Moraes (radialistas ) , transmitindo direto da Suécia para Casa Branca. Assim era na época. O som parecia que vinha das nuvens e sumia de vez em quando. Parecia que havia um vento, atrapalhando ou vindo junto com a transmissão. Após o jogo, não era bebida, mas estourar bombinhas ( as de 1 , as de 5 ou as de 10 cruzeiros???) , estas duas últimas potentes. Tinha que ter coragem , pra acender e colocar embaixo da “latinha”; coisa de louco.

 

1940

Vejo num relance o “Doroteu” (farmacêutico) passando apressado, para atender alguém. Jaleco branco e maletinha a tiracolo. Também o “Mé”, dando um trato no calçado do “parente” , assim como ele tratava todo mundo e era por todo mundo tratado. E aí “parente”? E o  cavalo de alguma “charrete” batendo o casco no chão; e dando aquele “ufa”. Normalmente cavalo faz isso. Parado, relaxa, bate um casco de trás no chão e solta um “ufa!! ( não confundir com “bufa!!!”)

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O “Benga” continua mal humorado, mas seu sorvete é ótimo! Com dois cruzeiros (aquelas notas cor de abóbora), dá pra pedir um de “nata com 2 bolas”;

– E vamos em frente…

E por que agora , lembrei-me do Tavares… , colega de classe ou um pouco mais adiantado , que tinha o rosto coberto de espinhas. Foi ali naquele banco da praça; bem ali. Ele tinha o rosto com espinhas maduras, algumas verdes, e outras já cicatrizadas. Os mais velhos algumas vezes, depois da aula , uniforme verde oliva e gravata azul marinho, imobilizavam ele, e espremiam ” a frio” algumas espinhas. Ó dó.. por onde andará o Tavares. Todo mundo saía da aula e se espalhava no entorno. Alguns iam pra casa, outros pro “Bar do Marcelino” (ler Gazeta Esportiva) e outros para o Jardim.

– Fizemos agora  , todos um “tour” pela vizinhança. Na esquina da Barão de Casa Branca , a casa do “seu” Chiquinho de Lima, não existe mais. Demolida, deu lugar a 2 casas. Vejo ele por entre o vão da varanda, (vou arriscar 70 anos de idade), velho, pitando um cigarro de palha, voz rouca. Faz isso todos os dias. Sou amigo da família e frequentava a casa bastante. Casado pela segunda vez, tinha 7 filhos, 4 do primeiro casamento e 3 do segundo, dos quais Carlinhos e Chicão eram meus amigos. Dos almoços lá lembro das travessas com 10 a 12 ovos fritos e estalados. Um luxo. E tudo do quintal, que tinha além de frutas e horta, um pombal para diversão, galos de briga e frangos. Tudo muito limpo e no lugar.

– Outras casas da praça estão bem preservadas e conservadas.

Praça Barão de MG

 

– Nossa casa, na Barão de Casa Branca, está muito simpática e conservada. Não há a troca de materiais. As grades são as mesmas. As pedras de revestimento dos muros as mesmas, o piso de lajotinha os mesmos. Papai e Mamãe compraram coisas boas. Tem seus 50/60 anos de construção.

– Quem mora lá, gosta de planta. Tem algumas “trepadeiras” bonitas em frente a casa e nas grades e bastante vegetação no entorno. Ficou muito charmosa. Tudo está como antes (a não ser a  jabuticabeira e a mangueira “bourbon”, cortadas). Lembrei-me do canteiro lateral, que avista-se da rua, onde papai plantava suas “palmas”, meticuloso, indo do preparo do canteiro, até os “bulbos” que ano a ano ele guardava e replantava na época certa. Ele gostava de acompanhar a evolução da planta, desde que despontava até quando soltava as flores.

– Vendo a garagem da frente, lembro-me das inúmeras vezes que lavei o “DKW”  para reforçar minha mesada.

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem

 

– Sentamos na frente da casa. Tiramos fotos , Suzana, Anésia e eu, agora 50 anos depois.

– O entorno continua o mesmo. A casa de Dna. Altimira, conservada e imponente.Tem um estilo que a nossa não tem. Continuando pra baixo , a casa do “Seu” Boanerges. Hoje homenageado com o nome da rodovia que liga Casa Branca a Aguai (Rodovia Prof.Boanerges de Lima), enfim um reconhecimento de um educador e não de um político. Histórias de Dna.Nenza e “Seu Arantes” , vizinhos de frente e tios do Theóphilo, foram contadas.

– Caminhamos a pé, em direção a Escola Normal, pela Rua Luiz Pizza.

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem

 

– Entramos na Cel.Lucio Leonel, nossa primeira casa em Casa Branca. A casa não existe mais. O “Cine Casa Branca” está em frente. Pelo letreiro, creio ainda está em atividade. Neste pedaço, inúmeras são as lembranças. Vimos calçar a rua. E na mesma época que aprendi a andar de bicicleta. Uma vitória. Lembramos do “Jardim da Infância”, quase em frente de casa. Certa ocasião na hora do “recreio”, eu achei no terreno, em algum mato que tinha, um “ninho de galinha”, com uns 13 ovos creio; porque não: peguei os ovos, um a um, coloquei no bolso, calça larga e curta, cabia; voltamos para a sala de aula. Havia um momento de “descanso”, carteira baixa, tínhamos que fechar os olhos e repousar. Tudo na penumbra. Sentei, cadeira baixa, quando debrucei, senti “molhar a perna”; não teve jeito. Me mandaram pra casa.

– Também ali ainda ouço o barulho estridente da “araponga” cantando, como um ferreiro batendo na bigorna. Vocês se lembram?

– Nossa vizinha, Neusa (nora Dna.Fioca e Pedrão) estava na varanda. Apresentei-me. Aloysio , filho do Dr. Aloysio. Sim…lembro-me de vocês. Sou a Neusa , nora da Dna Fioca, casada com o Odoni. Putz grila… quanto tempo.  Lembro-me da “parreira de uvas” aqui do lado. Sim, e ia até o fim. Dna.Fioca, tinha muito ciúme dela. Prazer em ver a senhora. E sua mãe. Mamãe ainda é viva e tem 92 anos. Que beleza.

– Continuamos nossa caminhada.

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem –  Naquele tempo comprávamos verdura da horta das freirinhas.

 

– A Santa Casa revigorada.  Algumas casas do entorno também. A Escola Normal também. De uma esquina, avista-se a casa da Dna.Sinhá Liserre, ótima  professora de francês, que era obrigatório e do curriculum do Ginásio (público).  Quanta mudança.

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem

 

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem –  contando nossas histórias aos filhos e agregados.

 

– Lembramos do consultório do “Zé Dentista”; tratávamos de dente lá. O tratamento era  uma moleza e sem dor . Por várias vezes a “broca” parava no dente. O motorzinho não aguentava a qualidade do dente. Tinha que aguardar “atingir velocidade” novamente e continuar a obturação.

– Na praça , em frente a casa do “Zé Dentista”, tenho  a lembrança do Remo e seu cachorro Picote,  um bravo pastor alemão. Ficávamos a uma distância, (seus 40 metros) e pedíamos para o Remo atiçar o Picote. Era o tempo de pular no galho da árvore e sentir o bafo do Picote , no seu traseiro. Uma vez o “Picote” pegou o traseiro do “LOLÔ”, apelido do Elliot Bittencourt. Só vim a saber que o nome dele era Elliot depois de muitos anos. Quando éramos amigos , era simplesmente “Lolô”. Pode?

– Curiosamente, várias pessoas em Casa Branca, eram tratadas ou tinham o nome associado a sua profissão. Assim, o “Zé Dentista”, o “Mário Secreta”, investigador de polícia, e o “Seu Nelson do Banco”, ou em outras vezes associado a algum da familia; o Evaldo, era o “fio do Bola”, ou seja filho do Agalmo , por sua gordura.

– Descendo onde era a loja do Sr. Cassiolato (hoje Bradesco), passamos pela casa da “Marilena Tonelli”, quase em frente a casa do “Ponga”, tudo igual e bem conservado. Logo abaixo , o Forum Dr.Costa Manso”, onde tem uma foto do Papai.

 

Foto de Hélia Legnaro

Foto de Hélia Legnaro – Largo da Boa Morte

 

– Comentei que ali, onde é o Forum e a Cadeia, era antigamente o “Largo da Boa Morte” e onde se apresentavam os “Circos” que vinham à cidade. Assistimos muitos circos lá e era também por onde atravessávamos na diagonal, no caminho para a “Piscina”.

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– E Casa Branca vai passando diante de nossos olhos. Impressionou-me o estado “terminal” da casa do Professor Edgard Guerreiro, professor de história e muito respeitado em Casa Branca. A casa está caindo, literalmente. Lá havia uma biblioteca pessoal, ele uma pessoa culta, etc. Seu jardim tem algumas estátuas em pedra (pode ser até mármore) danificadas e tudo largado. Um retrato de novos tempos , novos conceitos.

– Passamos pela casa da Dna.Alice e Dr.Theóphilo. Conservada e a mesma atmosfera hospitaleira.

Foto de Suzana Bloem

Foto de Suzana Bloem –  Geração nova que aprendeu sobre nossa história.

 

– Repasso estas lembranças no meu quase “despertar”; tento dormir . Começo a sonhar. Meio acordado , meio dormindo. Como flagrei-me em Casa Branca, e estimulando as lembranças daquele tempo, acabei povoando meu pensamento , com pessoas, vida , etc., naturalmente as pessoas daquela época. As memórias colocam movimento, cores, ambiente, etc. E assim estou ali fazendo o mesmo caminho que descrevi acima, e encontro o “Chiquinho do Violão”, que por um tempo deu aulas de violão para a Suzana. Estou na Rua da Estação, e encontro o “Chiquinho” em frente a sua loja. Satisfação pelo encontro, hoje ele tem uma loja (no meu sonho) e estava afixando um “cartaz” ; comento alguma coisa a respeito e passo a indagar algumas mudanças que vi em Casa Branca. Pergunto o porquê do estado da casa do Prof.Guerreiro, que poderia ser uma biblioteca pública, seus jardins, uma inspiração a leitura, meio ambiente, etc, uma valorização da cultura.

 

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Hotel Moffa

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

– Também o que foi feito do “Hotel Moffa” ? Derrubaram ele. Hoje tem um muro, em todo o entorno dele. Nada foi “tombado” ou recuperado. Onde estão as lembranças. Será que elas ficam no “vazio” e só interessam a quem viveu aqueles momentos?

– Chiquinho não soube me responder.

 

Foi uma bela viagem! Espero que todos tenham aproveitado.

Um grande abraço.

Maria Clara

“Fazer a biografia de uma pessoa é multiplicar seus sonhos” (Eunice Silva Palma Nogueira,  autora do texto).

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Sua trajetória nesta existência começou em Casa Branca, em 1946, quando então o presidente do Brasil era o General Dutra e o prefeito de Casa Branca era Ademar Nogueira Figueiredo. Casa Branca era nessa época uma senhora respeitável. Possuía uma próspera atividade agrícola, um bom comércio, algumas lojas de porte considerável e o Instituto de Educação Dr. Francisco Thomaz de Carvalho triunfava, recebendo alunos de varias cidades. A economia era aparentemente estável. A cidade tranquila e acolhedora.

João Maurício nasceu no dia 11 de novembro, filho dos professores João de Carvalho Nogueira e Jessy Villela de Carvalho. Sua chegada foi muito comemorada, pois o casal já contava com duas filhas.

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Seu nome foi escolhido pelo pai, que jamais admitiu que o chamassem apenas pelo primeiro nome. Iniciativa louvável, mas faz parte do DNA das pessoas fazer a redução dos nomes e assim ficou João, João Oreia e outros apelidos.

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A casa onde nasceu fica na Rua Lúcio Leonel esquina com a Rua Capitão Horta, onde até hoje é o cantinho dos Villela e é ainda a residência da família.

João Mauricio, com dois anos ainda é o único varão da família e goza de grande prestígio. Tem sua primeira festa de aniversário com a presença de tios e primos. O bolo feito pela tia Rita (Rita Villela de Carvalho) tinha recheio de goiabada e cobertura marmorizada com bolinhas prateadas por cima. Todos os bolos de festa da época seguiam a este padrão.

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Em 1949, ainda nos tempos do Presidente General Dutra e do Prefeito Silvestre Francisco Púglia, Casa Branca respirava ares de crescimento, com a instalação da Escola Industrial, motivada pela industrialização que se intensificou no país, após a segunda guerra mundial.

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A proposta era formar grandes profissionais em Marcenaria, Mecânica e Corte e Costura. A nova escola não reduziu o número de alunos do Instituto porque foi considerada “escola de pobres” por muito tempo. Sempre de qualidade, ela mandou grandes profissionais para o mercado de trabalho. Formou torneiros mecânicos que se encaminharam para os centros industriais e se destacaram nas indústrias automobilista.

 

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Em 1953, quando iniciou seus estudos no Curso Primário Dr. Francisco Thomaz de Carvalho, A professora era sua mãe – Jessy Villela de Carvalho, famosa pela rigidez e consequente disciplina. Era mais severa com ele do que com os demais alunos, depois foi transferido para o Grupo Escolar Dr. Rubião Júnior, onde seu pai era diretor. Ampliando suas amizades conheceu Antônio Marchi – o Tilápia, que recebia muitos elogios da professora pela perfeição de sua letra. João Mauricio, canhoto nunca conseguiu uma letra que chegasse perto dos A E I O Us do Tilápia.

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Contudo, vingou-se, pois até o final de seus dias afirmava que o Tilápia tinha letra de mulher. O Tilápia esteve muito próximo até o final da vida de João Maurício. Sempre foi o amigo mais presente. A amizade de ambos sempre se fortaleceu durante pouco mais de 50 anos.

 

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A vida da cidade girava em torno do Instituto de Educação. Jovens de várias cidades deslocavam-se para Casa Branca a fim de concluir seus estudos.  No rádio ouvia-se a canção de Nélson Gonçalves com destaque para as lindas normalistas, que encantavam os rapazes. A melodia da época assim as consagrava:

“Vestida de azul branco, Trazendo um sorriso franco Num rostinho encantador”…  

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A Escola Normal de Casa Branca, com suas normalistas, era um centro irradiador de cultura, formando professores e professoras de escola primária que se encaminhavam para as mais diversas regiões do estado de São Paulo.

O país atravessava os últimos anos da Era Vargas e a cidade de Casa Branca, administrada pelo prefeito Luís Gonzaga de Carvalho, vivia uma rotina razoável e nela João Mauricio cresceu, conheceu amigos, brincou e soube valorizar a infância, porem, nem só de brincadeiras vivia, sua família possuía fazenda e entre férias e brincadeiras no campo conviveu com o padrinho Rubens Villela de Carvalho, o tio Rubens, ou tio Beíco, como ele sempre o chamou. A afinidade com o Tio Rubens Villela de Carvalho proporcionou-lhe grandes momentos e experiências enriquecedoras.

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Tio Beíco cuidava da propriedade da família e foi com ele que João Maurício aprendeu o valor do trabalho rural e passou a valorizar a vida campestre. Tomou gosto ou amor pela lida do campo e nunca abandonou essa atividade.

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A vida naquela época era mais tranquila e ninguém ficava preso à televisão, que, aliás, não havia chegado aos lares. Tia Rita contava histórias para as crianças e diz que o João Mauricio era o mais atento e não perdia um detalhe do enredo.  Sua preferida era a história do Chapeuzinho Vermelho, que lhe provocou na época certo medo de lobo.

2h

 

Mais crescidinho, entrou para o Escotismo, cujo instrutor era seu pai e assimilou os bons princípios do manual de escoteiros. Fez novas amizades, entre eles Aloísio, Luisão Borzani, José Luís Horta de Macedo – o Broca, Celso Della Corte, e Ednir Pessini, os primos: Cláudio, Toninho, Carlos Roberto, Carlão e o irmão Luiz Fernando.

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Numa das férias, estando na fazenda aguardava ansiosamente o nascimento de mais um irmãozinho (a). De repente, um bilhete: Nenê morreu. Tristeza e muito choro.  O tio chegou e desfez o engano. O bilhete dizia: Nenê nasceu. A letra do pai é que era feia. Nesse dia, veio ao mundo Lúcia de Fátima, a caçula da família.

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Desde tenra idade, João Mauricio tinha o habito de colocar terno em ocasião que considerava importante. Dois momentos são dignos de registro.

O primeiro se reporta ao Tio Rubens, que havia caído em um bueiro com seu carro, e, aborrecido, responsabilizou o prefeito que não consertava os buracos escoadouros de água. Tomando as dores do tio, não teve dúvidas. Colocou o terninho e saiu à procura do prefeito Luís Macedo. Encontrou-o cortando o cabelo em uma barbearia no centro da cidade e foi logo disparando que ele era responsável pelo “acidente”, já que não consertava os buracos das ruas. Desapontado, ouviu o prefeito responder:

– Seu tio é que é barbeiro!

Na mesma hora, porém o prefeito foi ver e bueiro e mandou consertá-lo. E está assim até hoje. Localiza-se em frente à casa da esquina da Rua Lúcio Leonel com a Capitão Horta. O mesmo terninho, num segundo momento, foi usado meses mais tarde, quando se dirigiu ao Grupo Escolar Dr. Rubião Júnior e pediu ao Sr. Heitor, o então diretor, para fazer sua matrícula, pois queria aprender a ler. Tinha apenas 6 anos!

Católico, fez a primeira comunhão na Igreja Matriz. O vigário na época era padre Lino José Correr, adorado pelas crianças.

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Ao concluir o curso primário, hoje denominado Ensino Fundamental I, prestou o então dificílimo exame de admissão para o Ginásio, atual Ensino Fundamental II e foi aprovado em 1º lugar despertando a admiração de todos e consagrando o curso preparatório da D. Terezinha Vidolin, que o admirava muito e acompanhou toda sua trajetória.

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Década de 60 – presidente Juscelino “cinquenta anos em cinco”. O prefeito era Dr. Teófilo Siqueira Filho. No final de 1969, Roberto Carlos mandava tudo para o Inferno e indignava a igreja e as famílias. As tardes de domingo ficaram mais alegres, porque foram dominadas pelo programa Jovem Guarda de Roberto, Erasmo Carlos e Wanderléia, na TV Record. O povo não saía de casa e a cidade ficava silenciosa.

Influenciaram vestimentas, linguagem e comportamentos. Os mais velhos ficaram indignados, mas ninguém segurava mais essa moçada. João Mauricio vivia como qualquer adolescente de sua cidade.  De manhã: rotina das aulas no Instituto de Educação e à tarde Associação Casa-branquense de Cultura Phísica – ACCPE (ainda ACCP!) para o futebolzinho, sua paixão.

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Participou de alguns campeonatos de futebol de salão, na quadra do Instituto, que ficava lotava nas noites em que havia jogo e torcida.  Não foi para frente, perna-de-pau abandonou os treinos. Seu negócio era mesmo os cálculos. Fez posteriormente o científico, focado nas Ciências Exatas, hoje Ensino Médio. Lá encontrou o professor Newton Mattedi, responsável por despertar definitivamente a paixão pela Matemática.

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Transferiu-se após o 2º ano para o colégio Luiz de Queiroz (C.L. Q), em Piracicaba, que era destinada a preparar alunos para Ciências Agronômicas da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz – ESALQ-USP. Decepcionado, teve que retornar, pois havia uma incompatibilidade curricular e ele teria que refazer os anos anteriores. Concluiu então os estudos no Instituto de Educação.

À noite todos iam ao cinema, e por sinal podia-se escolher o filme a que se pretendia assistir, pois havia três cinemas: o Cine Central, onde é hoje a galeria na rua Cel. José Júlio; o Cine Popular, que ficava onde hoje é o Supermercado Central e o Cine Casa Branca, caçulinha, que perdura até hoje. Após o filme, todos iam à Praça Matriz para o footing (as meninas circulavam no sentido horário e os rapazes no sentido anti-horário). Numa destas voltas, trocou um, dois, três olhares e enroscou-se com aquela que se tornou sua esposa.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

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Havia música na praça, que eram capitaneadas pelo Levy Palma, locutor e diretor da Rádio Difusora e pelo Bochecha (Luís Eugenio Fernandes). A moçada adorava e a grande ousadia da época era um beijo permitido ou roubado. Aqueles eram realmente outros tempos… Depois do footing, os que andavam com dinheiro no bolso, iam ao Bar do Benga comer salada de frutas ou o Bar do Marcelino saborear o lanche cheiroso demais.

Havia bailes na ACCPE todos os meses. A maioria frequentava e as moças faziam roupa nova para cada baile. A minissaia imperava e a D. Isilda Scaloppi fazia grande sucesso, criando modelos para as meninas.

A festa do Desterro gozava de grande prestígio e ônibus circulavam da Matriz ao Desterro, levando a moçada para festar. Lá, os correios elegantes, bilhetinhos trocados entre os jovens via garçonetes ou mesmo com a ajuda de amigos, faziam sucesso e iniciaram namoros e casamentos, quem viveu, viu… Por mais clichê que possa parecer, não havia bebedeira nos finais de semana, só em grandes festas, o que era raro.

João Maurício era membro do Grêmio Sete de Abril no Instituto de Educação, que promovia atividades culturais e esportivas. Faziam festinhas e a Bernadete Ribeiro dos Santos, a Detinha do Brecafé, cantava e encantava com seu violão:

“Lampião de gás Lampião de gás, Quanta saudade Você me traz.”

Também não podia faltar o Chiquinho Fernandes, muito popular, soltando a voz:

“Eu sem você Não tenho por que,  Porque sem você,  Não sei nem chorar”

Um fato digno de nota: numa das festas do Grêmio, o João Maurício preparou um discurso de duas folhas, que iria pronunciar na sua posse como orador. Tilápia, presidente, esqueceu-se de fazer o mesmo e quando convidado a falar, usurpou uma das folhas do discurso de João Mauricio, deixando-o na maior saía justa.

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João Maurício pertenceu a um grupo de teatro, o CTV, que encenava esquetes e levava um público considerável. Chegaram a encenar “Pluft, O Fantasminha”, que ficou muito tempo no imaginário das crianças.  Faziam parte também deste grupo: José Luís Horta de Macedo (Broca), Sebastião Fernandes Filho (China), Carmo Pugliese, Antonio Marchi Filho (Tilápia), Luiz Aparecido Vinha, Otávio Nogueira Martins, Selma Bozeda e Eda Lopes.

Integrou a Fanfarra do Instituto de Educação, cujo instrutor era Taules Brasão. A fanfarra foi campeã paulista.

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Viveu, certamente, experiências que seriam carregadas no mais fundo de sua alma. A Bossa Nova embalava todos os programas e Garota de Ipanema, fazia o maior sucesso.

Após a conclusão dos estudos no Instituto entrou para a Campanha de Erradicação a Varíola. Na área da saúde percorreu varias cidades contribuindo com a séria erradicação dessa doença. A base da campanha ficava no Vale do Paraíba e por lá permaneceu dois anos. Viveu grandes experiências, aprendeu a valorizar pessoas humildes e diferentes. Organizou-se e, pela primeira vez, viveu dentro de suas posses.

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Ano de 1968 o Presidente Marechal Costa e Silva, ano do Ato Institucional – AI 5 que endurecia mais ainda o regime militar. O Prefeito nessa época era o Sckandar Mussi.

Ao encerrar a campanha, resolveu desistir do sonho de Agronomia e resolveu cursar Matemática. Prestou vestibular em Moji das Cruzes na Universidade Bezerra de Mello. Lá destacou-se pelo conhecimento e facilidade em resolver exercícios complexos. No mesmo período, como professor-aluno, começou a lecionar em colégios da zona Leste de São Paulo e por lá deixou vários amigos, que o visitaram até o fim da vida. Ministrou aula em São Miguel Paulista, Brás (SENAI) e Colégio Dottori, atual UNIC-Sul. No modesto colégio da Nitro Química, que recebia alunos cansados, após um exaustivo dia de trabalho, liderou junto com outros professores, um movimento de arrecadação de verba para construção de uma quadra, que incentivasse a freqüência às aulas e que , paralelamente, oferecesse uma oportunidade de lazer para aqueles jovens. Após um ano, a quadra estava pronta e os alunos já promoviam jogos e festas envolvendo-se muito mais com o aprendizado e com os professores, agora amigos de fé. Por lá permaneceu alguns anos.

Morava em São Paulo com outros casa-branquenses numa republica na Rua Carmo, e depois na Tabatinguera. São companheiros de republica Amauri Silva Palma, Milton Bastos, Aroldo de Oliveira, Mauro Antonialli, José Elias Vilela Camargo, José Luís de Horta Macedo – o Broca, seu irmão Luiz Fernando e outros.

Muitas histórias dão vida a esta república e carimbam lições e aprendizado que representam o que há de mais sólido na experiência de vida de uma pessoa. A vida era tão animada, que João Mauricio adorava a música…

 “República,  Ai que saudades,  Dos meus tempos de república”.

 Um destaque era D. Marinalva, a empregada, pessoa simples, de boa índole, que acreditava em tudo que eles diziam. Não era incomum vê-la cumprindo ordens absurdas ditadas pelo Aroldo. Pura brincadeira. Tinham grande carinho por ela.

 

Ano 1970 – Ano do Tricampeonato Mundial de Futebol.

C0055 - COPA/HISTÓRIA/1970 - O capitão Carlos Alberto ergue a taça Jules Rimet após goleada de 4 a 1 sobre a Itália na final da Copa do México. Foto: Arquivo/Agência Estado.

C0055 – COPA/HISTÓRIA/1970 – O capitão Carlos Alberto ergue a taça Jules Rimet após goleada de 4 a 1 sobre a Itália na final da Copa do México.
Foto: Arquivo/Agência Estado.

 

Ano 1972 – O “milagre brasileiro” ainda vivia o seu apogeu. Todos estavam bem, financeiramente falando e compraram seu primeiro carro. “O primeiro carro” a gente nunca esquece. O do João Mauricio era um fusquinha cor de café com leite e proporcionou grandes passeios. Casou-se com a casa-branquense Eunice Silva Palma Nogueira.  O casamento na Igreja Matriz em Casa Branca, com festa no salão do Centro do Professorado Paulista – CPP trouxe amigos de São Paulo para a terrinha.

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Em 1973 nasce seu primeiro filho, Maurício, no Hospital do Servidor Público em São Paulo e aí começa a brotar a ideia de vê-lo crescer num ambiente mais sossegado. Em 1974 chega o segundo filho – Renato, agora com o casa-branquense obstetra e tio Dr. Alarico Villela de Carvalho.

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A ideia do retorno fica mais intensa. Havia problemas: crianças aos cuidados de empregada, ausência prolongada dos pais e a vontade de vê-los crescer no mesmo ambiente em que cresceu.  Em 1975 o Presidente do Brasil era o General Geisel. Prefeito de Casa Branca era Ary Marcondes do Amaral. Resolveu partir e voltar as origens. À volta a terra natal é uma realidade. Tudo deixado para trás: – choros, lamentos, saudades… Segue-se o sonho da casa própria realizado, a proximidade com a família e a estabilidade profissional. Em 1978 nasce seu terceiro filho, Gustavo.

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João Maurício destacou-se como professor de matemática na Escola Industrial e logo chamou a atenção dos mantenedores de colégios particulares. Foi convidado para ministrar aulas em vários colégios da região: São José do Rio Pardo, Mococa, Andradas, Alfenas, Varginha, Itapira, Pinhal e Serra Negra.

O país caminhava, nesses anos, para o fim do Regime Militar e eram calorosas as discussões sobre a democratização. João Maurício, sempre engajado na realidade de seu tempo, aprendeu na carne que como intelectual comprometido com a educação não podia e nem devia manter-se afastado da política.

Candidatou-se em 1982 e foi o vereador mais votado (recorde em proporções de votos) assumindo a presidência da câmara. Ocupa a presidência da câmara pela expressiva votação e exerce a vereança apoiando a equipe do prefeito Walter Eduardo Avancini. Sua atuação pautou-se pela ética e moralidade.

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Neste período, a inflação era absurda. As famílias continham despesas para equilibrar o orçamento. Em 1986 José Sarney, assume a presidensia do Brasil, implanta o Plano Cruzado, que congelava preços e salários. Aos poucos, percebeu-se que tinha ficado mais fácil comprar, e toda a população se tornou fiscal do Sarney.

Em 1988 decepcionando com a política e alheio a esse jogo de interesses, retirou-se de cena e provoca tristeza e perplexidade.  Passou a dedicar-se à educação e agricultura, duas de suas grandes paixões.  Gerenciou a fazenda da família tornando-a produtiva e lucrativa.  A produção leiteira de baixa tecnologia tornou-se destaque produtivo, com a produtividade por área aumentando 20 vezes sob sua gestão. Ao final, a Fazenda São José do Varjão produzia 2.500 litros por dia, com produtividade média de 22 mil litros por hectare/ano. A média das melhores fazendas paulistas, na mesma época, era de 9 mil litros de leite/hectare/ano, enquanto a média nacional era de meros 1.300 litros/ha/ano.

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Em 1990 o Presidente é Fernando Collor e o Prefeito Geraldo Majella Furlani. Em 1992 surgiu o movimento “Fora Collor” e Casa Branca não foi um filho que fugiu à luta. Também fez sua passeata com cartazes e gritos de “Fora Collor”.

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Sem abandonar seus sonhos de educação diferenciada, em 1994, após um período de acertos, João Maurício implanta o Colégio Objetivo em Casa Branca junto com João Paulo P. Zanchetta. Sem sede própria acomodou-se no prédio do Ginásio Casa-Branquense e já no primeiro ano atraiu um grande numero de alunos e fez dele a escola modelo de Casa Branca. Sempre antenado com as exigências dos vestibulares, escolheu um corpo docente aprimorado e colocou vários casa-branquenses nas melhores faculdades do país.

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João Maurício continua sua luta porque queria mais para sua cidade. Correu atrás de um sonho antigo dos conterrâneos e implantou finalmente uma faculdade em Casa Branca – a FACAB.  Em 2000, Casa Branca ganha finalmente sua faculdade tendo como mantenedores João Mauricio, Maria Hortência, João Paulo Pinto Zanchetta e José Gregorine. Abriga os cursos de Turismo e Administração de Empresas, que hoje proporciona ensino superior a muitos jovens, que antes precisavam abandonar a cidade para concluir seus estudos.

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FACAB

 

Lutou sempre por uma sociedade mais justa. Inquieto e preocupado com os jovens atuou em vários movimentos de valorização dos mesmos. Em 2004 começa a apresentar sintomas da doença que o levou em 2005, no dia 13 de outubro deixando a cidade órfã de um apaixonado militante da educação e das grandes causas.

Momentos mais felizes de sua vida: Nascimento dos filhos. Realização profissional dos filhos. Reunião com a família. Vitória do São Paulo, sua grande paixão.

Momentos mais tristes: Perda da mãe. Quando era vítima de alguma injustiça.

Suas qualidades: Amor ao próximo, caridade acima de qualquer julgamento. Capacidade de agregar pessoas. Honestidade e lisura. Capacidade de perdoar.

Seus defeitos: Ser intransigente com coisas erradas. Julgar as pessoas pelo seu próprio caráter. Julgava inaceitável a injustiça e a falta de honestidade. Pelo rigor com relação ao caráter, acabou criando algumas poucas inimizades e desavenças que teve, inclusive dentro da família.

Relacionamento com pais, irmãos e amigos: Era muito querido pelos tios, irmãos, primos e sobrinhos. Era padrinho de quatro sobrinhos e filhos de amigos, que lhe dedicavam grande amizade. Prezava muito a amizade e sempre dizia que a maior riqueza do homem era conquistar amizades sinceras. A maioria de seus amigos vem da infância.

Fonte de pesquisa: Os filhos Maurício Palma Nogueira,  Renato Palma Nogueira, Gustavo Palma Nogueira. A esposa Eunice Silva Palma Nogueira. As irmãs Vera Helena de Carvalho Nogueira,  Maria Umbelina de Carvalho Nogueira. Amigos  Antonio Marchi Filho (Tilápia),  Tia Rita Villela de Carvalho Figueiredo,  A prima Marisa de Carvalho Pereira Gomes
Contribuição Sônia Margareth Marques Assumpção Costa – Diretora da EMEI e Creche “Prof. João Maurício de Carvalho Nogueira”,  Simone Elisa Rosa Strazza – Professora da EMEI “Prof. João Maurício de Carvalho Nogueira”
Fonte de minha pesquisa: http://www.casabranca.sp.gov.br

 

João Maurício uma pessoa rara, exemplo de vida e caráter, um homem realmente admirável!

 

Um grande abraço.

Maria Clara

O dia 9 de Julho, que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do Estado de São Paulo é feriado estadual. Os paulistas consideram a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico de sua história.

A lei 2.430, de 20 de Julho de 2011, inscreveu os nomes de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, o MMDC, heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932, no Livro dos Heróis da Pátria.

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Os atos de heroísmo e de abnegação foi unanime em todos os lares paulista, principalmente em Casa Branca. Toda a fronteira com Minas Gerais, ficou transformada em campo de guerra e Casa Branca não escapou à fúria do conflito, sendo palco destacado de duas fases do acontecimento que recebeu o nome de “Revolução Constitucionalista de 1.932.

 

Acervo do Blog

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Acervo de Adolpho Legnaro Filho

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Acervo de  Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Tivemos que pagar pesado tributo, no campo de batalha muitos perderam vidas entre eles é preciso citar os casa-branquenses Ângelo Stefanini, Manoel Martins, José Gerônimo de Vasconcellos. Mas a lista de nossos heróis não se restringe a esses bravos que perderam a vida lutando por São Paulo, pela liberdade, pelos ideais democráticos. Muitos foram os casa-branquenses que integraram as forças paulistas com dedicação e coragem. Voltaram, tiveram mais sorte que outros companheiros, mas retornaram com mágoa na alma, com o dever cumprido.

Acervo de  Adolpho Legnaro Filho

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Acervo de Adolpho Legnaro Filho

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Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

A primeira fase dessa sangrenta luta, refere-se a todo o período em que nossa cidade alojou os soldados paulistas que lutavam pela liberdade geral. Milhares deles aqui estiveram sediados, ocupando estabelecimentos de ensino, hotéis, pensões, ,estação ferroviária. Etc. Na velha estação da Mogiana, encontrava-se oculto o Trem Blindado, poderoso instrumento de guerra, o terror dos soldados de Getúlio Vargas. Foi no interior desse trem que Manoel Martins morreu, vitimado por uma bala de fuzil, que adentrou através de um orifício.

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

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Acervo de Adolpho Legnaro Filho

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Acervo de Adolpho Legnaro Filho

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Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

No velho prédio, onde funcionava a Fábrica de Tecido, instalou-se o MMDC – sede do comando (atualmente a fabrica não existe mais seu terreno foi loteado, situa-se no bairro Nazaré em frente ao DECET). Esses dois pontos eram o alvo do ataque de aviões de Getúlio Vargas, que surgiam nos céus casabranquenses, sempre em numero de três. O povo ficava apavorado e fugia para os arredores da cidade, a qual apresentavam um aspecto de verdadeira guerra: na praça da Escola Normal, na Matriz, mesmo em cima de igreja soldados usavam metralhadoras, fuzis tentando alvejar os aviões. Tarefa difícil mas entre Lagoa Branca e Casa Branca um deles foi abatido por nossos soldados, incendiando-se no solo. O piloto do avião inimigo, Tenente Lauro Horta Barbosa foi sepultado no cemitério desta cidade, era filho de Lauro Horta Barbosa, General da Aviação Brasileira. O trem Blindado nunca foi atingido pelos aviões ditatoriais e causava danos e mortes numerosas nos soldados que tentavam invadir Casa Branca. Numa dessas lutas, morreu Manoel Martins, foguista da Mogiana.

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

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Acervo do Blog

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Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

A Segunda fase da revolução começou com a retirada dos soldados paulista e a ocupação pelas forças ditatoriais. Eles chegaram numa noite de Domingo. O jardim principal Praça Barão de Mogi-Guaçu, achava-se tomado por muitos casabranquenses, quando um carro, com uma bandeira vermelha desceu a Rua Coronel José Júlio e passou em frente ao jardim contornando a praça. Um grito se ouviu “os Inimigos!” e a praça ficou vazia, todos correram para suas casas ou fugiram para fazendas de parentes ou para cidades afastadas de Casa Branca.

Intervenção Federal 1932 - Rua Coronel José Julio

Acervo do Blog – Intervenção Federal 1932 – Rua Coronel José Julio

 

No alto da estação da Mogiana, começou a chegar veículos de todos os portes. Eram os inimigos que ocupavam Casa Branca e formavam um enorme cordão de soldados. Perto de 25 mil ocuparam todos os pontos. Eram tropas irregulares, formadas de jagunços, voluntários engajados por Getulio Vargas. Eles vinham combater São Paulo e com ódio. Pois Getulio Vargas convenceu o Brasil que São Paulo queria a separação do resto dos Estados Brasileiros.

Acervo de Adolpho Leganaro Filho

Acervo de Adolpho Leganaro Filho – Arnaud Cintra

 

Acervo de Adolpho Leganro Filho

Acervo de Adolpho Leganro Filho – Arnaud Cintra

 

Acervo de Adolpho Leganro Filho - Arnaud Sintra

Acervo de Adolpho Leganro Filho – Arnaud Cintra

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Leganro Filho - Dr. Francisco Nogueira de Lima comandante de Campos de Jordão

Acervo de Adolpho Leganro Filho – Dr. Francisco Nogueira de Lima comandante de Campos de Jordão

 

Acervo de Adolpho Leganro Filho - Dr. Francisco Nogueira de Lima

Acervo de Adolpho Leganro Filho – Dr. Francisco Nogueira de Lima

 

Acervo de Adolpho Leganro Filho - Filhos do Dr. Francisco Nogueira de Lima

Acervo de Adolpho Leganro Filho – Filhos do Dr. Francisco Nogueira de Lima

 

Acervo de Adolpho Legnaro - Residência da Família Lima

Acervo de Adolpho Legnaro – Residência da Família Lima

Relação de Alguns Nomes do 2º Batalhão Nove de Julho.

Fotos do Acervo de Adolpho Leganro Filho

Fotos do Acervo de Adolpho Leganro Filho

Este batalhão era formado por 58 casa-branquenses não se tem o nome de todos. E outros mais que alistaram em outras fileiras por estarem estudando na capital e por outros motivos,  assim como Dr. Arnou Cintra, Teophilo Siqueira…

1- Francisco Caetano Marques; 2- x; 3- x; 4- Nenê Teixeira; 5- x; 6- Teodorico Gome – Antônio; 7- x; 8- Otavio Brito (Oriovaldo Brito); 9- João Nogueira; 10- Manoel Teodorico Gomes; 11- Aquiles Rodrigues; 12- José Antonio Romano; 13- Vito Antônio Tomeli; 14- Nestor Freitas; 15- Estavo Benetti; 16- Leônidas Horta de Macedo; 17- Iolando Basilone; 18- José Ângelo Romano; 19- Moacir Troncoso Peres; 20- x; 21- Aristides Troncoso Peres; 22-x; 23- Diogo José de Souza; 24- x; 25- x; 26- Antônio Tristão de Carvalho (Nenzinho); 27- João Horta de Macedo; 28- João Caetano de Lima; 29- Moises Villela de Andrade; 30- x; 31- Gentil Palmiro; 32- Orlando Barbosa; 33- Carlos Correia Mascaro; 34- Luiz de Mello Rodrigues; 35- x; 36- x; 37- José Beni; 38- José;  39- Vicente de Paula Salgado; 40- x; 41- Esmeraldino de Silos (Lalado); 42- x; 43- Paulo dos Santos (Paulo Pretinho); 44- x; 45- x; 46- x;47- x; 48- Mauro Correia Carvalho; 49- Nestor Rodrigues Conceição; 50- x; 51-x; 52- Paulo de Barros Ferraz; 53- Antônio Teodoro Gomes; 54- Ângelo Stefanini; 55- Paulo Carvalho de Lima; 56- x; 57- Antônio de Castro Carvalho;  58- x.

 

Acervo de Nicanor

Acervo do Blog – Nicanor Coelho Pereira

 

Ajoelhado a direita Nicanor Coelho Pereira, deitado Gentil Palmiro

Acervo do Blog – Ajoelhado a direita Nicanor Coelho Pereira, deitado Gentil Palmiro

 

No centro Nicanor Coelho Pereira

Acervo do Blog – No centro Nicanor Coelho Pereira

 

 Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho - Treinamento

Acervo de Adolpho Legnaro Filho – 

 

Acervo de Adolpho Leganro Filho - Treinamento dos Soldados

Acervo de Adolpho Legnaro Filho – Treinamento dos Soldados

 

Acerco de Adolpho Legnaro Filho. - Treinamento com Armas

Acerco de Adolpho Legnaro Filho. – Treinamento com Armas

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho - Batalha

Acervo de Adolpho Legnaro Filho – Batalha

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho - Batalha

Acervo de Adolpho Legnaro Filho – Batalha

 

Acervo Adolpho Legnaro Filho - Hora do Rancho.

Acervo Adolpho Legnaro Filho – Hora do Rancho.

 

Lista de Casa-branquense que alistaram a Revolução Constitucionalista:

Achiles Rodrigues, Alcides Morgado, Alcir Cunha, Alvino Bittencourt, Alziro Soares, Ângelo Stefanini, Antonio B. Coelho da Silva, Antônio Borragini, Antônio Carrara, Antônio Castro de Carvalho, Antônio Cezario Lima Horta, Antonio Firmino Silva, Antônio Rodrigues Oliveira, Antônio Theodoro Gomes Jr., Antônio Tristão de Carvalho, Apparecido Ignácio, Aristides Peres, Arlindo B. da Silva, Armando Rossi, Arthur Pellegrini, Arthur Rodrigues, Attilio de Figueiredo, Benedicto dos Santos, Benedicto Marques, Caetano Marques (Francisco), Carlos Corrêa Mascaro, Carlos Leite Ribeiro, Cássio Ferraz Sampaio, Cícero Braga, Dario Bacha, Décio Figueiredo, Domingos Zanchetta,Dórico Santa Lúcia, Dr. Accacio Vallim, Dr. Feijó Bittencourt, Dr. Francisco Nogueira de Lima, Dr. Moacyr Troncoso Peres, Edgard Palieiro, Elias Miguel Jacob, Elzio Ribeiro, Ernesto dos Santos, Evaristo Policarpo, Felix Milan Ferraz, Floriano Peixoto Abes, Francisco Nogueira de Lima Filho, Gentil Palmiro, Geraldino de Silos, Hercílio Felis Argentino, Hypolito de Freitas, Irineu Correa, Jarbas Nogueira de Lima, Jasson Andrade Dias, João Caetano de Lima Neto, João de Carvalho Nogueira, João Diniz Jr, João Furlani, João Horta de Macedo,João Radi, João Teixeira, Joaquim Mariano, José Ângelo Romano, José Benedicto, Antônio Firmino, José Borragini, José Dias, José dos Santos, José Farani, José Miranda, José Monteiro Seraggioli, José Thomáz de Carvalho, Júlio Gabriel Lopes, Laércio de Barros Castro, Lázaro da Silva, Leônidas Horta de Macedo, Luis Américo Introini, Luiz Bartalotti, Luiz Cazonato, Luiz Galotti, Luiz Gonzaga Balieiro, Luiz Gonzaga de Carvalho, Luiz Mello Rodrigues, Manoel Balbino da Silva, Manoel Benedicto, Manoel Theodorico Gomes, Mario Jacon, Mauro Corrêa Carvalho, Miguel Nogueira Carvalho, Milton de Carvalho, Moacyr Cunha Fonseca, Moisés Vilella de Andrade, Nelson Rangel, Nestor Antônio de Oliveira, Nestor Antônio, Nestor dos Santos, Nestor Freitas, Nicanor Coelho Pereira, Nicolino Thomáz, Octavio Teixeira, Odenero Simoncini, Oriovaldo Brito, Orlando Rossi, Oscar Borragini, Osvaldo de Oliveira Lima, Oswaldo de Silos, Oswaldo Galotti, Otávio Brito, Otávio Pádua Lima,Paulo Barros Ferraz, Pedro de Carvalho,Pedro Ribeiro da Silva, Pedro Sebastião, Prof. Joaquim Braga de Paula, Raul Neponuceno, Raymundo Dias dos Santos, Sebastião Augusto Castro, Sebastião Pinheiro Cardoso, Vicente de Carvalho, Vicente de Paula Salgado, Victor Antônio Atolia, Victor Joaquim, Vladimir Carvalho, Walter Pezuto, Yolando Basilone, Zacarias de Carvalho.

Acervo de Adolpho Legnaro Filho - José Basilone

Acervo de Adolpho Legnaro Filho – José Basilone

Abaixo os desenhos de José Basilone no front, cedidos pela filha Beth Basilone.

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Voluntários mandados para São Paulo:

Adelino C, Castro (Sargento), Anezio Marchs Burchuser, Antônio de Araújo Brandão, Antônio Flores Pânico, Antônio Pagino Filho, Benedicto Brandão,Benedicto Tobias, Emiliom Dias, Gonçalo Damar Ferreira, Herculano Silva Rosa, João Baptista Cazonato, João Floriano, João Pacheco, João Rodrigues, João Silva, João Araújo, Jorge Nogueira de Lima, José Eurides da Silva, José Jerônimo de Vasconcellos, José Pires, José Vieira dos Santos, Justino Clemente.Manoel Francisco, Mario Alonso, Miguel Mugalli, Sadi Bento da Silva, Silvio Castro Lima, Silvio Meira, Timotheo Gonçalves, Venâncio Gomes Júnior, Wladislao Gomes, Yzidro Bernardo dos Santos.

 

Acervo de Adolpho Leganro filho

Acervo de Adolpho Legnaro filho – Veteranos

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho - Veteranos Anos 70

Acervo de Adolpho Legnaro Filho – Veteranos Anos 70

 

Voluntários Casa-branquenses alistados em São Paulo: Dr. Arnaud Cintra Rodrigues, Dr. Teófilo Siqueira, e outros.

Primeiros Mártires: Ângelo Stefanini, Manoel Martins, morto ao conduzir o trem de tropas, José Jerônimo de Vasconcellos.

Ângelo Stefanini 1911 – 1932  – Filho da Exma. Sra. D. Angelina Sasso Stefanini e do Sr. Diomede Stefanini, ambos italianos, nasceu Ângelo Stefanini no ano de 1911, em Casa Branca, onde sempre residiu em companhia de seus pais e seis irmãos. Deixando o Grupo Escolar, aprendeu com seu pai o ofício de alfaiate, tendo trabalhado com ele. Ultimo emprego entregador de pães na padaria Italo- Brasileira. Em julho de 1932, alistou-se como voluntário nas fileiras do exército Constitucionalista, tendo partido desta cidade a 18 do mesmo mês e entrando para o 9º Batalhão 9 de Julho, seguiu a 28 para Itabatinga, a 30 para Guapiara e a 31 para Apiaí. Daí a Retirada e, consequentemente, sua morte a 4 de agosto do mesmo anos, em Ivapurunduva, município de Iporanga.

Manoel Martins 1899 – 1932 Filho da Sra. D. Maria Perpétua e do Sr. Antônio Martins, já eram falecidos. Nasceu Manoel Martins em Funchal (Portugal), em 1899, de onde veio para trabalhar na Fazenda Santa Cândida. Foi portador, limpador e foguista da Companhia Mogiana em Casa Branca; onde se casou com D. Amélia Martins, Portuguesa, deve dez filhos, dos quais seis morreram. Manoel Martins deixou ainda três irmãos moradores nesta cidade. Ferido a bala a 4 de novembro de 1932, dentro do trem Blindado, no setor de Lagoa Branca, o foguista heroi foi amparado por seus colegas. Removido para a Santa Casa de Casa Branca faleceu en vista da gravidade do seus ferimentos.

José Jerônimo de Vasconcellos 1906 – 1932 Filho da Sra. D. Bonifácia Alves e do Sr. Nico Alves, falecidos, nasceu em Passos (Minas Gerais), vindo já moço para esta cidade, onde se casou, em 1922 com a Sra. D. Izolina Nogueira de Vasconcellos, de cujo matrimonio nasceram Terezinha e Maria do Carmo. A 17 de setembro de 1932 caiu José Jerônimo mortalmente ferido no Cerrado, perto do município de Itapetininga, junto aos bravos soldados do Batalhão 14 de Julho, do qual era motorista. Assim narrou “Áureo de Almeida Camargo a morte de Jerônimo, no seu livro “A Epopéia”:- “o ataque inimigo é violento. Os canhões atacavam com tamanha fúria, colocavam M. P., fogo no mato, granadas de mão, do lado paulista, um escarcéu dos demônios! Desocupada uma trincheira inutilizada pela artilharia, Lauro de Barros Penteado é atingido por um estilhaço de Granada. Jerônimo Vasconcellos “pagador de boia” morre atingido por um tiro, na mesma posição em que se encontrava – deitado debaixo do caminhão.” “ O preto Jerônimo morreu humildemente, como vivera”.

 

Translado dos heróis de Casa Branca

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Adolpho Legnaro Filho

 

Capacete dos Soldados Constitucionalista o verde era de fabricação francesa o marrom de Fabricação inglesa , o cinturão bem a frente, peças doadas ao Museu de Casa Branca.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Medalhas, pente de fuzil, braçadeira e uma granada ao fundo.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Este é um conjunto de medalhas de um veterano da Revolução de 32 falecido já com bastante idade nos anos 80. Quem teve a oportunidade de conhecer um ex-combatente, sabe o orgulho com que esses velhinhos usavam suas medalhas – e entende o quanto esse barrete é EMOCIONANTE! Por São Paulo façam-se grandes coisas. Foram lá e fizeram.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Obelisco da Revolução

Obelisco da Revolução

 

O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 1932 - Parque Ibirapuera

O Obelisco Mausoléu aos Heróis de 1932 – Parque Ibirapuera

Curiosidade um Ritual entre os Soldados Constitucionalista

(http://tudoporsaopaulo1932.blogspot.com.br/)

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Detalhe do entalhe na porta de entrada do Mosteiro de São Bento.

No sítio “Tudo por São Paulo 1932”, onde foi postada a foto acima, para apreciação e debates de seus leitores, Débora Moura – Gerente Administrativo na empresa BJ Comercial e imobiliário Ltda. – esclarece com os seguintes dizeres “… quando os “papais” entram eles cumprem um rito de colocar os dois dedos na cavidade dos olhos da caveira, não sei porque, mas se olhar de perto veras que as marcas de anos de rito são visíveis.”

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Termino esse “Post” com um vídeo que esclarece bem a Revolução Constitucionalista.

Uma excelente produção histórica, creio deveria ser material de museu e vídeo obrigatório nas salas de aula de São Paulo e do Brasil.  Parabéns aos produtores, historiadores, narradores e profissionais.

 

Um grande abraço.

Maria Clara

Foi em 1854 que o Dr. Martinho da Silva Prado introduziu o café no município de Casa Branca, mas essa lavoura só ganharia importância a partir de 1878, com o advento da Estrada de Ferro Mogiana, que garantiu o escoamento da produção e a introdução da mão-de-obra estrangeira mais especializada. É nesse período que Casa Branca passou por uma fase verdadeiramente revolucionária. Casa Branca torna-se o posto mais avançado da estrada de ferro e o problema do transporte e da mão-de-obra é resolvido.

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Estação da Mogiana – Ramal com a rotunda e Casa de Maquinas e a Plataforma de embarque.

Com isso, a função agrícola domina a vida na cidade, complementada pela função comercial. A influência da estrada de ferro também se faz notar no crescimento da cidade: o povoamento, detido até a Praça Barão de Mogi Guaçu, junto à Igreja Matriz, começa a se estender colina acima, para atingir a estação da estrada de ferro, localizada na parte alta da cidade. Ao mesmo tempo, o comércio desloca-se para a Rua Coronel José Júlio (a Rua da Estação), caminho mais curto para atingir a estação. A cidade alcança seu desenvolvimento máximo em comprimento e começa a crescer em largura.

 

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Igreja Matriz anos 10 do século XX, nota-se as torres frontais com diferença no estilo, aparentemente existia dois relógios e as duas torres sustentavam os sinos, atualmente o relógio somente no da esquerda e os sinos permanecem á direita.

A cultura cafeeira manteve-se até 1924, quando começa a diminuir sua produção em consequência do esgotamento dos solos, da praga da broca e da concorrência das novas áreas abertas ao café, e cai em completa estagnação com a crise de 1929. Criação de gado, cereais, hortaliças e o algodão substituíram o café.

Diante dessa crise, a sociedade brasileira encaminha-se para um novo modelo de crescimento, baseado numa produção voltada para o mercado interno e sob a liderança do setor industrial. O processo de industrialização emergente coloca em cena novos atores sociais e novas relações de trabalho, expandindo o assalariamento e a residência urbana. A cidade e a indústria exercem grande atração sobre os moradores do campo e a migração rural-urbana toma vulto sem precedentes.

Nesse processo de industrialização do país, os problemas econômicos que já existiam em Casa Branca agravam-se com o desequilíbrio entre a produção agrária e a comercialização desses produtos ou a sua industrialização. Casa Branca nunca foi uma cidade industrial: tanto no passado como no presente, as iniciativas industriais nesse município foram, marcantemente, inconstantes.

 

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus - PMSP

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus – PMSP

 

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus - PMSP

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus – PMSP

Plantas originais da Escola Normal de Casa Branca – 1918/1919 projeto de Cesar Marchisio somente inaugurado em 1933.

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Mas a cidade destacou-se em outro ramo. Na década de 1910, Casa Branca teve grande destaque no ramo educacional, que se transformou num fator de desenvolvimento econômico. A partir de 1912, graças à ação do Dr. Francisco Thomaz de Carvalho, foi criada a Escola Normal de Casa Branca, cuja função foi essencial à vida da cidade. Casa Branca, transformada em capital-escola, possuía amplo raio de ação, que alcançava, principalmente, Itobi, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Vargem Grande do Sul, São João da Boa Vista, Mococa, Cajuru, Palmeiras, Tambaú, São Simão, Cravinhos, Aguaí e o Sul de Minas. Numerosas famílias fixaram-se em Casa Branca para educar seus filhos, o que constituiu importantíssimo fator, ao lado da cultura cafeeira e da ferrovia, na determinação do índice populacional de 26.397 habitantes, em 1920, somente superado no ano de 2000, com 26.800 habitantes.

 

Foto de Maria Clara Lira

Foto de Maria Clara Lira

Formatura Normal de 1950 – O Professor Luiz Guerreiro e o segundo da frente da direita.

Foto de Orpheu Puglia

Foto de Orpheu Puglia

Década de 50 –  Festa de Formatura. Diretor João dos Santos Bispo – Paraninfos: Professora Iolanda e Silvestre Francisco Puglia então prefeito.

 

Com a crise do café, em 1929, salientou-se o papel da Escola Normal como suporte vital do contexto funcional da cidade, garantindo-lhe sua sobrevivência após a época de ouro daquele produto. Mas, com a expansão da rede escolar estadual, a partir da década de 1940, Casa Branca perdeu sua expressiva posição de polo educacional, o que refletiu incisivamente em seu desenvolvimento.

Hoje, Casa Branca não possui nenhum destaque econômico. Casa Branca foi importante entroncamento rodoferroviário, mas, hoje, resguarda apenas sua condição de nó rodoviário, dada a desativação da malha ferroviária. A indústria não se desenvolveu, havendo poucos estabelecimentos desse setor secundário, e a economia gira em torno do funcionalismo público, do presídio estadual e da agricultura.

A agricultura, no entanto, atividade histórica empreendida desde a vinda dos açorianos e intensificada com a imigração mineira é uma atividade que não traz divisas econômicas para o município esse problema ainda persiste, pois Casa Branca é um dos maiores municípios irrigado do Estado de São Paulo, grande produtor de batata, de cebola e cana. O primeiro produto é todo desviado para Vargem Grande do Sul, por uma decisão do prefeito Prof. Magela que não deixou instalar aqui os lavadores de batata, que foi instalado em Vargem Grande do Sul, que veio a ser considerada a terra da Batata, pois é lá que se recolhem todos os impostos da produção; o segundo produto a cebola, foi para São José do Rio Pardo e Itobi, o terceiro a cana vai para Palmeiras onde tem a Usina. Em Casa Branca não fica nada, até a mão de obra vem de fora (dessas cidades).

 

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Foto dos anos inicio dos anos 70 ao fundo a Vila Industrial ou Vila Borzani mais a frente a antiga Agência da Volkswagen e Hotel Coesa empreendimentos do empresário Sr. José de Araujo, bem a frente a estrada Palmeiras – São José do Rio Pardo fica entre dois trevos um para São Paulo o outro para Sul de Minas Gerais.

 

Quanto às indústrias Casa Branca tem duas grandes a da “Loucura” e a do “Crime” (o Cocais e a Penitenciaria),  agora com o AME que cuida da saúde da região toda e de difícil acesso a população casa-branquense, que também utiliza, mas tem um numero certo  de atendimento. Realmente, a economia da cidade gira entorno do funcionalismo publico até hoje. Casa Branca tem uma cultura que empresa que instala aqui reclama, mesmo no setor agrícola, os funcionários logo que são admitidos tiram licença médica, uma pratica do vício de funcionário publico, que vem a ser a reclamação de todo empresariado e a fama do povo já pegou.

E tem mais a Saúde tem uma verba federal para atender o numero de habitantes do município, e não inclui os presos que somam 1.500 presos em média e mais seus familiares que por vez usam o sistema de saúde,  ainda atende a Renovias que tem  polo aqui em Casa Branca,  todo atendimento de emergência vem para a saúde do município. Então se gasta muito com pessoas de fora o que seria para os moradores da cidade.   A situação da Santa Casa é caótica deve até a alma.

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Quanto ao número de habitantes esse número todos os municípios do país mentem, Casa Branca deve estar por volta de uns 18.000 habitantes na real,  igual ao censo de 1920 no auge da Escola Normal e da Mogiana. Por tanto nada mudou nesse quase um século.

Quando Dr. Francisco Thomáz de Carvalho como deputado quis fazer Casa Branca desenvolver o único meio que viu foi a educação, e ele estava certo. Na mesma época passou por Casa Branca a Caravana Pereira Barreto que quis trazer a industrialização para Casa Branca, os políticos da época acharam que misturar educação com operários seria mal para cidade e enviaram junto com a Caravana Perreira Barreto Partindo de Jacareí, os Barrettos passaram por Camanducaia e Ouro Fino, em Minas Gerais e Espírito Santo do Pinhal, já na província de São Paulo. Depois chegaram a Casa Branca. A partir daí, foram guiados pelo coronel Hipólito de Carvalho, que conheceram naquela cidade. O entusiasmo para com as terras paulistas era tão notório que o Dr.Luiz disse ao guia Hipólito, enquanto descansavam num hotel: “Estamos maravilhados… São Paulo dentro de poucos anos será o maior empório cafeeiro do mundo. Para isso, só lhe faltam fáceis meios de transporte. Felizmente o paulista é inteligente e empreendedor e, em breve, fará com que estradas de ferro rasguem todos os seus sertões. Assim, a imigração virá!”. (Trecho do livro Caravana Pereira Barreto); para Cravinhos e Ribeirão Preto onde fundaram a cidade de Cravinhos e a Antártica em Ribeirão Preto industrializando a cidade quem os levou indicado pela Câmara foi o Sr. José Ferreira de Silos um dos filhos do Barão de Casa Branca.

Depois disso nos anos 50 para os anos 60 o Solon Borges dos Reis quis instalar em Casa Branca a USP, segundo consta que o prefeito da época o Dr. Theofilo Siqueira informou que não podia e não tinha dois alqueires de terra para doar ou dinheiro para desapropriar as terras que era a única exigência do governador do estado de São Paulo Sr. Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto e pela urgência e demora do prefeito o Solon Borges dos Reis levou para São Carlos onde era diretor da escola Normal daquela cidade. Mais uma vez Casa Branca deixou passar entre os dedos sua oportunidade de crescer.

Hoje com um distrito industrial bem localizado, mas sem infraestrutura de asfalto e água Casa Branca está estagnada. E vai acabar em boçoroca mesmo, cheia de aposentados e funcionários públicos que mal ganham para sustento de suas famílias.

Terminando com um dos imóveis mais antigo de Casa Branca.

Arquitetura/Histórico

 

Casarão dos Guerreiros – Estilo Colonial – Ano 1842 – Praça Ministro Costa Manso.

Foi o primeiro sobrado colonial construído no município era sede de uma fazenda. O casarão assobradado de construção mista do séc. XIX com estilo colonial mineiro, que segundo informações colhidas pertenceu ao major José Pedro Leão. Levantada inicialmente uma pequena construção em 1856 (livro de Registro da Intendência nº 2 e em 1886 teve inicio a construção atual.

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O terreno inicialmente tinha como limite a passagem de Goiás até a bacia do Coronel Castro, conforme o tempo esse terreno vai diminuindo que hoje faz limite com a praça ministro Costa Manso até  a Av. Ganymédes José. Aproximadamente no ano de 1886 foi levantada uma pequena construção que servia como sede, logo após é edificada a residência principal.

Foto de Hélia Legnaro

Largo da Boa Morte, o Casarão dos Guerreiros no Canto esquerdo – Foto de Hélia Legnaro

 

Segundo documentação do cartório de registros de imóvel da comarca de  Casa Branca no livro 3M pg. 245 de 4 de julho de 1929, consta que o casarão possuía 22 cômodos sendo no andar térreo 5 cômodos assoalhados, 3 cimentados e atualmente praticamente todos os cômodos são de piso hidráulico menos a sala de jantar que continua. E no andar de cima 6 assoalhados, mas atualmente o andar de cima possui 6 cômodos, 5 assoalhados e um de 1 de piso hidráulico. Sua fachada possui 8 janelas sendo que em sua extensão contem a medida de 15,20M com entrada lateral por um portão de ferro, e um jardim  na sua lateral direita do casarão de estilo clássico lateral gradeado em toda sua extensão medindo 17,30M de frente.

Foto de Hélia Legnaro

Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, no mesmo loca que leva seu nome. Foto de Hélia Legnaro

 

E  na sua esquerda possuía uma Capela lateral dedicada a Nossa Senhora da Boa Morte, esta antes se localizava na praça a frente do casarão onde hoje se encontra o Fórum. Por este motivo o largo era referenciado como Largo da Boa morte que depois passa a se chamar praça Rodrigues Alves e hoje se chama Praça Ministro Costa Manso. Neste mesmo local durante o período de 1906 até 1940 ocorria apresentações  de filmes e também festa populares, nesse tempo a igreja já tinha sido demolida e para não “perder-la” eles a reconstroem uma capela em homenagem na lateral esquerda do casarão. Sua estrutura contem paredes de alvenaria onde cada tijolo mede aproximadamente 0,8 cm por 0,24cm, e de pau-a-pique. Como era uma construção de senhorio a parte de vidraçaria foi toda trazida da Europa em sua maioria colorido, como pode se ver nos vitrais contidos nas janelas do andar superior.

 

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Localizada na praça onde hoje se encontra o Fórum e cadeia em vermelho. Em lilás toda área do Casarão, 2009 data.

 

Antônio Moreira e seus filhos vendem o casarão há Luiz Guerreiro em 7 de outubro de 1933, segundo consta no livro 3P pg.195 do cartório de registro de imóveis da comarca de  Casa Branca. Com o falecimento de D. Palmira no ano de 1952, o casarão passa a pertencer a seu marido Luiz Guerreiro e a seu filho Edgar Alcântara de Oliveira Guerreiro. E em 1960 com o falecimento do doutor e professor Luiz Guerreiro o casarão passa a ser integrado ao patrimônio de seu único filho Edgar Alcântara de Oliveira Guerreiro.

 

Foto de Hélia Legnaro

Foto de Hélia Legnaro

 

Já na década 60, Edgar Alcântara de Oliveira Guerreiro resolve fazer algumas modificações no casarão, como a mudança do piso de assoalho para piso hidráulico, removem algumas paredes  do andar superior, transformando um cômodo do mesmo em banheiro e por estar em estado precário e condenada em sua estrutura  a capela foi removida.

No ano de 1994 o casarão recebe mais algumas alterações como, a remodelagem do jardim onde é incluída mais algumas estátuas, e nas paredes internas da sala de entrada e da sala de jantar que recebe a pintura de painéis. No ano de 2000 Edgar Guerreiro doa em herança o casarão para o Sr. Norberto José Pereira, em 2004 ele vende no valor de 120 mil reais para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores.

Em 2005 a Igreja devasta o pomar para a construção de um salão para encontros religiosos (que não foi construído) e neste mesmo período eles ameaçam demolir até o próprio casarão.

Esta ação deixa a população perplexa, que luta contra e clama pela lei n°1548 que foi promulgada em 19 de julho de 1990 assinada pelo então prefeito Geraldo Majella Furlani. A população indignada resolve entrar com um pedido de doação do casarão para o poder publico, podendo assim restaurá-lo e transformá-lo no museu de Casa Branca.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Está desativado desde 1998, nunca teve ninguém ou melhor dizendo todas as vezes que tentei reativar encontrei obstáculos políticos e publico. Muitos consideram um mal, visto o que acontece com o casarão dos Guerreiros, tombado quando a 1ª criação do CONSELHO em 1985, Casa Branca se arrasta quanto a preservação de sua história e de seu patrimônio (entrevista com o Professor Adolpho Legnaro Filho).

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

Por meu portão sempre aberto para os amigos que vinham rindo e felizes para um novo encontro de artes, musicas e literaturas. Hoje se encontra fechado proibindo a alegria.

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

Agora estou no terceiro passo para minha queda, o primeiro foi o abandono, a segunda a invasão,  agora me cercam para que eu não caia na cabeça de alguém.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Mural Pintado pelo Dr. Prof. Edgar Guerreiro representando a 1º Missa no Brasil.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Porta de acesso a Sala de Jantar e área de serviços.

Quem me viu nos bons tempos, que de mim se ouviam vozes de amigos pintores, amigos músicos, amigos literários, amigos simples que animavam meus corredores, minhas salas ficarão nas lembranças, pena que novas gerações me vê assim degradado.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Neste Salão tantas musicas se ouviu de um belo piano de calda que era o orgulho de meu dono nele grande mestres tocaram se fixar os olhos poderá ouvir vozes, risos, cheiro de tinta de quadro, pincéis espalhados e acima de tudo a MUSICA.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Neste canto entre o Salão e área de serviços podem contemplar somente em fotos, pois não existe mais esta bucólica paisagem pintada pelo meu senhor e dono, minhas entranhas estão mais a mostra o pau-a-pique mais aparente como neles passassem minhas artérias, nesta sala de jantar pode-se sentir a visão de um banquete servido em porcelanas inglesas com talheres de prata e até sentir o cheiro de uma boa ceia.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Vou-me, e levo comigo suas lembranças e fico na mente daqueles que convivi. Mas sou forte ainda vou resistir, por quanto tempo ainda não sei.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Minhas janelas estão caídas mas olham para quem passa e me admira ou de mim tem dó.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 Meu vaso não tem mais planta mas ainda impera majestoso.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

De minhas amigas constantes somente a primavera continua a contemplar o meu jardim. Éramos uni presentes sempre a olhar para quem nos contemplavam.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Minha outra amiga jaz no corredor lateral, ela não queria mas tentaram levá-la como as outras que se foram ou se quebraram.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Todos os caminhos que levavam para o centro da fonte, que jorrava o frescor para todos os cantos, o pergolado com suas flores embrenhadas juntavam com as outras flores que perfumavam o ar.

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

Este é a principal via de acesso a todo complexo desde a entrada para a residência, o jardim e la no fundo o portão que separava a casa para a natureza um belo pomar com jabuticabeiras, mangueiras, limoeiros, laranjeiras, cajueiros… Uma verdadeira obra de Deus que se perdeu e deixou em terra nua abandonada, OH! Deus quanto era maravilhoso contemplar sua obra.

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

Hoje meu jardim esta limpo, literalmente limpo. Ervas daninha ocupam o que outrora só dava alegria, estou me sentindo fraco resisto e vou resistindo com todas as minhas forças. Com FÉ ainda voltarei assim como a FENIX voltou das cinzas irei imperar. Mesmo que meu destino for ao contrario ainda estarei para sempre na mente e nas almas de quem me conheceu, farei falta a esta praça e no imaginário dos meus amigos que lutam por mim.

 

Dia 06 de maio passado o Ministério Publico cobrou a restauração do casarão conforme matéria do G1:

06/05/2015 09h01 – Atualizado em 06/05/2015 09h01

MP cobra restauração de casarão que tem risco de desabar em Casa Branca

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/05/mp-cobra-restauracao-de-casarao-que-tem-risco-de-desabar-em-casa-branca.html

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Termino esta série “Salve sua Memória Casa Branca” com um comentário de  Ana Cláudia Costa Zanchetta:

“Todo mundo deve saber já….mas lembrando de que há três anos um grupo de pessoas de Casa Branca daqui e os que estão em São Paulo mas que amam nossa cidade…. Reuniram-se com o propósito de investir na cidade aproveitando o mote dos 200 anos….um projeto foi feito com profissionais de todas as áreas e muita gente para trabalhar pela cidade em todos os setores….seria uma comemoração que marcaria a cidade e a traria de volta ao mapa, com investimentos e um tratamento pontual a autoestima da cidade que anda quase zero!!! Publicitários, engenheiros, educadores, advogados e investidores estavam muito animados!!! Este projeto foi apresentado ao prefeito e alguns assessores, foram algumas reuniões…eu estive em umas três junto com a atual administração!!! O prefeito não aceitou a ajuda da sociedade civil, ainda não entendi se por ciúmes de alguém da equipe ou simplesmente por que iria fazer melhor… Os 200 anos passaram e nada foi feito…continuamos com as quermesseszinhas de cidadezinha…rsrsrs…enfim as ideias e projetos eram incríveis…até o replantio das palmeiras imperiais com direito a vinda do atual príncipe Orleãns e Bragança para um remake de quando as palmeiras foram plantadas tínhamos conseguido…pras crianças e seu imaginário…reviver a história e aprender sobre a cidade com projetos com gibi nas salas de aula…começar a entender para gostar da cidade….isso é só um exemplo e a custo praticamente zero para a prefeitura!!! Não quiseram… o Guto Gossi e a Regina Teixeira Araújo  sabem os detalhes porque participaram!!! Enfim, é pra desanimar mesmo!!! Acho que falta carinho para com a cidade!!!”

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo. O texto poético sobre o Casarão dos Guerreiros também são de autoria do Professor Adolpho Legnaro Filho.

Através dessa série de 7 “Post” tivemos o intuito de mostrar para a população de Casa Branca que ela precisa se unir e tomar providências para que o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade não seja totalmente destruído.

” O tempo corre mais para o passado do que para o futuro. É preciso segurar o passado porque de suas luzes dependemos todos em todos os tempos.” (Erasmo de Roterdam )

 

Um grande abraço.

 Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer ao  Orpheu Puglia, Hélia Legnaro,  Adolpho Legnaro Filho, Ademar Madureira, Selma Dourador e o Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico por cederem fotos de seus arquivos para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

“A cultura, no amplo conceito antropológico, é o elemento identificador das sociedades humanas e engloba tanto a linguagem na qual o povo se comunica, conta suas histórias e faz seus poemas, como a forma como prepara seus alimentos, suas crenças, sua religião, o saber e o saber fazer as coisas, seu direito. Os instrumentos de trabalho, as armas e as técnicas agrícolas são resultados da cultura de um povo, tanto quanto suas lendas, adornos e canções.” (Souza Filho, Carlos Frederico – Mares de. Bens culturais e proteção jurídica. Porto Alegre, EU/ Porto Alegre. 140p. p.9)

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

 

“A memória ignora a decadência e a morte; a memória ergue-se contra as faces do tempo e alisa suas rugas físicas e conceituais; levanta-se como obstáculo à continuidade da consciência e dificulta a possibilidade de regredir para além das necessidades do destino atual tanto quanto propõe matéria-prima à inteligência analítica e corrosiva. É a memória um dos instrumentos de melhoramento do mundo por dotar o passado, quer dizer, a essência da infância, de uma aura idealizante…” (Dicionário Crítico de Política Cultural. Teixeira Coelho. Fapes p/ Iluminuras, 2ª ed. , 1999, pág. 249, 250)

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

A cultura e a memória de um povo são os principais fatores de sua coesão e identidade, os responsáveis pelos liames que unem as pessoas em torno de uma noção comum de compartilhamento e identidade, noção básica para o senso de cidadania.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

 

O patrimônio histórico e artístico materializa e torna visível esse sentimento evocado pela cultura e pela memória e, assim, permite a construção das identidades coletivas, fortalecendo os elos das origens comuns, passo decisivo para a continuidade e a sobrevivência de uma comunidade.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Além desse aspecto de construção de identidades, a noção de patrimônio cultural diz respeito à herança coletiva que deve ser transmitida às futuras gerações, de forma a possibilitar relacionar o passado e o presente, permitindo a visão do futuro, dentro do conceito de desenvolvimento sustentável.

 

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

46- Sobrado da Da. Izete Horta – Rua Altino Arantes.

Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho

 

A loja ao lado foi construída na garagem, agora demoliram o terraço para dar continuidade.

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Há muitos anos atrás ela recebeu um corte no seu quintal para o comércio,  no ano passado foi a vez da garagem descoberta, agora a sua frente que nunca mais veremos.

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Uma pena, mais uma casa estilo antigo sendo reformulada, uma casa linda e charmosa. Aos poucos Casa Branca vai descaracterizando construções e perdendo sua história.

 

 

47– Horto Florestal – Criado nos anos 60.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Por volta dos anos 60 foi criado o Horto Florestal na Rua Capitão Castro perto da ACCPPE, como um experimento de contenção de Boçoroca e para reproduzir plantas nativas. A primeira fase foi o manejo de eucaliptos e pinhos por terem raízes profundas e serem excelentes consumidores de água mas não deu muito certo e mesmo assim ainda continuou a erosão do solo, hoje continua em atividade na parte de cima (Av. Renato Pistelli) e é ocupada pela Policia Florestal.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

48 – Polícia Florestal – Avenida Renato Pistelli.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015


49- Bosque Municipal – construído em área preservada no final da década de 60 – Administração Carlos dos Santos Bastos.

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As fotos acima do Bosque Municipal  de Casa Branca aparece o Prefeito Carlos Bastos dos Santos, são do processo da Administração dele e estavam em poder do Arquivo Documental do Museu H. P. Alfredo e Afonso de Taunay – Na administração passada tiraram tudo do Museu e misturaram com o Arquivo Municipal, uma heresia desvincular os arquivos Históricos do Museu e ajuntar com Arquivo Municipal, falta de tato (conhecimento) administrativo e um crime contra o patrimônio do acervo do Museu ( entrevista com o Prof. Adolpho Legnaro Filho).

 

Foto de Silvia Cristina Bozeda - 1981

Foto de Silvia Cristina Bozeda – 1981

 

Foto de Silvia Cristina Bozeda - 1981

Foto de Silvia Cristina Bozeda – 1981

 

Entrada do Bosque reestruturação da Administração Dr. Antônio Carlos Saran (Nê Saran) – 2008

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Site da Prefeitura

Foto Site da Prefeitura

 

Foto Maria Clara Lira - 2011

Foto de  Maria Clara Lira – 2011

 

Foto Maria Clara Lira - 2011

Foto de Maria Clara Lira – 2011

 

Foto de Maria Clara Lira - 2011

Foto de Maria Clara Lira – 2011

 

Foto de Maria Clara Lira - 2011

Foto de Maria Clara Lira – 2011

 

 

48– Marco Comemorativo da Guerra do Paraguai – Monumento em comemoração a Passagem das Tropas do Capitão Drago com o Tenente Alfredo de Taunay, que se deu a retirada da Laguna.  Foi erigido em 1938 pelos alunos da Escola Normal.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Monumento em granito, localizado originalmente no local onde acamparam os soldados que participaram da célebre Retirada da Laguna, episódio da Guerra do Paraguai ocorrido em 1865.  Transferido para a Praça Honório de Sylos. Homenageia a figura do Visconde de Taunay.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Esta  placas foram colocadas no lugar das originais  que eram de bronze e foram roubadas.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Trajeto da Companhia da Marcha da Força gravada no próprio Monumento.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Em 2004 em evento que se refez o trajeto da Companhia das Tropas do Capitão Drago – Projeto da Rede Globo.

 

50- Monumento ao Irmão Roberto Giovanni – Pátio da Igreja do Desterro.

 

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Essas fotos são do túmulo do Irmão Roberto dentro do Santuário do Desterro.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

51- Monumento a João de Souza Coelho – Um tributo ao imigrante português.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 Armazém do Sr. João Souza Coelho – Casa Coelho.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2011

Esta foto foi tirada por ocasião da recolocação do Busto de João De Souza Coelho em 2011. Passados onze meses tornaram a roubar o busto e as duas placas laterais que existia, o busto foi feito pela artista Cristina Motta, da cidade de Búzios – RJ

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

 

52 – Ruas Antigas e Históricas.

As ruas do Mercado  passaram a receber, respectivamente, os nomes Altino Arantes e Lacerda Franco.

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

 

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Rua Altino Arantes

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Foto Adolpho Legnaro Filho

Foto Adolpho Legnaro Filho – 2015

 Rua Altino Arantes, início na Praça Barão de Mogi Guaçu.

 

Rua Lacerda Franco


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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Lacerda Franco o muro do Instituto no final.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Lacerda Franco esquina com a Dr. Moacir Troncoso Peres vista parte de cima.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Rua Pedro de Toledo

Rua São Miguel com o nome Pedro de Toledo, Governador de São Paulo na epopéia de 9 de julho de 1932.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Em frente ao Instituto a Rua Pedro de Toledo, atrás a Rua Lacerda Franco, lado esquerdo a Rua Luiz Piza e lado direito a Rua Altino Arantes.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Pedro de Toledo com Instituto ao Fundo e as barraquinhas do AME tampando o Patrimônio Histórico tombado.

 

Rua Luiz Piza

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Na esquina do lado direito hoje o Restaurante Mama Mia e a esquerda a residência do escritor Ganymédes José.

 

Foto de Adolpho Leganro Filho - 2015

Foto de Adolpho Leganro Filho – 2015

Rua Luiz Piza –  A direita casa do Ganymedés José a esquerda o Restaurante Mama Mia.

 

Foto de Maria Clara Lira

Foto de Maria Clara Lira

 

Foto de Maria Clara Lira - 2013

Foto de Maria Clara Lira – 2013

 

Foto de Maria Clara Lira - 2013

Foto de Maria Clara Lira – 2013

 

Praça Barão de Mogi Guaçu

Como homenagem digna foi o corpo do Barão de Mogi Guaçu, Capitão Caetano de Lima; sepultado no interior da igreja e ao largo da Matriz foi dado seu nome.

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Foto de André Nigro

Foto de André Nigro

 

Foto De Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

 Rua Coronel José Julio

A Rua da Estação, depois da Proclamação da República, passou a ser chamada pelo título de Rua Marechal Deodoro e depois Coronel José Júlio. Era até então uma rua longa e com poucos prédios. O Coronel José Júlio de Araújo Macedo mandou edificar diversas casas novas.

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Foto Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

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A esquerda hoje é o Banco do Brasil onde funcionava uma Cervejaria, a direita enfrente o atual Banco do Brasil a Casa Sartori, e na outra esquina onde aparece os toldos era a Casa Romano.

 

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Nesta foto podemos ver o Bar Central (atualmente Lojas Cem), o Cine Central (atualmente a Galeria), na esquina a Casa Vicenza do Sr. Fiori Cassiolato (atualmente o Banco Bradesco) e do outro lado o Bar do Sr. Marcelino Antonialli.

 

Foto de Henrique Cassiolato

Foto de Henrique Cassiolato

Nos dias de hoje a Loja do Sr. Fiori virou Bradesco e o Bar do Sr. Marcelino já tem outro dono.

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Nesta podemos ver a loja  A Jóia  do Sr. Júlio Magalhães, na esquina a Casa Horta do Sr. Abdalla, no outro lado da rua a Loja Rubi do Sr. Abílio Sasso, a casa da Da. Maria Bruno (avó da Helcia Romano) que depois foi o “Cirandinha”, a Ótica Piccolo, a casa da Da. Augusta Piccolo, a casa em que minha família morava e a Padaria da dona Mariana Zanchetta.

 

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1972

Casa da Da. Maria Bruno, Ótica Piccolo, Casa da Da. Augusta Piccolo e a casa em que minha família morava, Padaria da Da. Mariana Zanchetta, papelaria do Sr. Natal, a residência da Família Nogueira de Lima e a Loja Fioravante (Banco Bradesco).

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Henrique Cassiolato

Foto de Henrique Cassiolato

Nos dias de hoje não temos mais Ótica Piccolo, A Jóia, Loja Rubi e nem o Armazém do Sr. Antonio Lopes.

 

Foto de André Caetano

Foto de André Caetano

O pessoal sentado em frente a Loja Abdala, a loja A Jóia virou Restaurante, enfrente a Casa Lopes, a Loja do Sr. Raul Palma e Banco Banespa.

 

Foto de Adolpho Legnaro 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Nicanor

Foto de Nicanor Coelho Pereira Junior

Em frente a Praça Barão de Mogi Guaçu, vemos a Cantina do Vital e a Casa Carlos do Sr. Jorge Khoury – Anos 50.

 

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Podemos ver a Casa Salotti,  o Bar do Benga e a Farmácia do Sr. Dorotheu Barbosa.

 

Foto de Ademar Madureira - fev/2015

Foto de Ademar Madureira – fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 Hoje não tem mais Farmácia do Dorotheu Barbosa e nem o Bar do Benga.

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Foto de Ademar Madureira - Fev/2015

Foto de Ademar Madureira – Fev/2015

 

Rua Capitão Horta

No ano de 1896, o maior movimento comercial convergiu para a Rua das Flores, que passou a ser denominada Rua Capitão Horta, como homenagem a Moisés de Oliveira Horta.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Capitão Horta – Fábrica de Macarrão dos Zanchetta.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Residência Colonial Rua Capitão Horta – Restaurante Capitão Massa

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Capitão Horta – Residência estilo Neo-Colonial –  anos 40/50.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

Rua Capitão Horta com a Rua Padre Santana.

 

Rua Padre Santana.

Foto de Adolpho Legnaro Filho - 2015

Foto de Adolpho Legnaro Filho – 2015

 

 Rua Waldemar Pânico

A Rua do Comércio, hoje Rua Waldemar Pânico, foi caindo no esquecimento, entretanto no tempo no Império ali existiram grandes empórios comerciais com um movimento fantástico.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

O Patrimônio Cultural é o legado, a herança deixada através dos tempos, que explica e dá conta da vida de uma sociedade; é a raiz e o espelho das transformações sociais.

O patrimônio cultural, assim como o natural, deve ser entendido como parte do patrimônio ambiental. Compreende não apenas expressões materiais (históricas, artísticas, arquitetônicas, paisagísticas e urbanísticas), mas também o que se denomina patrimônio imaterial – conhecimentos e modo de fazerem enraizados no cotidiano das comunidades; rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social; manifestação literária, musica, plásticas, cênicas e lúdicas.

A civilização contemporânea tem feito uma inteligente opção por padrões de desenvolvimento sustentável,  que garantam às gerações futuras o direito de usufruir de um meio-ambiente saudável e de uma herança cultural que distinga e identifique os diferentes povos.

 Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Continuamos com nosso apelo a população de Casa Branca, para que fiquem atentos ao que esta acontecendo e o que pode ser afeito para salvar o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer ao Luiz Carlos, André Nigro, André Caetano, Ademar Madureira,  Adolpho Legnaro Filho, Silvia Cristina Bozeda, Nicanor Coelho Pereira Junior, Henrique Cassiolato, o Site da Prefeitura de Casa Branca e o Arquivo Documental do Museu H. P. Alfredo e Afonso de Taunay  por cederem fotos de seus arquivos para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

“Não basta ensinar o analfabeto a ler. É preciso dar-lhe contemporaneamente o elemento em que possa exercer a faculdade que adquiriu. Defender o nosso patrimônio histórico e artístico é alfabetização”. Mário de Andrade

 

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

A valorização da cidade está em preservar a diversidade de percepções visuais, garantir à complexidade espacial, que traz a cada indivíduo a possibilidade da fuga da monotonia, a quebra do estático, do óbvio.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

A vida urbana é complexa e, muitas vezes, contraditória. Interferir nesse espaço é, portanto, tão complexo como organizar a própria vida. É por isso que tais ações devem advir de um conhecimento amplo e profundo do objeto alvo, e da percepção e do entendimento da cultura e das tradições que incidem sobre determinado espaço e sua população. Essas intervenções são extremamente necessárias, principalmente quando o interesse capitalista sobrepõe-se ao interesse público, quando o valor econômico subjuga a cultura e a tradição, distorcendo a memória de forma a acarretar a perda da identidade cultural de uma comunidade.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

Nessa foto a esquerda o Banco Rural de Casa Branca com a Praça Barão de Mogi Guaçu,  a direita o Cine Flor mais em baixo a casa da Família Feijão e a na outra esquina a Casa Cristal da família Basiloni, vendo ao fundo a Rua Capitão Sebastião de Carvalho.

 

Em termos gerais, considera-se ainda hoje fundamental uma abordagem mais ampla e de duplo sentido, mediante a qual a preservação do patrimônio cultural induza o desenvolvimento urbano e as alternativas geradas para o desenvolvimento contribuam, por sua vez, com a preservação. Nesse sentido, é necessário ter uma política específica de preservação e reabilitação urbana, de longo prazo, que envolva um conjunto de estratégias e ações, capazes de garantir não só a recuperação, mas, sobretudo a sustentabilidade dessas áreas e sua inserção na dinâmica urbana.

 

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

31 -Santuário de Nossa Senhora do Desterro –

Templo oriundo de pequena e lendária capelinha. Construída no século XIX (1890) pelo Coronel João Gonçalves dos Santos. No local está sepultado o Coronel João Gonçalves dos Santos, sua esposa, o filho e no altar o Irmão Roberto Giovanni. Sofreu várias reformas até a década de 1930, quando foi demolida para dar lugar ao edifício atual, construído em 1937. Possui amplo centro pastoral, salões para festas, confraternizações, reuniões e outros eventos, com capacidade para acolher e hospedar até 350 pessoas hospedadas e nos salões até 1500 pessoas. Oferece aos visitantes da livraria cristã e grande atividade religiosa. No mês de agosto promove a tradicional Festa de Nossa Senhora do Desterro desde 1925, atraindo milhares de fiéis e romeiros de várias localidades.

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Foto de José Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

31 Estação Ferroviária da Mogiana Velha – Ano 1878 –  Hoje é atual Prefeitura.

Foto do Acervo do Museu de Casa Branca

Foto do Acervo do Museu de Casa Branca

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

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Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

 32 -Casarão de Francisco Thomáz de Carvalho – Rua Capitão Horta.

Antiga residência do Deputado Dr. Francisco Thomáz de Carvalho, na qual se hospedou o Presidente Altino Arantes. Antes pertencera a seu sogro Capitão José Caetano de Castro. Atualmente pertence a família Lopes.

Família Lopes

 

33– Casarão Lafayette de Toledo – Estilo Neoclássico – Início da Imigração.

Sede do primeiro Correio, agente Otávio Jardim,  da antiga Rua das Flores, hoje Rua Capitão Horta, esquina com a Rua Padre Santana. Funcionou o Liceu fundado por Padre Santana. Em frente à antiga Casa Paroquial onde morou Padre Santana.

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Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

34- Casarão do Sindicato Rural Patronal – Estilo Colonial.

Acervo de José Luiz Horta de Macedo

Acervo de José Luiz Horta de Macedo

 

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Lucinha Zanetti

Foto de Lucinha Zanetti

 

 35 – Residência Estilo Clássico – Rua Barão de Casa Branca.

Pertence a família Villela de Andrade, construída por José Alexandre de Andrade casado com Altimira Villela de Andrade foi o 8º. filho de Domingos Villela de Andrade e Rita Villela de Andrade , hoje pertencente a D. Margarida Martinelli Villela de Andrade esposa do sr. José Leonardo Villela de Andrade e os filhos Maria Ruth, José Rui e José Rubens Proprietários da Fazenda Cachoeira.

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36 – Casa da Família Feijão  – Estilo Colonial – Rua Coronel José Júlio – Hoje demolida.

Família Feijão – o registro da residência como sendo a primeira edificação da Praça da Matriz quando ainda não existia nem praça e nem Matriz, em puro estilo colonial,  estilo moradia e comércios. Últimos moradores foram as filhas do construtor que popularmente e carinhosamente conhecidas como Tia Dica e Tia Beia Feijão está foi professora formada pela Escola Normal onde também lecionou até a aposentadoria e viveram até os anos 80, Tia Beia a mais velha acho que tinha por volta de 90 anos quando faleceu.

Foto de Guanymédes José -  Museu Histórico de Casa Branca.

Foto de Guanymédes José – Acervo Museu Histórico de Casa Branca.

 

Foto de Gabriela Aga

Foto de Gabriela Aga

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

 

37- Essa residência é o único exemplar da arquitetura Belle Époque em Casa Branca, o Clube Casa Branca seria outro mas ele está mais voltado para uma mistura da Belle Époque e o Neo Classismo. Praça Barão de Mogi Guaçu.

Foto de Maria Cristina Sasso

Foto de Maria Cristina Sasso

 Apesar de ter início normalmente citado como no final do século XIX e fim no início da Primeira Guerra Mundial, é difícil determinar especificamente limites para a época da Belle Époque, uma vez que é mais um estado espiritual do que algo preciso. A expressão francesa Belle Époque significa “bela época”, e representa um período de cultura cosmopolita na história da Europa. A época em que esta fase era comum foi marcada por transformações culturais intensas que demonstravam novas formas de pensar e viver. Considerada uma época de ouro, beleza, inovação e paz entre os países; a fase trazia invenções que faziam com que a vida se tornasse mais simples para todos os níveis sociais.

 

 38- Hotel Moffa – Rua Capitão Sebastião de Carvalho,  Rua Dr. Menezes e Praça Dr. Barreto. Demolido em 2012.

Foto de Ganymédes José - Acervo do Museu de Casa Branca

Foto de Ganymédes José – Acervo do Museu de Casa Branca

 

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Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

Nesse casarão por um bom tempo funcionou a Escola Normal parte masculina a esquerda que dá para a rua Capitão Sebastião de Carvalho era o Hotel e do lado direito que da para Rua Dr. Menezes funcionou por um tempo o correio a frente para a Praça Dr. Barreto.

Foto de Luiz Carlos

Foto de Luiz Carlos

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

39-  Residência pertenceu a Família Prudente Corrêa, donos da Fazenda Prudente do Morro – Propriedade da Família Corrêa – Praça Dr. Barreto

Nela morou a Família de Luiz Gonzaga de Sylos,  ex-prefeito de Casa Branca, depois ele se mudou para uma residência nova na Rua Dr. Menezes.

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40- Casarão da Família do Barão do Rio Pardo- Estilo Colonial – Praça Honório de Silos, atualmente aos herdeiros de Dr. Orlando Basile.

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41-  Sobrado – Estilo colonial com uso de sacada de ferro – Residência do Barão de Casa Branca na rua que leva seu nome esquina coma Dr. Narcísio Marquês – Casarão onde se hospedou o Imperador Pedro II em visita a cidade.

 

Foto de 1909 - Adolpho Legnaro Filho

Foto de 1909 – Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Nota-se  que na sacada nas laterais tem uma pinha de cristal que foi retirada assim que  Dª Yolanda de Sillos Motta passou tal informação ao Professor Adolpho Leganro Filho.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto dos Barão e Baronesa de Casa Branca – José Vicente Ferreira de Sillos e Mariana Umbelina de Paduá Lima.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Acervo de Luiz Gustavo de Sillos – Foto de Adolpho Legnaro Filho

Decreto Imperial de 07 de maio de 1887  que concedeu a Vicente Ferreira de Sillos Pereira o Título do Barão de Casa Branca.

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

A parte interna da residência do Barão de Casa Branca na sua época, pintura a óleo sobre tela do pintor e músico Caetano Marques (1965).

 

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 As duas fotos que remetem ao quadro.

 

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

Umas das salas de visita do casarão,  época do Dr. Narcísio Marquês.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

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Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 

42 – Antiga Residência do Capitão José Caetano de Castro, hoje Casa Dona Biza. Rua Dr. Menezes.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

43- Casa Vila Mercedes – estilo anos 50, pertencente à família  Bryan Correa. Rua Barão de Casa Branca.

Essa casa foi construída nos anos 60 pela Família Correa no antigo quintal da Casa da Praça Dr. Barreto ela fica de frente para Rua Lateral estilo Modernista hoje ainda pertencente a Família mora o Sr. Sérgio B. Correa

Não consegui nenhuma foto de como era a casa antigamente, hoje foi construído um muro que fechou toda frente da casa, a única foto que consegui foi essa da lateral.

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

44- Calçamento da Rua Waldemar Pânico, antiga Rua do Comércio – primeira rua pavimentada em Casa Branca por pedra de ferro.  No tempo no Império ali existiram grandes empórios comerciais com um movimento fantástico.

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Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

Foto de Selma Dourador

Foto de Selma Dourador

 

 45– ACCPE – Associação Casa-branquense de Cultura Physica e Esporte – fundada em 1926. Com a presença do Conde Francisco Matarazzo.

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A expressão Patrimônio Histórico designa um bem destinado ao usufruto de uma comunidade que se ampliou a dimensões planetárias, constituído pela acumulação contínua de uma diversidade de objetos que se congregam por seu passado comum: obras e obras-primas das belas artes e das artes aplicadas, trabalhos e produtos de todos os saberes e savoir-faire dos seres humanos.

Em nossa sociedade errante, constantemente transformada pela mobilidade e ubiquidade de seu presente, “patrimônio histórico” tornou-se uma das palavras-chave da tribo mediática. “Ela remete a uma instituição e a uma mentalidade.” (CHOAY, p.11).

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo.

Continuamos com nosso apelo a população de Casa Branca, para que fiquem atentos ao que esta acontecendo e o que pode ser afeito para salvar o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

OBS: Quero agradecer ao Acervo do Museu de Casa Branca,  Luiz Carlos, José Luiz Arcuri, Ademar Madureira,  José Luiz Horta de Macedo, Adolpho Legnaro Filho, Selma Dourador, Mariana Horta, Lucinha Zanetti, Maria Cristina Sasso e Gabriela Aga por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

A constante evolução dos espaços citadinos impõe aos pensadores da cidade a necessidade de aliar a preservação de bens de interesse histórico às transformações inevitáveis e essenciais à modernização desses centros, com vistas à manutenção da qualidade de vida, através de espaços adequados à convivência humana.

Acredita-se que a cidade do passado não deve negar a do presente, nem esta a outra. Cada tempo tem o seu próprio valor. Portanto, a cidade não deve permanecer imóvel e imutável, deve-se incentivar a concomitância entre a preservação histórica e a contemporaneidade.

A memória associa-se ao cotidiano e discute-se a preservação do que poderia ser chamado de arquitetura do cotidiano, a arquitetura residencial ou, até mesmo, comercial. Uma arquitetura não exuberante, mas significativa como representação dos modos de vida de uma época. É assim classificada a arquitetura de Casa Branca a ser preservada. Uma arquitetura e um desenho urbano de uma época em que a vida citadina, nesse sertão, era simples e pacata. Uma vida caipira, sertaneja. A cultura de cidades do interior paulista.

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

A grande dificuldade em preservar-se o patrimônio, especialmente arquitetônico, é que esse tipo de ação tem que contar, necessariamente com o apoio do Estado ou de outros tipos de entidades oficiais, como fundações culturais, por exemplo, ou iniciativas privadas. O primeiro fator que garante a preservação de um edifício é a manutenção de seu uso nas condições e para o uso que foi previsto em seu projeto inicial.

 

Foto de Mariana Horta

Foto de Mariana Horta

O “Turismo” é um elemento positivo para a preservação dos bens arquitetônicos, pois a atividade turística sempre pressupõe o aumento do afluxo de visitantes aos monumentos, constituindo-se num desenvolvimento Patrimônio Cultural de importância e necessidade preservacionista por parte do poder publico ou particular, que dele podem-se tirar proveitos culturais e financeiros.

Para que as ações de preservação do patrimônio arquitetônico tenham resultados positivos, existe a necessidade de providências em duas áreas:

a) A do planejamento, recuperação e revitalização de núcleos de interesse histórico ou artístico, que só podem ser efetivados após trabalhos exaustivos de levantamento e estudos interdisciplinares;

b) a da vinculação de qualquer projeto deste tipo a um interesse social que privilegie os habitantes do local onde está o monumento ou o conjunto de monumentos em questão.

Uma vez este levantamento feito torna-se indispensável o trabalho de conservação sempre visando e estimulando uso do referido bem imóvel (residências, praças, matas e etc.) ou bem móvel (objetos de uso pessoal e  decoração, quadros, móveis, máquinas e etc.).

Continuando a relação de imóveis residenciais, públicos, de diversas épocas,  os  que já não existem e o que podem ser pesquisados e catalogados :

Arquitetura/Histórico

 16-Casarão dos Musa – Rua Coronel José Julio

Estilo colonial português. Posteriormente recebeu reforma e aumento modificando o estilo para o neoclássico 1939.  Servia de casa da cidade para família nos finais de semana. O proprietário era Antônio Silveriano Musa, dono da Fazenda Santa Clara hoje pertencendo ao Município de Itobi, segundo a historiadora Amélia Trevisam tanto a Casa Sede como a residência na cidade foram projetos do Arquiteto Ramos de Azevedo.

Residência dos Musas, hoje Casa da Cultura.

Residência dos Musas

 

Abandonada

Residência dos Musas abandonada

 Hoje Departamento da Educação.

Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

17- Edifício da Escola Normal EEPSG Dr. Francisco Thomáz de Carvalho.

Os projetos de Cesar Marchisio, elaborados entre 1918 e 1919. Tendo significativas mudanças ao fato de que o projeto e a obra se arrastaram por muitos anos. Sua inauguração foi somente em 1933.

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus - PMSP

Arquivo do Estado de São Paulo Departamento de Patrimônio Histórico – Divisão de Iconografia e Museus – PMSP

 

Em estilo neoclássico. É o único prédio tombado pelo Patrimônio Histórico.

Fundação 07 de Abril de 1913

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20- Monumento ao músico Humberto Francischetti. Praça Dr. Thomáz de Carvalho.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Maestro Humberto Franceschetti.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Família do Maestro Humberto Franceschetti.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Escultura de Luiz Morrone (São Paulo, 1906 – SãoPaulo 1998) foi um dos mais prolíferos escultores brasileiros, descendente de italianos, foi o criador do brasão de armas do estado de São Paulo, e também criou centenas de bustos, estátuas, hermas. Fez seus primeiros estudos no ateliê do escultor italiano Cantarella, estudando ainda no Liceu de Artes e Ofícios e também foi aluno de Ettore Ximenes e Victor Brecheret. Em suas esculturas, é no campo dos retratos que reside sua maior técnica, sendo autor de grande quantidade de obras, como bustos e hermas, dentre elas destacamos os bustos de Bernardino de Campos, Guilherme de Almeida e Adoniran Barbosa. Quanto aos monumentos destacamos Cristóvão Colombo, a Manuel da Nóbrega e ao Infante D. Henrique só para citar alguns, possuindo também obras realizadas para governos e instituições de outros países. Como um dos artistas mais procurados para a realização de obras públicas, Luís Morrone também foi autor da escultura Pedro Álvares Cabral instalada no Parque do Ibirapuera. Esta escultura faz parte do monumento ao navegador português que chegou ao Brasil em 1500, uma homenagem realizada por iniciativa da comunidade portuguesa com o objetivo de iniciar as comemorações dos 500 anos do descobrimento.O monumento, em bronze e mármore, foi inaugurado em 10 de junho de 1988; tem cinco metros de altura e foi projetado pelo arquiteto Agostinho Vidal da Rocha. O estudo para a escultura final em bronze foi realizado por Morrone no ano de 1986, em gesso e em escala bem mais reduzida: 60 x 42x 36 cm. Esta peça em gesso é hoje obra integrante do acervo do Museu Belas Artes de São Paulo muBA – e representa, como documento e testemunho, a escultura em bronze como também preserva sua história e a do artista. (muba.com.br William Keri e Débora G. Buonano)

Foto de Adolpho Leganro Filho

Foto de Adolpho Leganro Filho

 

 Hoje se encontra em estado lamentável.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

21- Casarão da Sociedade Italiana – antigo Consulado Italiano: Rua Capitão Horta, onde hoje estão instalados o Colégio Objetivo.

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22- Monumento ao Político e Advogado Dr. Francisco Thomáz de Carvalho.  No momento não temos identificação do autor da obra.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Praça Dr. Thomáz de Carvalho.

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23 – Santa Casa de Misericórdia de Casa Branca – fundada em 30/06 /1887.

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Importante notar que nestas fotos a Cruz esta no topo da torre. Sofreu uma queda da raio em 2013 após um temporal caiu toda a Cruz e o globo de base.

 

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Foto após o raio de 2013.

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Foto de Ademar Madureira

Foto de Ademar Madureira

 

24- Igreja Presbiteriana – Estilo Neoclássico. Ano de fundação: 21/04/1923 Primeiro Pastor: William Sim; inaugurada em 1938.

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Foto de  José Luiz Arcuri

Foto de José Luiz Arcuri

 

25– O Largo da Boa Morte – Devido a Capela Nossa Senhora da Boa Morte.

Foto de Hélia Legnaro

Foto de Hélia Legnaro

Passou a ser denominada Praça Rodrigues Alves em homenagem ao Conselheiro Doutor Francisco de Paula Rodrigues Alves pelo seu gesto criando a Escola Normal em Casa Branca e atualmente ao Ministro Costa Manso, grande jurista que aqui passou deixando grande exemplo de honradez, sua primeira esposa aqui faleceu por ajudar o povo na gripe Espanhola, deixando 3 filhos Casa-branquense ilustres.

Foto de Hélia Legnaro

Foto de Hélia Legnaro

 

26 – Fórum “Ministro Costa Manso”. Edificado na gestão do então Prefeito Dr. Teófilo de Siqueira no ano: 08/12/1951, estilo Grego.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

27- Monumento ao Ministro Costa Manso – jurista – no interior do Fórum de Casa Branca.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Não conseguimos identificar o nome completo do escultor, sobrenome Costa Mauro – 1962

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

28- Monumento ao Desembargador Joaquim Sylos Cintra – Interior do Fórum Ministro Costa Manso.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

Foto de Adolpho Legnaro Filho

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

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Não foi possível identificar a assinatura gravada do escultor – 1968

Foto de Adolpho Legnaro Filho

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

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29- Cadeia Publica – Antigamente a Cadeia Publica ficava onde foi construído o Jardim da Infância, hoje Escola Ganymedes José.

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

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No ano 1951  foi construída  a atual e fica onde era o Largo da Boa Morte, ou seja, na Praça Rodrigues Alves.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

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Foto de Adolpho Legnaro Filho

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 30- Cine Popular – Hoje supermercado Central – Praça Rodrigues Alves

Fachada antigo Cine Popular, Fórum e Delegacia de Policia  – 1960 – no local onde se encontra o Cine Popular e a casa ao lado é hoje o Supermercado Central.

 

Foto de Adolpho Legnaro Filho

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 Hoje supermercado Central.

Foto de Adolpho Legnaro Filho

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O patrimônio histórico, em sua essência, é o conjunto de lembranças através das quais um povo se identifica; é o conjunto dos produtos culturais de uma sociedade, podendo ser chamado, de uma forma mais abrangente, como patrimônio cultural.

O descaso com essa valorização da memória de um povo em geral, visando a uma identidade cultural universal, reflete-se na valorização, unicamente, de cidades que possuam algum interesse turístico, por isso questionamos: Qual o valor de um patrimônio preservado tão-somente para o turismo? E o caso das cidades que não possuem tal interesse ou tal público? Essa população não teria direito à memória?

Fonte de pesquisa: Legnaro Filho- Prof. Adolpho / Pedagogo/ Museólogo / Turismólogo –  Mariana Pereira Horta Rodrigues/ Trabalho Final de Doutorado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/ Universidade de São Paulo.

Continuamos com nosso apelo a população de Casa Branca, para que fiquem atentos ao que esta acontecendo e o que pode ser afeito para salvar o Patrimônio Histórico e Cultural da cidade.

Um grande abraço.

Maria Clara

 

OBS: Quero agradecer a Mariana Horta, Ademar Madureira, Arquivo do Estado de São Paulo Departamento Histórico, José Luiz Arcuri, Hélia Legnaro e Adolpho Legnaro Filho por cederem fotos de seus arquivos particulares para fazerem parte e enriquecer essa matéria.

 

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